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Entre Tejo e Sado

Por dentro dos dias e da vida

Por dentro dos dias e da vida

OUT.FEST - sentir, pensar, viver

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O OUT. FEST é, sem dúvida, o «acontecimento do mês de outubro». Um exemplo vivo de criatividade que está inscrito na frase – só se ama aquilo que se conhece.

Está a findar o mês de outubro, olho para trás, pelo retrovisor dos dias, deito-me por dentro do tempo. O outono bateu à porta. A hora mudou. Ah, é verdade realizaram-se eleições autárquicas. E é caso para dizer – a oeste nada de novo, ou, talvez, friamente, pensar, afinal, colhe-se aquilo que se semeia. As sementes começam a dar os frutos que anunciam o futuro. Só não vê quem não quer ver. A Marcha Solidária da AMPM, saiu à rua, mantendo a tradição. Esse sinal de uma cidade que, neste tempo de perda de identidade, tem causas inscritas nas suas memórias.

E, a propósito de tudo isto, ocorreu-me registar aquele que, no tempo vivido, senti como o “acontecimento do mês”, olhar pelo retrovisor do tempo e encontrar um momento que tocou a vida, por dentro do sentir, do pensar e do viver.
Descobri-me sentado na bancada do antigo Estádio de Santa Bárbara, a olhar o Mausoléu de Alfredo da Silva, a olhar o luar que se erguia, em silêncio, na penumbra do anoitecer, sereno, no azul, vindo dos lados da Ilha do Rato.

E, pensei, sim, foi este o acontecimento do «mês de outubro», aquela peça musical, de Erik Dæhlin, inspirada no tecido industrial e nas memórias de um território que inscreveu o Barreiro na história industrial, na modernização de Portugal, no movimento das ideias, terra pioneira. Terra de muita gente vinda de muitos lados, aqui, junto ao Tejo, abriram caminhos de esperança.

Foi essa energia que senti, naqueles sons exploratórios a rasgar o silêncio. Os gritos das bancadas dos jogos de futebol. Os sons da fábrica a rasgar os nervos. A história a marchar nos passos sóbrios, orgulhosos, do Coral TAB, naquele lugar, frente ao refeitório, onde outrora os operários, em plenários, debatiam as greves, reivindicavam a palavra dignidade. E, naquele murmurejar de sons, dos lados do Mausoléu, a Orquestra de Câmara Portuguesa, com pompa e circunstância, anunciava a fraternidade. Envolvendo o mausoléu de sons épicos. Entrou, em marcha, apoteótica, a Banda Municipal do Barreiro, uma sonoridade que tocou os nervos do tempo, a evocar a Grândola, com as tons vermelhas das fardas, refletindo as cores da bandeira da cidade. Essa banda, com raízes na banda da CUF, hoje, municipal, como municipal, afinal, é muita coisa, numa terra que, cada vez mais se inscreve, nas ondas dos tempos que vivemos neste mundo do século XXI. Depois, o público entrou em cena, caminhou entre as margens do tempo, rumo à fábrica, rumo ao mausoléu, o lugar, onde nasceu o mito urbano do leão que foi roubado. Sim, roubado, nas barbas do espaço, onde esteve instalada a força paramilitar da GNR, ali, dentro da fábrica. Um acto dito revolucionário que não passa de um fake story.
Mas, de novo, agora sentado, em frente ao Mausoléu com a noite a deitar-se nos meus olhos. Um jogo de sombras e sons. A caverna de Platão. Fechava os meus olhos e deixava-me partir em viagem na noite. O Coral TAB. A banda. Os sons ritmados perdiam-se na luz. Eramos envolvidos em luz e som, numa ternura, que nos convidava a sentir, a pensar, a viver.
Este espectáculo encerrou a 21ª edição do OUT.FEST – Festival Internacional de Música Exploratória do Barreiro, uma marca de referência, que colocou o Barreiro na senda de festivais europeus e internacionais. Um projecto que nasceu na raízes da força que emerge, da história, esse lugar onde estão inscritas muitas iniciativas realizadas, com algumas ideias força – liberdade, criatividade, voluntariado, amor à cultura, paixão pela terra que somos e suas memórias.

O OUT. FEST tem tudo isso nos seus valores, na sua construção, e, este espectáculo vivido no dia 5 de outubro de 2025, a evocar memórias quer de empreendedores, quer de labora, que sente-se tem orgulho no seu passado que une com as energias do presente. Este, é, sem dúvida, o «acontecimento do mês de outubro». Um exemplo vivo de criatividade que está inscrito na frase – só se ama aquilo que se conhece.
Obrigado OUT. FEST. Obrigado OUT.RA. Um exemplo vivo de cidadania activa, num tempo que se cultiva o consumismo.

António Sousa Pereira

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ArteViva estreia «LUGAR COMUM» Onde a vida é arte. Onde a arte é vida.

