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Entre Tejo e Sado

Por dentro dos dias e da vida

Por dentro dos dias e da vida

O copo meio cheio. O copo meio vazio

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“Encerrado para balanço e trespasse”, lê-se num folheto afixado na porta, ali, na esquina do Páteo Albers. Fico triste. Era um projecto que tinha qualidade, cor e vida, nascido do querer de dois jovens barreirenses. Desistiram.
É assim, a vida das cidades já não é o que era, a paisagem urbana, por vezes mantinha-se por décadas. Os estabelecimentos comercias eram sempre os mesmos. A mercearia. A taberna. O café. O barbeiro. O consultório. O fotógrafo. O Oculista. O Talho. O banco, sim, porque os bancos também existiam e marcavam os centros. Os bancos e as farmácias – que era quase sempre a Farmácia Central.

Hoje, as cidades fluem, modificam-se de acordo com o ritmo dos negócios e das modas. Onde ontem estava um banco, pode nascer uma empresa de óptica. Onde estava uma sapataria nasce um mercado chinês. Onde funcionou um café nasce uma perfumaria.
O fechar e abrir já faz parte da forma de estar e sentir a cidade.
Antigamente, sim antigamente, ganhava-se paixão pelos espaços, tínhamos tempo para «entranhar», porque em todos os espaços vivíamos momentos coloridos de emoções. Não eram espaços de comer e deitar fora, eram espaços que entravam e mergulhavam dentro de nós, ficavam, ali, fazendo parte da nossa memória.
É, por isso, só por isso, que muitos recordam a Carvoaria, o Chave de Ouro, o Términus, o Bee Jazz, o Tico-Tico, a Boleira, o Manel da Galega, o Gelo, a Chapelaria, o DNA, ou, a Loja do Gaspar, a Papelaria da Bélinha, a Tipografia, o Café Moderno, e, cada coisa no seu lugar e tempo, porque todos os lugares que se inscrevem dentro de nós fazem parte do tempo que somos.

Hoje, ao ler aquele anúncio de um espaço comercial que anuncia o seu ponto final, vivi este sentimento, do pulsar da cidade, de como já nada é como era, nem nunca mais será, hoje, o lucro – o deve e o haver – o fluxo da competitividade marca o ritmo do abre e fecha, dando às ruas e aos lugares uma nova forma de pensar e sentir a cidade.

Dou comigo a pensar, se fosse noutros tempos, não faltariam comentários - a crise do comércio local, o abandono do centro da cidade, mas, nestes tempos, agora, é tudo diferente.
Costumo dizer que, por cá, neste nosso «barreirinho», até ver, continuo a considerar que a diferença é muito simples: há seis meses atrás – o copo estava meio vazio; agora, - o copo está meio cheio.

Entrei, na Livraria Bertrand, um espaço de qualidade, que, felizmente, se mantém dinâmico e vivo, ali, no Forum Barreiro. Sabe bem mergulhar no cheiro dos livros e sentir aquele ambiente cosmopolita, no centro da cidade.
Num tempo marcado pelo digital contar com este espaço no Barreiro é um privilégio, é bom que vamos contribuindo para que se mantenha, com um fundo bibliográfico da Filosofia às artes, da economia à justiça, da literatura à poesia, de livros para crianças e adolescentes.
Uma sugestão, num cantinho de uma estante, abram, se for possível, um espaço para divulgar obras de autores da região.
Encontrei o Couceiro. Trocámos breves palavras. Comentámos. A filosofia lá veio à baila. A vida, sim, porque a filosofia é a vida. E agendamos o nosso reencontro para Maio, em Santo António da Charneca.

