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Entre Tejo e Sado

Por dentro dos dias e da vida

Por dentro dos dias e da vida

Inspirado na memória aberta

A vida é feita de dias que vamos percorrendo. Há dias que passam e, nós, nem sentimos que eles existiram, são dias, apenas dias.

Depois, há aqueles dias que gravamos na memória, uns por bem, outros por mal, outros apenas porque ficam, ali, registados, cravados nos nervos. O tempo vivido é essa memória. E, afinal, essa memória, somos nós com todos os instantes, esses, que forjaram a nossa personalidade. O tempo pesa. O tempo dói. O tempo abre as portas à liberdade. Somos mais livres, quanto mais somos capazes de viver para além de todo o tempo acumulado nessa «colmeia» - dos sentidos, das lágrimas ou das alegrias.

 

Escrevo estas breves palavras, apenas, sim apenas, para sublinhar que vou guardar o dia de hoje na minha memória. Foi um dia de catarse. Foi um dia de reencontro com a memória. Mergulhar no tempo, ajuda, a perceber o vivido. Analisar. Aprender. Reflectir. Ponto final. Entrar na «colmeia» dos nervos deixa-nos mais doces, porque absorvemos a doçura do mel da vida.

Pensar o vivido ajuda a «inspirar» o que queremos viver. Abrir as portas da memória ajuda a «inspirar» a «memória do futuro».

 

Hoje, parei para pensar e sentir. Parei para tocar os nervos dos sonhos. Flui em palavras sentidas. Psicanaliticamente, assim, como quem destrói as amarras do passado. No final sorri, sorri, sorri.

É por isso, talvez, só por isso, que vou guardar este dia, principalmente, quando aquele jovem adolescente me perguntou a minha idade e respondi - 18 anos. Os outros ao lado sorriram e disseram – “É isso mesmo que parece!”.

Ou, silenciosamente, escutar as palavras da minha filha, sorrindo, a comentar – “Não precisavas de ter dito coisas que disseste”. Respondi-lhe – “Falei com o coração”. Pois.

 

Por tudo isto, vou guardar este dia, numa gaveta dos meus neurónios, ali, num recanto, onde só eu posso chegar, quando adormeço ou quando olho o mar, o sol, as gaivotas, o luar e parto pelo céu azul, voando, tranquilamente, com os meus pensamentos.

Guardo este dia, para não esquecer. Há dias que nós não queremos esquecer. Principalmente, aqueles dias, que sentimos as lágrimas a molhar as pétalas do nosso olhar, não de tristeza, mas de uma felicidade única, feita de audácia e amor à vida.

 

Ah, é verdade, agora, de novo, sempre de novo, inspirado na memória aberta – vou recomeçar o futuro!

 

S.P.

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