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ArteViva - Companhia de Teatro do Barreiro, estreou a sua 98ª produção, a peça «Lugar Comum», com encenação de Carina Silva e Rui Quintas. Um espectáculo desenvolvido no âmbito do projeto Comunidades em Ação.

 

A peça “Lugar Comum” nasceu como fruto de um trabalho de formação de actores, realizado pela Companhia Arte Viva, uma formação dirigida por   Carina Silva e Rui Quintas.  Quero, portanto, começar por saudar e aplaudir o brilhante trabalho de formação realizado, que está espelhado no palco, transformado num verdadeiro «Laboratório Teatral». Um lugar onde a arte se mistura com a vida. Onde a vida é arte. Onde a arte é vida.  A plena vivência do que é ser actor. A plenitude do teatro. Uma encenação, que, por vezes, tem momentos estéticos que fazem mergulhar, por dentro das personagens do teatro grego. O coro. A personagem.  Tal tragédia ou comédia, esse legado cultural que está presente nas nossas raízes. O teatro inscrito nas emoções, paixões, alegrias e tristezas do ser humano e da sua comunidade.

 “O actor cria o seu modelo na sua imaginação e depois agarra em cada um dos seus traços e o transpõe, como um pintor não para a tela, mas para si mesmo”, escreve Stanislavski, na sua obra “A Preparação do Actor”. Foi esta realidade que senti nas interpretações, vividas, ali, na noite de estreia, interpretações vividas com intensidade, ao ponto de não sermos capazes de  “desocultar”, em cada papel, onde estava o personagem, ou onde estava a vida real, do actor. Perfeição. Um jogo de palavras, arrancadas das memórias, por dentro corpos vivos, em movimento entre a pureza e nudez da intimidade, as memórias de uma vida, de relações inscritos no tempo, recriadas, na vivência de um personagem. Eu e o outro. Laboratório Teatral ou Laboratório de Psicanálise.  

 

Sim, Stanislavski, também sublinha “o melhor que pode acontecer a um actor é ser dominado pelo seu papel”. Foi isso que aconteceu de forma brilhante ao longo de toda a peça. Uma peça feita da sociologia do quotidiano. A cidade lá fora. A família. A escola. O silêncio. A solidão. A morte. A saudade. A ternura. O amor. Uma peça que é uma viagem pela história, vivida por dentro de micro histórias. Linguagem. Comunicação.

 

A vida uma teia, uma rede, sinapses, de mim para ti, de ti para mim, redes que se cruzam, que procuram encontrar-se, cruzam-se. Átomos, Electrões. Que belo momento teatral, que beleza. Sincronizados. Sincopados. Todos diferentes. Todos iguais. A teia construída em movimentos, individuais, com ritmo, harmonia, luminosidade, musicalidade. Constroem. Erguem o tempo. Um tempo com duração que culmina num abraço erguido numa torre de humanidade. A simplicidade da Beleza. A estética feita ética. Todos os tempos, individuais, dentro de um tempo – a comunidade.

E…e…e…escutava esta sonoridade, temporal, e recordava o filme – “IF” , o tal, dos amigos imaginários, esquecidos ou inscritos nas memórias, ou, o outro das revoluções, que começam dentro da consciência. A peça é um “texto  feito de muitos textos, uma linguagem que vai para além do “coaching”, ou da psicanálise. É a vida na sua pureza, sem filtros, ou apenas com o filtro da arte cénica, dando vida à vida. 

 

Uma peça que classifico com interpretações excelentes. Com música que dá vida às palavras, Com um guarda roupa, que traduz a mensagem, de todos diferentes, todos iguais, com um jogo de luz, que enquadra os personagens e, é, uma marca no espaço cénico. Com uma encenação, pluridisciplinar, do audiovisual, ao mundo real em palco. Uma encenação de excelência. Uma peça que nos afasta da espuma dos dias e faz pensar a vida real, essa, que está presente no quotidiano onde, cada um é uma estória e todos somos as estórias que inscrevemos no tempo, na vida da comunidade.

Uma peça feita com eloquência, que dá força para viver a cidadania e faz sentir a emoção como força do pensar.

Obrigado, pela vossa coragem e pela beleza que proporcionam a todos, que viverem o espectáculo, de sentirem, no palco, a beleza da dignidade humana.

Não perca!

 

António Sousa Pereira

O meu buraco de estimação…

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No passado sábado, numa conversa com um amigo,  que vive lá para a zona de Coimbra, ele comentava que, numa recente deslocação ao Barreiro, por razões profissionais, uma coisa que o “deslumbrou” foi a quantidade de buracos que “enfrentou”, pelas ruas onde circulou, ao longo de vários locais da cidade.    

A propósito desta percepção do meu amigo. Que considero ser verdadeira. Sem dúvida uma marca da realidade actual da nossa rede rodoviária. Foi então que recordei o meu buraco de estimação.