Depois, lá fui, hoje apetecia-me mesmo olhar o Tejo. Quando estava por ali a sentir a maresia. Alguém, dirigiu-se a mim e, sorrindo, perguntou: “Há alguma cidade que tenha esta vista sobre Lisboa?”.
“Nenhuma”, respondi. E ficamos olhando na distância a outra margem.
Observei que estavam dois Cruzeiros, atracados na zona de Santa Apolónia. Uma parte do tal mais de um milhão que passa pela outra margem, durante um ano, e, há quem sonhe trazer, uma parte até esta margem, para mirar Lisboa e saborear os petiscos da margem sul.
Talvez um dia, talvez…

Sentei-me a ler o jornal. Hoje o PS comemora o seu 45º aniversário. Um partido que foi, e, é, sem dúvida, essencial na consolidação e garante da nossa democracia.
Leio, o texto de Ana Catarina Mendes, e, nele, retenho esta frase: “Quebramos o mito de que havia forças progressistas que não podiam ser construtivas”.
Salienta que o PS é a “força que lidera o bloco progressista”. Gostei do seu texto.
Depois leio o texto de Augusto Santos Silva – “o caminho do PS é o da esquerda moderada e europeia”.
Enfim, como sou um inconformista e europeísta, pensei : é pena que no Barreiro o PS, afinal, não tenha tido a capacidade de se afirmar como sendo, aqui e agora, a liderança das forças progressistas. São opções.

António Sousa Pereira

 

Lavei-me meus olhos no Tejo

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Andar pelas ruas é ir ao encontro do pulsar da cidade, sentir a vida. Uma cidade tem vida com as suas gentes.

Trocamos palavras, inevitavelmente, sobre o tempo que vivemos. Uns sorriem. Outros têm um semblante triste. Acho tudo isto natural.

 

Mas digo-vos, sinto que há pessoas que inscrevem pela sua acção os seus nomes na vida, em instituições, nas cidades, no tempo que viveram, e, ficam mais, muito mais inscritos, quando as suas acções foram gestos de amor, entrega, dedicação sem limites, por vezes, superando as dificuldades com sorrisos.  

Admiro essas pessoas, com um respeito que vai para além, muito mesmo, das suas ideias politicas, religiosas ou filosóficas. Gosto, porque gosto, daquele gostar que brota de dentro do coração.

 

Sei, afinal, que será o tempo, a história, que reconhecerá, lá longe, muito longe, o significado de vidas que, de facto, pelo que foram e fizeram, plantaram sementes de futuro. Um legado.

Sinto, que alguém que vive fazendo, é, de certeza indiferente à ingratidão.

Acordar, olhar o sol, sair à rua, de cabeça bem erguida, com aquela sensação de dever cumprido, de trabalho realizado, de obra, de amor ao que se ama, é, sem dúvida, mesmo lindo.

 

Hoje, ao fim da tarde, vi um homem, nas ruas da cidade, a caminhar, levando pela mão o seu neto. Sorrindo. Cumprimentando.

A nobreza de um ser humano não está em palavras, está sem dúvida nos actos. Todos os actos. Os  erros e as virtudes. Mas o mais nobre é quando a vida é marcada pela palavra – Fazer. Fazer cidade. Fazer futuro. Um legado que, lá dentro de nós mesmos, sem vaidades, sentimos que foi a nossa acção que abriu portas e rasgou caminhos. É lindo!

Um homem, de facto, só é derrotado quando desiste de viver e sonhar. Viver a vida real. Sonhar com  amor no coração.

 

Hoje, ao fim da tarde, dei uma volta pela cidade, fui até à Avenida da Praia, ali, deliciei-me a olhar o pôr-do-sol, feito de muitas cores.

Enquanto vagueava por ali, junto ao rio, meu pensamento mergulhava em memórias.

Os lugares são referências, onde, sempre, inscrevemos os passos que marcam as nossas vidas.

 

Não sei, se, no futuro, o pôr-do-sol, vai deixar de ser pôr-do-sol e começar a chamar-se «sunset», por ser mais inovador e portador de modernidade.

Olhei a paisagem. Lavei-me meus olhos no Tejo. Sorri!

Até amanhã!

 

António Sousa Pereira

Um sorriso

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Há dias que ando ausente, parto,

as palavras fogem, congelam,

solidificam por dentro em metais,

como se tudo ficasse em silêncio,

mergulhando no infinito de mim.

 

Nesses dias a poesia é o nervo, esse,

sinal que abre o túnel da Liberdade.

 

Pego num som e murmuro,

pego num cheiro e respiro,

toco na imensidão do espaço,

e viajo, entre o sonho e o real.

 

Sinto que regresso em palavras,

na textura dos meus sentimentos,

suavemente, tão suavemente,

como quem adormece nas ondas,

de um rio feito de todas as cores.

