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Entre Tejo e Sado

Por dentro dos dias e da vida

Por dentro dos dias e da vida

Um beijo

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Beijei teus nervos,

senti aquela  explosão,

compacta, por dentro,

movimentos  dos neurónios,  

um ciclo único, ali, a tocar

o hipotálamo, o coração.

 

Beijei teus nervos

nesse pulsar, paixão .

 

Afinal, basta um beijo,

nos teus nervos,

para sentir,

o tempo eternizar!

 

António Sousa Pereira

14 de Abril de 2018

 

Ser poeta

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Não é poeta quem quer,

só é poeta quem sente,

quem chora,

quem grita,

 quem ama,

quem luta…

 

Porque ser poeta,

é viver, viver, viver,

 olhar o sol,

molhar os nervos,

arregaçar as mangas,

todos os dias, sim,

todos os dias,

porque ser poeta

 é ser, sendo,

tudo o resto,

é para quem lê…

 

Porque ser poeta,

ah, ser poeta,

é beijar,

é amar,

é sorrir,

é sonhar,

é cantar,

é mais que estar,

é nunca esquecer,

é ser tudo, tudo,

que foi, que é,

porque tudo, 

faz o seu SER.

 

Isto, é ser poeta!

 

António Sousa Pereira

10 de Abril de 2018

Tu amor, eu Liberdade!

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Sabes, é a ti que eu amo, por amor,

esse amor, que é amor, dentro de ti.

 

O amor preso nos laços dos teus cabelos,

amor em ti, reflexo de luz dos teus olhos,

amor em ti, revelado em beijos de marfim,

amor em ti, no ritmo dos teus doces lábios.

 

Sim, é a ti que eu amo por amor,

desse amor que cativa e brilha,

numa tela de paixão. Única.

 

Sim, esse amor, que nos adormece,

no timbre de uma canção ao luar,

ali, no silêncio da noite entre aves,

construindo a vida no mármore,

eterno, feito na doçura das palavras.

 

Tudo o que tu és, inevitavelmente,

és naquilo que eu quero ser, eu e tu,

caminhantes de caminhos, rumos,

lugares onde, sempre descobrimos,

o amor, sempre no amor, nos nervos,

que marcam trilhos estreitos, esses,

que nos levam ao coração, aos gritos,

sempre que esses gritos são lágrimas,

onde a dignidade se escreve liberdade,

porque sei que é, afinal, contigo, dentro,

bem dentro da consciência, essência,

que fecundo os dias e lanço sementes.

 

Sim, é a ti, só a ti que eu amo por amor,

em tudo o que tu és no viver  e sonhar.

Sim, é em ti, que sou capaz de erguer

muralhas, essas donde olho a distância,

todas as distâncias e percursos vividos,

só em ti, e só contigo descobri o amor!

 

Por isso, só por isso, tu e eu, somos um,

se tu poesia és amor, eu poeta sou poesia.

 

Sabes, afinal é a ti, só a ti que eu amo,

por amor, com amor, esse amor, que és,

feito de mim e de ti, amor- saudade,

amor-amor …tu amor, eu Liberdade!

 

António Sousa Pereira

21 de Março de 2018

MULHER!

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Podia chamar-te fogo,

com ternura,

pelo brilho dos teus olhos.

 

Podia chamar-te estrela,

radiante,

pela energia dos teus lábios.

 

Podia chamar-te flor,

suavemente,

pelas raízes do pulsar do teu coração.

 

Podia chamar-te amor,

florescendo,

nesse abraço que é um braço de paixão.

 

Podia chamar-te loucura,

desbravando,

pensamentos que transformas em acção.

 

Podia chamar-te ternura, cansaço,

beijo, solidão, saudade, carinho,

pureza, princípio, lutadora,

tu, nós,

harmonia, alegria.

 

Sim, podia chamar-te tudo

o que descubro em ti,

tudo o que é humano.

 

Mas, digo apenas,

tudo o que tu és – Mulher!

 

António Sousa Pereira

8 de Março de 2018

Partir!

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Ninguém parte, por partir,

porque, sempre que alguém parte,

abrindo as asas, faz arte,

nessa arte de partir,

nascendo noutra parte,

nunca afinal ninguém parte,

quando parte, num partir

que é voar,

que é sonhar,

que é sorrir!

 

Porque sempre que alguém parte,

nesse partir que é não ir, sabe, sim

sabe, que quando parte não parte,

porque só parte quem parte,

quem nunca soube o que é partir,

num sorriso…sem partir!

 

António Sousa Pereira

7 de Março de 2018

 

 

Em Março de 1891 Fialho de Almeida esteve pelo Barreiro…e sentiu o Tejo!

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Faz hoje anos que faleceu Fialho de Almeida – 4 de Março de 1911 – e, pela manhã, quando saí de casa, peguei no livro «Os Gatos», para vasculhar nas suas páginas a crónica, ali publicada e dedicada ao Barreiro.