Sim, no meu bairro, no Lavradio 2835, tenho um buraco de estimação, com o qual mantenho uma relação intensa, assim como quem sente a terra a brotar no alcatrão. Um espaço vivo de sustentabilidade ambiental. Uma pequena poça no inverno. Uma mancha de terra no verão. É lindo.

Este meu buraco de estimação tem, ele mesmo, uma longa história, já com alguns anos.

Recordo que, um dia, em tempos idos, escrevi uma nota, na qual salientava, e, apostava que, o “meu buraco de estimação”, de certeza seria tapado antes das eleições autárquicas de 2025. Ironia.

Hoje, ao passar por ele sorri e, disse para comigo mesmo: perdeste a tua aposta! O buraco lá está na estrada, junto ao passeio. Uma marca.

 

Mas, recordemos. Ainda antes dos anos do COVID, naquele local, na Rua César Coelho, perto da Rua Salgueiro Maia, uma ruptura de água, esteve por ali (como é habitual no bairro), alguns meses. Uma fonte que alagava o passeio e a estrada. Por fim, talvez passados uns seis meses, uma equipa fez a necessária intervenção e  resolveu a ruptura, mas o senhor buraco na estrada e o senhor buraco no passeio, esses, mantiveram-se durante algum tempo, mais uns largos meses. Aconteceram os dias de COVID. E, naturalmente, durante esse período, obviamente os nossos buracos permaneceram.

Nesta coisa de alertar, referi em notas diversas, o buraco na estrada e o buraco no passeio. Tempos depois, lá pelos finais do ano 2023 ou começo de 2024, o buraco da estraba recebeu um pouco de terra para atenuar e a Junta de Freguesia, tomou as medidas necessárias e providenciou o calcetamento do passeio. Uma matéria da sua competência.

Mas, o alcatroar aquele buraco na estrada é competência da Câmara, e, por lá continuou, naturalmente, uma vez ou outra, recordei em notas diversas a existência do meu buraco de estimação.

Lá está, um espaço que, todos os dias, ia olhando a sorrir e com esperança de acontecer a realização do meu sonho, ser colocado alcatrão, naquele buraco histórico, uma marca do Lavradio 2835. 

A propósito da conversa do meu amigo, da cidade com buracos, resolvi, aqui e agora, recordar o meu buraco de estimação…mas, de certeza, que antes das eleições autárquicas não será tapado. É uma pequena intervenção, de uma hora, que fica para a agenda do futuro executivo municipal.

A vida de uma cidade não é só investimento, principalmente daquele que é fruto do crescimento urbano e nada tem a ver com desenvolvimento. Mas enfim, esse é outro assunto. Mas, na realidade, a vida de uma cidade tem a ver com a qualidade do espaço público, as zonas verdes, a requalificação urbana, a habitação tem continuidade na rua onde vivemos. Esse é um respeito pelos cidadãos, pela qualidade de vida. E isto é fruto da chamada gestão de proximidade, que não vai lá com tic.tocs.  

Saio todas as manhãs de casa, e, onde existia um relvado existe caruma e terra batida, pó e lama. Até quando?

E, depois, encontro, na frente dos meus olhos, diariamente, há anos, há vários anos, um buraco de estimação. Enfim perdi a aposta. Devo ser um aziado. Hoje, quem critica ou tece considerações é isso ou outra coisa qualquer. Pois, o meu buraco de estimação, não está numa zona de grande circulação. Por isso está lixado. Aguente. Ai, aguenta, aguenta!

Mas, enfim, na realidade, este, é um exemplo, entre muitos, e, como dizia o meu amigo, lá do norte: “Nunca vi uma terra com tantos buracos!”

 

António Sousa Pereira

Estação do Cais do Sodré- 1963 - Soterradas mais de uma centena de pessoas, das quais 49 morreram e 69 ficaram feridas

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Quero, nesta nota, começar por expressar a minha tristeza e endereçar o meu profundo pesar a todos os familiares e amigos da vítimas mortais, assim como aos feridos, do trágico e lamentável acidente do elevador da Glória. Uma situação que fica para a memória.

Mas, tenho escutado e lido, após este acidente que este foi o mais trágico, que se registou na cidade desde o terramoto de 1755. Fiquei com dúvidas. E, na minha memória, ocorreu-me o acidente da derrocada da plataforma da estação ferroviária do Cais Sodré, no ano de 1963. Fui procurar e encontrei, ente outros, os dados que divulgo.

 

"O desastre do Cais do Sodré foi um acidente ferroviário ocorrido em 28 de maio de 1963, na Estação Ferroviária do Cais do Sodré, terminal da Linha de Cascais na cidade de Lisboa, a cobertura das plataformas abateu, fazendo 49 mortos e 69 feridos.", está registado na  Wikipédia.

A nota acrescenta - "Às 16 horas e 7 minutos do dia 28 de maio de 1963, hora em que se registava um movimento normal na estação, a cobertura dos alpendres ruiu, soterrando mais de uma centena de pessoas, das quais 49 morreram e 69 ficaram feridas".