 

Nesse instante, único, comigo,

vejo a vida, todo o tempo, num poema,

a brilhar nos olhos -  um sorriso!

 

António Sousa Pereira   

Vamos ao trabalho!

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Há dias que ficam gravados, dias que não esquecemos, dias que marcam mudanças, dias que guardamos e recordamos, são as efemérides inscritas no tempo que percorremos. Registos.

O dia 1º de Maio, é um desses dias que guardo e recordo - o de 1974, esse, vivi, ali, dentro do quartel, apenas sentindo a agitação na rua e os cravos lançados para nós, militares, que junto ao muro saudávamos a multidão em festa.

Depois, ao longo dos anos, no dia 1º de Maio, lá íamos rumo a Lisboa, eu e a Lurdes ( um companheiro permanente, sempre, era o Helder Marques).  Subir do Martim Moniz até à Alameda. Sonhar. Acreditar.

Houve, um destes 1º de Maio, que no dia seguinte, lá vinha, na primeira página do «Diário de Notícias», a caminhar de casaco ao ombro e de gravata. Era o único de gravata no meio da multidão, eu, de facto, marcava, ali, uma diferença, entre gangas. Uma foto, a cores, que enchia toda a primeira página do DN, naquele dia de Maio, que um olhar atento do fotógrafo registou. Não recordo o ano, mas sei que foi nos anos 80.   

 

Mas, o 1º de Maio que ficou gravado na minha memória foi no ano de 1981.

Nesse dia findava as minhas férias de ex-operário da Quimigal, onde laborei na fábrica de Zinco Metálico.

Nesse dia, era, igualmente, o meu primeiro dia de funcionário público na Câmara Municipal do Barreiro.

E, nesse, findava a minha função de Director de «O Jornal Daterra», que passou a ser exercida pelo meu saudoso amigo Manuel Seixo.

 

O 1º de Maio foi, de facto, para mim, um dia que se inscreveu, por dentro dos nervos da vida. Um dia que marcou mudanças.

Ontem, véspera do 1º de Maio, dei uma volta pelos territórios da Baía do Tejo, recordei os dias de operário, senti os cheiros do Contacto 7, recordei as ruas de terra batida e de lamaçal ou pó. Revivi por dentro das memórias aqueles dias que se inscreveram, feitos de sonhos e lutas.

 

Sentei-me, ali, nas bancadas do antigo campo de Santa Bárbara, do Grupo Desportivo da CUF/Fabril, a olhar a distância, recordando que aquele era um espaço fechado, inacessível à cidade, e, agora, ali estava, num espaço aberto e livre, no meio daquele silêncio, apenas quebrado pelo suave ruído da Sovena.

Recordei que foi nesses dias de operário, nos anos de 1979/80 que entrei para associado do Grupo Desportivo da Quimigal, onde fui frequentar a Escola Aberta e, onde, por várias vezes, integrei o Júri dos Jogos Florais da Quimigal, que contava com centenas de participantes de todo o país e do Brasil. Era uma referência e um grande projecto de promoção da cultura.

E, agora, neste ano de 2017, a convite de Faustino Mestre, aceitei partilhar com ele os sonhos de uma equipa que quer dar força e revitalizar o Grupo Desportivo Fabril.

Fui eleito para exercer o cargo de Presidente da Mesa da Assembleia Geral, espero cumprir e dar o meu contributo. Sinto uma enorme honra por assumir este cargo, num clube com uma longa história de referência local, regional, nacional e internacional.

Foi uma enorme alegria, sentir que, todos nós, merecemos a escolha dos associados, naquelas que foram das eleições mais participadas do clube nos últimos anos. Obrigado.

 

Ali, em véspera do 1º de Maio de 2017, sentado ao meio da tarde, no antigo Campo de Santa Bárbara, no último dia de Abril, estive, intencionalmente, para recordar na memória os dias que vivi na fábrica, onde senti as palavras a fugir dos nervos, o calor das escórias dos dias e uma grande esperança de futuro a marcar os vincos das ideias numa enorme vontade de pensar e agir com sonhos no coração. Sonhando!

 

Hoje, dia 1º de Maio, escrevo estas palavras, revivendo todos os sentimentos que marcaram e marcam este dia, no seu simbolismo histórico e real, de muitas homens e mulheres que viveram acreditando que é possível, é sempre possível, construir um mundo melhor.