Após tomar o pequeno almoço na SFAL, decidi ir dar um passeio até à Avenida de Sapadores- Estação Fluvial, para, ali, sentado a olhar o rio e os Moinhos de Alburrica, ler a crónica «Manhã no Tejo», que Fialho de Almeida começou a escrever, naquele local, em 30 de Março de 1891.

Um texto expressivo, que nos permite imaginar a paisagem que dali se avistava na distância até ao Mar da Palha. Um texto marcado por percepções, cores e sons.

 

Enquanto lia e deliciava-me com o texto, algumas gotas de chuva rasgaram o cinzento da manhã e uma gaivota veio gritar aos meus ouvidos aquela frase-interrogação escrita por Fialho de Almeida: «Mas tu então não vês que é uma injustiça envelhecer?»

Parei de ler. Olhei os Moinhos de Alburrica e pensei que, eles, como gigantes de Cervantes, continuavam, hirtos, marcando a paisagem, hoje, como ontem, de um branco, feito de um branco de luz, rejuvenescidos nos tempos que fazem as nossa memória de sonhos.

Alburrica é uma paisagem feita de sonhos e ternura que toca os nervos.

“Não vês que eu nasci para ter asas, e que me sinto roubada de não poder servir-me delas?”, escreveu Fialho de Almeida, e, isto mesmo, gritava a gaivota a esvoaçar  na distância que me separava do areal, na minha frente, o lugar, para onde me apetecia saltar e correr descalço, como quem pisa uma alcatifa de Liberdade!

 

Foi assim, que começou o meu dia de domingo, pela manhã, a ler e sentir na energia das palavras, neste tempo onde, de facto, parece que todos gostam de viver de percepções, de sentimentos e ignoram, ou parece que ignoram, que a vida é para sentir, sim, isso é belo, eu gosto das percepções, mas, acima de tudo para viver é preciso pensar, porque afinal, é no pensar a cidade que se encontra o caminho necessário para fazer cidade.

Acabei de ler o texto de Fialho de Almeida, e, lá fui olhar a paisagem. Fotografei.

O Barreiro é lindo, pensei. Já o sinto assim, há muitos anos, mesmo naqueles dias de poluição eu descobria uma beleza industrial única…feita de véus de noivas a rasgar os céus!  

 

Uma pessoa que andava por ali, de longe comenta: “Olha quem é, só agora o reconheci”.

Cumprimentamo-nos. Ele falou que num passeio, eu fez ali, na Avenida de Sapadores e na Estação Fluvial, encheu um saco de garrafas de plástico e resíduos diversos.

“Ninguém liga a isto. Isso é que devia fotografar e não as fotografias ao longe onde se vê tudo bonito”, disse, irónico e critico, por ver que eu andava por ali a registar a paisagem.

Depois manifestou-se indignado por um vídeo recente – “é uma imagem de ilusão sobre o Barreiro” - e sobre a história do Terminal de Contentores do Barreiro, disse  - “Isso chegou ao fim, já não vem nada para cá…”.

Uma torrente de palavras e pensamentos.

Despedimo-nos. Olhei o Tejo, os moinhos e pensei nas palavras de Fialho de Almeida - «Mas tu então não vês que é uma injustiça envelhecer?»

Sorri e senti-me um jovem a sonhar futuro!

 

António Sousa Pereira

Mais uma página na história, mais um passo pela qualidade de vida . Um concelho que valoriza seu rio

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A semana que findou assinalou mais um passo de grande importância para o desenvolvimento da qualidade de vida do concelho do Barreiro e de ligação da cidade ao Rio Tejo.

 

O Secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, aqui, anunciou que vai arrancar, em Fevereiro, a obra de ligação da rede de saneamento do Parque Empresarial do Barreiro à ETAR da Simarsul.

 

Em Maio de 2016, foi assinado o protocolo entre o Municipio com a Baía do Tejo e Águas de Lisboa e Vale do Tejo, com o objetivo de consolidar a calendarização das ações necessárias à ligação das infraestruturas de drenagem de águas residuais domésticas e industriais da Baía Tejo à rede em alta da Águas de Lisboa e Vale do Tejo, numa cerimónia, igualmente, presidida Por Carlos Martins, Secretário de Estado do Ambiente.

 

Esta semana, o fruto desse protocolo, do trabalho realizado em gabinetes e estudos, foi anunciado que vai tornar-se realidade com o arranque anunciado da obra no terreno, já em Fevereiro.

Em 2016, Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, no decorrer da cerimónia de assinatura do protocolo referia que 98% da rede de saneamento básico do concelho do Barreiro já estava ligada à ETAR.

Recordou que cerca de 1% da rede não estava sendo tratada, referindo à zona das AUGI’S – Áreas Urbanas de Génese Ilegal.

Sublinhe-se que, entretanto, já está em marcha e aprovada uma candidatura que vai solucionar o tratamento da rede de saneamento na zona das AUGI’s.

 

Por outro lado, Carlos Humberto, na altura, referia que a assinatura do Protocolo que preconizava a ligação da rede do Parque Empresarial da Baía do Tejo à ETAR  era “um passo gigante” para atingir os 99,9% da rede de saneamento do concelho do Barreiro devidamente tratada, abrindo o caminho para, disse, “atingirmos o zero por cento no tratamento de águas residuais”.