Fica o registo.

 

António Sousa Pereira

Foto - Wikipédia

No centenário do nascimento de Eduardo Corona Recordar o «diabo vermelho» que foi Campeão Latino

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Eduardo José Corona, natural do Barreiro, nasceu na zona da “Cerca”, ali no centro do Barreiro Velho, no dia 1 de Setembro de 1925, foi vencedor da Taça Latina, o primeiro título internacional conquistado pelo Sport Lisboa e Benfica.

Foi no Lavradio, que descobriu o seu amor pelo futebol, sendo um dos fundadores do Escolar Futebol Clube.


Aos 16 anos integrou a primeira equipa do Sporting Clube Lavradiense que disputava na época o Campeonato da 2ª Divisão de Setúbal.
Aos 17 anos, na época 1943/4, integrou a equipa do Luso Futebol Clube que disputava a 1ª Divisão Distrital de Setúbal.

Aos 19 anos, em 1945, partiu rumo a Lisboa para integrar o plantel do Sport Lisboa e Benfica, ao serviço do qual conquistou dois títulos de Campeão Nacional; 5 Taças de Portugal duas Taças Ribeiro dos Reis, e, no primeiro ano que foi disputada a Taça Latina, Eduardo Corona integrava a equipa que conquistou este troféu, o primeiro título internacional da história do Sport Lisboa e Benfica.

Eduardo Corona, na época de 1957/58, integrou a equipa do Futebol Clube Barreirense que, nessa época, ascendeu à 1ª Divisão Nacional.

Eduardo Corona exerceu a sua actividade profissional na Câmara Municipal do Barreiro. Um trabalhador dedicado que ao longo da sua vida cultivou a palavra amizade.

Uma das actividades a qual se dedicava com paixão era a poesia tendo com trabalhos seus integrado a “Antologia de Poetas da SFAL”, colectividade que fez parte da sua vida de associativista. Quando foi criada uma Escola de Futsal, nos anos 90, do século XX, esta recebeu a designação de Escola de futsal Eduadro Corona.
No ano 1996 recebeu a distinção “Lavradio Reconhecido” atribuído pela Junta de Freguesia do Lavradio.
No ano 2000 recebeu o Galardão “Barreiro Reconhecido” na área do Desporto, atribuído pela Câmara Municipal do Barreiro.
Exerceu funções de autarca, enquanto eleito na Assembleia de Freguesia do Lavradio pelo Partido Socialista.
Faleceu em 22 de março de 2008.
Hoje, dia 1 de setembro data que assinala o centenário do seu nascimento, aqui fica este registo e a saudade de um amigo e homem que serviu o desporto e o Barreiro.
Tive a honra, para além de partilhar com Eduardo Corona a amizade, um dia ter sido recebido em sua casa, para o entrevistar e visitar os seus álbuns de memórias. Umm trabalho que editei numa revista ROSTOS.

António Sousa Pereira

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Largo Monsenhor Óscar Romero 15 de Agosto - dia do aniversário do nascimento do Bispo assassinado

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Nos anos 80, do século XX, o espaço envolvente da Igreja de Santa Margarida do Lavradio era, em todo ele, envolvente à Igreja, uma mancha de terra batida. Foram realizados os arranjos do espaço exterior, criando uma zona verde e criando áreas de convívio

 
Recordo, nesse tempo, quando estava agendada a realização de uma cerimónia pública para assinalar o final das obras de melhoramento daquele espaço público, tempos antes, um ou dois anos, tinha ocorrido o assassinato de Óscar Romero, um bispo cuja ação pastoral se enquadrava na forma de estar e sentir o evangelho, pelos padres que desde antes do 25 de abril, dirigiam os destinos da paróquia do Lavradio – Padres Operários. Padres da Teologia da Libertação. Homens activos nos dias de resistência antifascista. Lutadores pela Liberdade e Democracia.
 
Nesse tempo, liderava os destinos da Igreja de Santa Margarida o Padre Rodrigo. Em conversa com ele sugeri que se atribuísse ao largo ajardinado, em redor da Igreja, o nome de Monsenhor Óscar Romero.
Ele ficou feliz. Abraçou a ideia com entusiasmo e, na época, a Câmara Municipal do Barreiro, liderada por Helder Madeira igualmente, abraçou a ideia e, foi assim, de forma simples, num diálogo local a pensar global, que desde então o Lavradio, inscreveu-se com esta homenagem a Monsenhor Óscar Romero, na linha de muitas homenagens que foram prestados ao Bispo de El Salvador, assassinado enquanto celebrava a missa. Assassinado porque defendia um mundo melhor e mais justo e pela exigência do respeito pela dignidade dos seres humanos.
 