Eu acredito, sim, apesar de tudo acredito, continuo a acreditar que é possível cada um, com a sua pequena acção, dar um contributo para deixarmos o mundo um pouco melhor que o encontrámos.

Vamos ao trabalho!

 

António Sousa Pereira

As causas e os efeitos

A história é o que é, a vida é o que é, nada, nada mesmo, se transforma separando-se o real da sua real realidade.

Podemos pegar numa parcela do real e, na verdade, a partir dele, pensarmos que por magia, nesse fragmento, elaboramos um lindo ensaio, uma tese académica, assim, pronto, aí está o mundo real. Só que esse não é o mundo real, ele, na realidade, é o mundo da nossa invenção. Distorcido. Ampliado. Minimizado.

A realidade distorcida pode servir para nos consolarmos, pode até ser um meio de gerar efusivas discussões, colocando o nosso ego em confronto com o nosso superego. Sim, Freud explica isso!

Através de ficção, nós podemos imaginar tudo o que quisermos, inventar que o céu é cor-de- rosa, porque ele, na verdade, hoje, às seis da tarde estava cor-de-rosa, mas isso, é, de facto, uma mera distorção da realidade, circunstancial.

Orquestrar. Distorcer. Desfigurar. São tudo faces da mesma moeda. Há quem pense mesmo, que, dessa forma encontra o rumo certo, e vive, repetindo, repetindo, com paragens de intervalo de tempo, mas regressando sempre ao mesmo modelo, uma espécie de catarse, deslumbrante, sem conteúdo, apenas com a motivação de desfazer e explorar sentimentos de aversão.

Uma mensagem, seja ela qual for, tal como um texto, tem sempre uma diversidade de leitores e interpretações. Cada um retira do texto o seu contexto. Um contexto histórico.

Mas, o facto, os factos, é que uma cidade tem a história, e, ela, a história, é inseparável dos factos.

Por isso, quando se apontam factos, é preciso falar dos factos e enquadrá-los na história. Ah, é verdade, e apontar opções!

É por isso, só por isso, que, por vezes, no prolongamento dos meus sentimentos, por dentro dos dias, entristece-me quando no uso de técnicas, meramente técnicas, ou interpretações da história, leio, leio, e, matematicamente, no final sinto que o resultado é zero. Zero de ideias. Zero.

Leio. Volto a ler. Depois de tanto discurso. Volto de repente à minha consciência, mergulho por dentro de causas e efeitos. Olho para a história. Repete-se!

Pasmo. Sinto que tudo se desfaz. Com o caraças – é uma rúbrica, porra!

Olho, pela janela. Está a chegar o fim do dia. Penso, sim, já vi o céu cor de laranja, hoje está cor-de-rosa, mas o real, o mundo real, não se inventa – ou se compreende, ou não se compreende.

Dou comigo a reflectir sobre a história, as estórias, as causas e os efeitos. O dito e não dito. É vida!

São formas de agir e pensar. Fazer. Desfazendo. Só que o real é o real. Está aí…é preciso é saber ver e sentir. O resto, sim o resto é invenção!  

 

S. P

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Proibir o acesso ao silêncio.

Hoje não vou falar do meu silêncio. Hoje vou sentir o meu silêncio. Fecho os olhos. Beijo os meus pensamentos.

Olho para dentro e sinto que sou mesmo bipolar. Convicatmente bipolar. Sinto-me perseguido, por fantasmas que não existem. É a minha imaginação.

Ninguém escreveu nada. Fui eu que inventei. O silêncio, qual silêncio. Todo eu sou um megafone. Sento-me e penso neste drama que toca os meus neurónios.  

De um lado está o meu eu – aquele que conversa comigo. O meu eu louco. O meu eu, aquele, que sorri, apenas, porque ouviu um gato miar.

O meu eu onde a consciência se confunde com a emoção.

Sinto o desconforto. Que hei-de fazer, será que ele vai pensar que estou a escrever isto para ele, enquanto, de facto, eu estou a fazer psicanálise. Acordo de noite, a suar, a transpirar, com o Freud, sentado ao meu lado, dizendo-me: “Deita-te António!”.

Ele quer explicar. Eu não o entendo. Adormeço com um sorriso nos lábios. Feliz!

Do outro lado, está o meu eu – aquele que discute com discussões inúteis. Aquele meu eu que emerge das experiências de vida.

Aquele meu eu que me obriga a puxar os cabelos. Que me faz saltar aos berros e rebolar pelo chão.

O meu cão, que escuta os ruídos, reais, desta minha agitação – todas as noites, um pouco antes de passar o comboio da 1h30, rumo a Setúbal - começa a ladrar. Salta para a cadeira, onde estou  a escrever este texto – psicodramático - e lambe-me os dedos dos pés.

Este meu eu é terrível. A catarse é total. Os gritos batem nos neurónios. Imagino que sou Van Gogh. E, então, começo a segurar as orelhas com medo que saltem e vão pelas ruas a escutar as conversas.

De repente imagino que estou a correr todo nu, ali, junto às ondas, nos areais do Baleal. É terrível. A correr e nu. Onde chegou a minha degenerescência.

Isto, de certeza, já nem Freud consegue explicar.

 

Levanto-me. Vou beber um Licor Beirão. Escuto músicas angêlicas. E encosto-me de olhos fechados.

Bolas! Cá estou de novo com o meu silêncio.

Ouço o grito, até penso que é a voz de Dante, lá dos confins do Inferno: “Sai já daí desse teu mundo do silêncio!”

Foi então, que, finalmente percebi os perigos do futuro.

Mais que nos calarem o direito de falar, pensar e dizer os pensamentos, pelos vistos, vão mesmo proibir o acesso ao silêncio.

Porque o silêncio é uma coisa muito perigosa, pode fazer-nos descobrir a consciência e encontrar a tranquilidade.

 

No meio de tudo isto, penso – tenho este defeito de às vezes pensar – e registo, que, certamente, António Damásio, tinha razão – “usamos a mente para esconder parte do nosso ser”.

É que, sublinho,  o silêncio é mais forte que a consciência. O silêncio, somos nós, aí, dentro, bem dentro – o resto é o mundo.

Deixem-me ao menos ter este direito - poético - de me encontrar comigo todos os dias e sorrir com o meu silêncio!

Fiquem com a vossa superior consciência. Eu fico com o meu silêncio.

Acreditem, é mesmo um silêncio que grita. E digo-vos, grita tão alto, que as gaivotas assustadas, neste dias de férias, sujaram-me o carro todo, por vingança!

 

Parei de escrever. Li. Comecei a rir às gargalhadas.

Só então, tomei consciência – bipolar - que a loucura entrou por dentro da janela e sentou-se na minha frente a sorrir.  

Eu, silenciosamente, tinha que ser silenciosamente, levantei os olhos e pensei – Hoje é sábado, é dia de descanso. Vou dormir!

Ah, é verdade, vou em silêncio, deitar-me, espreitar e esconder-me por dentro das cores e dos sons, silenciosamente.

Hoje, de certeza, o Freud não me vai acordar. Se ele aparecer ao meio da noite, chamo o meu cão e mordo-lhe a perna.

Não, não mordo a perna ao cão. Mordo a perna ao Freud.

 

E se for preciso começo a ladrar. Ou, será que também não posso ladrar!?

Fiquem bem. Acreditem. Freud, explica isto!

 

S.P.

 

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Aprendizagem

Os momentos mais lindos das nossas vidas são aqueles em sentimos que, naquele momento, algo se acrescentou nesse caminho de aprendizagem que é a vida.

Ter a consciência que há sempre algo a descobrir, algo a aprender e tudo, tudo que vivemos não é inútil, é, isso, apenas isso, uma aprendizagem – isso é que é lindo.

 

S.P.

 

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Ter princípios e ter opinião

Há uma grande diferença entre ter princípios e ter opinião. Ter princípios é ter objectivos, é ter valores que se traduzem em actos que dão sentido às nossas vidas. Os princípios são marcas que mantemos ao longo da vida. Vivemos e assumimos.

Ter opinião é expressar olhares sobre os acontecimentos. As opiniões mudam com as circunstâncias e, normalmente, estão sempre actuais movem-se com a história e com as estórias.

As opiniões mudam. Os princípios prevalecem.

 

SP

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