Dia Internacional pelo Direito à Verdade sobre as Violações dos Direitos Humanos e Dignidade
 
Hoje, dia 15 de Agosto, é o dia do aniversário do nascimento de Óscar Romero. Nasceu neste dia no ano de 1917. Foi assassinado no dia 24 de março, de 1980.
Esta data - o dia que foi assassinado o arcebispo católico de El Salvador Óscar Romero - foi a data escolhida pelas Nações Unidas, a 21 de dezembro de 2010, como o Dia Internacional pelo Direito à Verdade sobre as Violações dos Direitos Humanos e Dignidade das Vítimas.
 
Canonizado pelo Papa Francisco
 
Outra referência importante é o dia 14 de outubro de 2018, quando D. Romero foi canonizado pelo Papa Francisco, numa cerimónia que também contou com a presença da Igreja luterana.
 
Estátua de Óscar Romero ao lado de Martin Luther king
 
E, outra nota, de relevo é o facto de, a Igreja Anglicana, ter colocado uma estátua de Óscar Romero na fachada da Catedral de Westminster, ao lado outras figuras cristãs que marcaram o século XX pelo seu empenho na defesa dos direitos humanos: Martin Luther King e Dietrich Bonhoeffer.
 
Em defesa dos direitos humanos e da dignidade humana.
 
As notas que acabei de escrever, foram escritas a partir da página da DIGNIPÉDIA – Enciclopédia dos Direitos Humanos, onde está inscrita uma página dedicada a Monsenhor Óscar Romero.
Fiquei feliz ao ler o texto dedicado à vida do Bispo de El Salvador e, senti uma alegria interior de, no Lavradio, concelho do Barreiro, terra que lutou pela Democracia e pela Liberdade, numa paróquia onde, quando casei li os Direitos Humanos, e, tive como oferta, do Padre Joseph, um livro sobre a Teologia da Libertação e, na terra, onde, escutei, antes do 25 de Abril, o Padre Rodrigo, expressar a sua indignação contra a guerra, nas ditas colónias, e contestar o fascismo. Foi ao Padre Rodrigo, de quem escutei, pela primeira vez de um padre, a palavra fascismo.
 
Uma honra esta paróquia – o Lavradio e o Barreiro – estarem na linha da frente daqueles que não querem esquecer os que lutaram pela valorização da humanidade e em defesa dos direitos humanos e da dignidade humana.
 
António Sousa Pereira
Fonte de dados - Dignipédia - João Miguel Almeida

A nascente do Loinhos - já faz parte da realidade do espaço urbano

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A vida de uma cidade é feita de toda a sua realidade, desde os grandes investimentos, assim como pelos pequenos investimentos, ou, até passando pelas realidade que contribuem para as vivências do quotidiano. A atenção que é dada a situações de proximidade são essenciais no pensar e fazer cidade e na qualidade de vida.

 

A importância das coisas do dia-a-dia são, muitas vezes, o espelho do bem fazer, do bem estar e da melhoria do bem comum. Não é por mero acaso que, em todos os tempos, nos períodos pré – eleitorais, principalmente desde que há redes sociais, as questões de proximidade são centrais e marcam o quotidiano.

É neste tempo que proliferam os comentários sobre a recolha de resíduos urbanos, a limpeza das ruas, o estado dos espaços verdes, por vezes, quase como uma tentativa de aproveitar as “ondas de obras” que marcam os períodos pré-eleitorais para serem resolvidas situações que se arrastam ao longo do tempo.

Hoje, um amigo meu, disse-me há ali uma situação, junto à minha casa que devia ser tema de uma nota no Rostos. E lá fomos conversando até ao local.

Dizia ele: “Esta situação já tem largos meses, e, apesar dos alertas, nunca mais a resolvem”.

Lá estive no local, uma corrente permanente de água corre pelas relva, pelo passeio, faz poças  ao longo do passeio, e, contribui para a existência de bebedouros, onde, nestes dias de calor, os pombos, saciam a sua sede. E ali, a relva está verdejante, contrariamente a um canteiro bem próximo onde a relva é palhas, porque, dizem, o sistema de rega não funciona.

A nascente do Loinhos já faz parte da realidade do espaço urbano. As pessoas primeiro comentavam, depois habituaram-se, hoje a “nascente do linhos”, refresca o lugar perante as ondas de calor. É assim, primeiro estranha-se e depois entranha-se.

“Isto está assim, há bastante tempo e a situação é conhecida por quem a devia resolver. Faz lá uma nota a ver se isto se resolve”, disse o meu amigo.

E pronto, cá esta esta nota do dia, para sensibilizar quem de direito para esta lamentável situação de uma fuga de água que se arrasta, há longo tempo.

Ah, é verdade, no mesmo local, um pouco mais abaixo existe outra situação idêntica.

As pessoas cansadas, há largos meses, de entrar em suas casas com os pés cheios de lama, agradecem que, se for possível, es

ta situação da “nascente do loinhos” possa ser resolvida. Obrigado!

 

António Sousa Pereira 

 

É o Barreiro que nos divide - Do império industrial ao império do betão

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Dentro de dois meses, no próximo dia 12 de outubro, vão realizar-se as eleições autárquicas. Muitos amigos, por vezes interrogam-me sobre o que eu penso sobre este processo eleitoral. Ele está em curso, sente-se a sua presença nas ruas com outdoors, e, naturalmente, nas redes sociais é grande a agitação, os motores vão aquecendo.

Uma das ideias que registei neste processo pré-eleitoral foi uma frase política onde se afirma – “é o Barreiro que nos une”. E fiquei a pensar que, num processo eleitoral, em democracia, ainda bem que aquilo que acontece, não é ser o Barreiro que nos une, mas ser o Barreiro que nos divide.

Bom, uma coisa é dividir para reinar, outra coisa é o dividir que proporciona a existência de diferenças, que é o sal da democracia, ou seja, a existência de formas divergentes de sentir e pensar estratégias de desenvolvimento para o território. Visões de planeamento, Visões culturais. Formas de afirmação e vivência da cidadania activa. Uma comunidade é feita de diferenças é isso que lhe dá sentido e sabor.

As eleições são mesmo para isso, para perante aquilo que nos divide, na forma de pensar e sentir o Barreiro, serem apresentadas as alternativas e as soluções. Na diferença encontrar o caminho. Por isso, no resultado final, contados os votos, neles está reflectido o pluralismo de opções. Por vezes, até, a democracia fica expressa numa maioria absoluta, que não, devia significar, nunca, o absolutismo, porque, quando assim acontece, na prática, são ignoradas as posições das minorias expressas nos votos. E, essas, são também visões e formas de pensar a cidade, que, igualmente, receberam legitimidade democrática, ou seja, o direito de não serem ignoradas.

 

Por exemplo, nas diferentes visões sobre a gestão do território, há diferentes visões sobre a Terceira Travessia do Tejo. Este é um projecto estruturante e central para o futuro de muitas gerações que aqui vivem, um tema que devia estar a animar os debates pré- eleitorais. Um tema que devia estar na agenda políica actual.  

Uns defendem que a ponte deve ser apenas ferroviária. Outros defendem que deve ser ferroviária-rodoviária. Há até, os que discordam, da construção da TTT e defendem a construção de um túnel para o Montijo. Nada se discute.

 

O Novo aeroporto de Lisboa, outro tema de grande actualidade, uns defendem, há até quem diga que não e devia ser é potenciado o aeroporto de Beja.

O Novo aeroporto na margem sul é uma realidade, essencial, para que de uma vez por todas, Lisboa deixe de olhar para a margem sul  como a outra banda”, e, começar a pensar-se como uma cidade de duas margens, ponto central de uma zona estratégica metropolitana de nível europeu. Uma região para viver, trabalhar e fruir culturalmente, na sua diversidade comunitária e paisagística. Uma cidade de futuro, polinuclear, como foi sonhado nos PROT AML. Sobre tudo isto nada se discute.

 

E, por exemplo, as diferentes visões sobre o pensar e sentir o território, também se expressa na forma como se faz planeamento, por exemplo, sobre a Quinta Bramcaamp, uns defendem a construção de fogos para ali nascer a “Veneza do Tejo”, outros defendem que aquele espaço, único no estuário do Tejo, seja uma marca de diferenciação, de ligação da cidade ao rio, onde o ambiente, as actividades desportivas e culturais, possam ser uma referência, única na AML e no Tejo. Um espaço que sendo propriedade da autarquia está ao abandono há mais de sete anos. Que futuro para este território? Que fundos europeus podem ajudar a encontrar um caminho? Nada se discute.

 

Outro exemplo, na zona dos Fidalguinhos, um espaço onde ser previa um amplo espaço urbano e um complexo de piscinas, agora vai receber um retail planet, 486 habitações e uma piscina.

Há quem discorde. Há quem concorde. Este, um tema que devia entrar na agenda eleitoral, sendo ou não irreversível, é, um exemplo para debater a forma de planear o território. Um exemplo que pode abrir, neste processo eleitoral, o caminho para um debate em torno do PDM – Plano Director Municipal, oriundo dos anos 90, na época tão criticado, por apontar para uma cidade de betão, e, agora tão acarinhado porque abre todas as portas para o investimento imobiliário.  Sobre o PDM este é outro tema que não existe na agenda pré-eleitoral.

 

A péssima iluminação pública que existe, nos dias de hoje, em diversos locais do concelho. Outro tema que merecia o debate político. Saber o balanço da estratégia desenvolvida e pensar que caminhos de futuro. Nada se discute. 

 

A Ponte Barreiro- Seixal que seria uma infraestrutura estratégica, que colocava o Hospital do Barreiro a cinco ou dez minutos do Seixal, que ligava as três pontes – as duas existentes e a TTT – não se discute. Uma ponte que permitia gerar economias de escala, ao nível de todo o território que aproximava os antigos territórios industriais da Siderurgia e CUF, colocando-os, desde já, como uma referência para integrarem a grande cidade aeroportuária.

 

E a ponte pedonal, junto à Estação Barreiro-Mar, e uma ampla discussão sobre todo o corredor do Coina. Que opiniões dividem? Que opiniões unem?

 

Enfim estas, algumas reflexões, mas há mais, muito mais…tanto, tanto, tanto…

Num tempo que o imobiliário, por razões exógenas ao Barreiro, e por razões endógenas a Lisboa, uma realidade que nada tem a ver com estratégias de desenvolvimento, mas apenas porque esta é a onda da AML, que desloca as classes médias para a margem sul e, por essa razão, cresce o investimento no território, arrastando consigo, como é natural, outros investimentos, outras áreas de negócio, directa ou indirecatmente associadas  a esta erealidade, como é o caso dos investimento que estão em marcha na área da saúde.

É óbvio, que todos estes investimentos aconteciam fosse que fosse que estivesse a liderar os destinos do concelho. Isso não é problema.

 A questão que se coloca, e devia estar a ser debatida, é se a forma de pensar o território deve ser centrada só, e apenas, no imobiliário, um legado político  do PDM de 1994.

A pergunta que coloco é se este território resume-se a receber estes investimentos, ou se, na verdade, nele, há mais espaço para pensar e sonhar.

Gostava de escutar, naquilo que nos divide, e, naquilo que pode unir as diferenças, com entusiasmo, nestas autárquicas encontrar respostas á pergunta: Barreiro do império industrial ao Barreiro império do betão. É este o nosso futuro?

 

António Sousa Pereira

Memorial da Igreja de Santa Margarida Um painel de azulejo doado à comunidade por ISANA, artista plástica

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Um painel de azulejos colocado no local onde outrora existiu a Igreja de Santa Margarida, derrubada em 1951, ali, naquele lugar que sempre conheci por Jardim da Estrela, no tempo que era um ponto de encontro para os namorados, ou, posteriormente, o local para as brincadeiras com os filhos, junto ao passarinheiro, construído pela Comissão de Moradores. Sei que gerações mais antigas, naturais do Lavradio, referem que aquele parque era conhecido como: Parque de Santa Margarida.

 

Recordo igualmente, que, num encontro de Comissões de Moradores, nos tempos do PREC, a Comissão de Moradores da Zona, colocou a proposta, e, foi aprovada, para que o parque fosse denominado Parque Natércia Couto. Até, talvez, por essa razão, num DIA B, foi pintado no jardim um mural em homenagem à primeira Maestrina portuguesa, natural do Lavradio.
Mas, o facto é que nunca conheci, no local nenhuma placa toponímica de identificação do lugar. Para uns Jardim da Estrela, para outros Parque da Estrela, até há quem lhe chame o Parque dos Passarinhos. Ele lá está entre o imponente e o abandono. Aquela Escola Adães Bermudes, é uma tristeza. Outrora arma de arremesso politico, apontada como exemplo de degradação e abandono do Lavradio, continua igual ou pior. Os milhões de investimentos de PRR e outros não permitiram encontrar uma solução para aquele espaço, que contribuía para revigorar o parque e criar uma zona verde, um espaço vivo - ponto de encontro de gerações e memórias.
 
Hoje, pela manhã, fui visitar a obra de arte, ontem inaugurada, afinal, nem sabia que, o dito painel, tinha como autora a minha amiga Isana. Fiquei a saber, tal, quando a sua filha Ana, no facebook, editou uma nota sobre a inauguração referindo o memorial, colocado no Jardim Estrela, ali, onde, existiu a Igreja de Santa Margarida, a padroeira do Lavradio, e, referiu que a peça de arte tinha sido uma DOAÇÃO da ISANA à comunidade. Afirma a Ana, que a sua mãe teve sempre "gosto doar o seu talento à cidade que a acolheu como Mulher e como Artista."
Isana é uma artista plástica, cujo nome de há muito está inscrito na história das artes do concelho do Barreiro. Uma mulher de fibra que tenho orgulho de ter como AMIGA. Obrigado Isana pela tua sempre disponível vontade de servir e amar o Barreiro. Tenho a certeza que o BARREIRO ESTÁ AGRADECIDO.
Mais uma peça nascida no teu coração que está inscrita na vida da comunidade. Um beijo.
 
António Sousa Pereira
 
Nota - E, já agora, que foi colocado este painel- mural, naquele local, onde existiu a Igreja, talvez com com um estudo paisagístico, ficariam, certamente, a adornar o painel, o conjunto de "artefactos históricos", peças de mármore ou outras que eram da antiga Igreja de Santa Margarida, quer do altar, quer da porta de entrada, que se encontram colocados, ao longo dos espaços verdes, no Largo Monsenhor Óscar Romero, ali, onde está a nova Igreja de Santa Margarida. O memorial da Isana, ficava mais enriquecido com este enquadramento de artefactos-vestígios da "memória viva."

 

 

No Auditório do Teatro Projéctor uma «A nossa peça» - uma noite de teatro ligado à vida

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No dia 28 de junho - Feriado Municipal –  no Auditório do Teatro Projéctor, fui assistir ao espectáculo «A nossa peça», realizado por uma Turma da Escola Secundária Augusto Cabrita, no âmbito de uma pareceria integrada no projecto das Comunidades em Acção.

 

"A nossa peça" é um trabalho colectivo, concebido pelos alunos, uns nascidos em Portugal e outros oriundos de vários países: Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Cabo Verde.

O espectáculo que foi o exercício final de um programa de formação teatral, espelha a experiência daqueles alunos nesta viagem pelo mundo do teatro.

Como referiu Abílio Apolinário, o projecto proporcionou aos particiapantes conhecer o teatro nos seus bastidores, da luz ao som, do texto à interpretação, e, todas essa experiência resultou na criação, pelos próprios de uma peça teatral que sobiu a cena protagonizada no contexto de um Festival Internacional – “Oscário do Barreirense”.

Os actores e actrizes, foram desfilando relatando histórias das suas vidas, enquadradas em contos tradicionais, lendas dos seus países, animadas com músicas e danças tradicionais. Todos subiram ao palco para participar no “concurso”, apresentadas por uma apresentadora, que, no final, ela própria candidatou-se ao prémio final – “votem em mim”. O júri foi o público convidado a participar expressando, cada um a sua escolha sobre qual a melhor interpretação. Contados os votos, numa máquina de cartão, ligada às novas tecnologias, o resultado foi instantâneo. Aberto o envelope com o resultado, em letras garrafais, estava determinado o vencedor – TODOS!

 

Um laboratório de magia

 

«A nossa Peça» proporciona aos participantes mergulharem no “laboratório” e na “magia” do mundo do teatro, e, de forma perfeita conseguem transmitir para quem está na plateia um olhar sobre o mundo, sobre a vida, sobre as tradições, sobre as memórias e lendas que passam de gerações em gerações. Interpretam as personagens muito bem, nalguns casos, criam a ilusão estética que não se sabe se estamos a viver ficção ou perante estórias reais.

Ali aprenderam a colocação no espaço cénico, o sentido da luz, a vivência da personagem que começa no sentir e viver as palavras por dentro do corpo e nas expressões. Os bastidores. O público.

Sim, senti que aprenderam e viveram o teatro como uma experiência na qual valorizaram-se como pessoas, e, acima de tudo vos uniu enquanto grupo, nas diferenças e no que encontram de comum forjando a amizade.

Sente-se isso, quando no final é projectado o vídeo das situações vividas ao longo do projecto, a forma  como criaram laços de cooperação, de entre ajuda, nos sorrisos, nas galhofas, nas tropelias, que vão guardar para a vida.

Para além da experiência teatral e da aprendizagem da cidadania, da descoberta do rio, da natureza, do encontro com a cidade e os seus lugares, este projecto é, sem dúvida, uma prova evidente como, neste Barreiro, do século XXI, cada vez com mais forjado de gente oriunda, não de diversos pontos do país, como aconteceu no século XX, mas, agora, de muitas gentes oriundas de diversos pontos do mundo, aqui, nesta cidade se integram e descobrem um tempo novo, num mundo novo.

“A nossa peça» é um exemplo como deve existir uma aposta na valorização da multiculturalidade, e, como a escola e a sua relação com agentes culturais, é uma ferramenta central para a integração, para a partilha de saberes e experiências e vivência da cidadania.

O humanismo não é uma realidade meramente teórica, o humanismo vive-se no quotidiano, foi isso que senti, ao longo da vossa peça. O vosso espectáculo é uma lição de humanismo, uma partilha de culturas e de saberes ancestrais, com lendas e contos tradicionais dos vossos países, histórias que nos ensinam, a nunca desistir e nunca deixar de sonhar.

Obrigado pela vossa energia. Foi, sem dúvida, uma bela forma de celebrar o Dia da Cidade.

Estão de parabéns o Projéctor, a Escola Augusto Cabrita e, naturalmente, quem proporcionou a vossa experiência. Era importante que estas iniciativas não ficassem apenas pelos programas apoiados pelo PRR, e, sim, fossem parte integrante de uma estratégia local de ligação da escola à comunidade.

Acredito que, desta forma, proporcionava a alunos vindos de diversos partes do mundo, a possibilidade de viver uma experiência enriquecedora.

As escolas são uma realidade viva do concelho, com programas desta natureza, de forma prática – juntando a aprendizagem à vida e de forma natural e cultivando amizade, os alunos descobriam a cidade que somos, os seus lugares e, hoje, como ao longo dos anos, sentir que o Barreiro, foi, é, uma cidade de muitas gentes vindas de muitos lados.

Parabéns. Foi uma noite de teatro ligado à vida. Obrigado.

 

António Sousa Pereira  

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