 

O arranque das obras de ligação da rede de saneamento da área industrial, anunciado na semana que findou, é, pois, sem dúvida, um tempo histórico de um longo percurso, de anos de estudo, de investimentos de milhões de contos/ euros que contribuíram para melhorar a qualidade de vida e permitir a ligação e a fruição do Rio Tejo.

 

A visita do Secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, dois anos depois da assinatura do protocolo, merece uma referência especial, por dar cumprimento ao acordado e, ser, sem dúvida, um passo significativo e histórico de valorização da qualidade ambiental do concelho e da região.

 

Um trabalho que envolveu muitos técnicos  da Câmara Municipal do Barreiro, da Baía do Tejo, das Águas de Portugal/Simarsul, e, naturalmente de decisões estratégicas assumidas, localmente, por autarcas  - Carlos Humberto e Sofia Martins – Administradores da Baía do Tejo  - Jacinto Guilherme Pereira e Sérgio Saraiva. 

 

Hoje, reconhecemos cada vez mais, a importância do saneamento básico no contributo para a qualidade da saúde pública e para a estratégia económica de uma cidade.

Foram muitos anos de trabalho, muitos esforços desenvolvidos na resolução dos problemas de saneamento básico.

 

Por exemplo, os estudos de ligação da zona industrial à ETAR foram realizados ao longo de mais de uma década, com um trabalho constante e sistemático, de colaboração da autarquia com a Quimiparque/ Baía do Tejo, ou com a FISIPE, cujos efluentes também serão em breve ligados à ETAR.

O envolvimento dos técnicos da Câmara Municipal do Barreiro foi essencial e, nos últimos anos, sem dúvida, Sofia Martins, vereadora responsável por esta área na autarquia, desenvolveu um trabalho permanente de articulação entre opções políticas e conhecimentos técnicos e científicos. Ignorar isto é querer negar a história de uma comunidade.

  
O envolvimento da Baía do Tejo e do governo, com a dedicação do Secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, nestes últimos dois anos, para resolver esta «ponta final» foi muito importante para se concretizar a fusão dos sistemas de saneamento urbano e industrial, ligando tudo à ETAR.

 

Por essa razão, escrevo esta nota, para reconhecer que a acção do governo, a cooperação estratégica entre o governo e a autarquia, a cooperação estratégica entre a autarquia, governo e Baía do Tejo, são essenciais para fazer futuro.

O Secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, merece um OBRIGADO dos barreirenses.

 

E escrevo esta nota, com esta consciência plena, tal como esta situação do saneamento básico, só foi resolvida com base numa estreita cooperação e diálogo entre a autarquia, Baía do Tejo e do Governo, o concelho do Barreiro, em muita coisa que é, hoje como ontem, referenciado como espaços com potencialidades só encontrará soluções se existir um permanente diálogo e constante reivindicação. Foi esse o caminho que conduziu a estarmos, hoje, sem dúvida, a um passinho de atingirmos 99,9% da ligação da rede de saneamento à ETAR e abrir o Tejo à cidade.

 

É por tudo, isto, que, hoje e aqui, quero expressar um público agradecimento a todos que fizeram este caminho e ao Secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins.

Acredito que deve ter sentido uma felicidade interior, para si, ver que está a caminhar para o terreno um processo que, com a sua presença, abriu em 2016.

Acredito que deve ter sentido uma felicidade interior de voltar, agora ao Barreiro, em 2018, para poder dizer – palavra dada é palava honrada.

Acredito que Carlos Humberto e Sofia Martins reconhecem.

Eu, que, por aqui acompanhei o processo no âmbito jornalístico, quero dizer-lhe, como cidadão barreirense : Obrigado pelo seu contributo para ajudar a melhorar a qualidade de vida e a permitir que o Tejo seja cada vez mais nosso.

 

Sem dúvida, foi um dia histórico que vivemos esta semana no concelho do Barreiro ao nível das politicas do ambiente.

 

António Sousa Pereira

«Se a SFAL precisar eu ajudo»

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Um dia, no começo dos anos 70, a minha vida tomou o rumo de Lisboa para o Barreiro. Aqui, afinal, construi grande parte, mesmo a maior parte, de todo o tempo que faz este tempo que é a minha existência.

Quando por aqui cheguei esta era para mim uma terra desconhecida. Foi através das portas do associativismo que me integrei nesta comunidade.

Talvez por essa razão, uma porta aberta ao novo tempo, e, também, por trazer comigo as vivências do escutismo, a vida associativa não me era alheia, antes pelo contrário, já fazia parte da minha forma de sentir, pensar e viver o mundo.

 

A SFAL foi a colectividade que abriu as portas para me receber e por ali, pouco a pouco, integrei-me na vida local. Criei amigos. Partilhei vontades. E descobri o amor, aquele que nasce por dentro dos nervos, forja-se nos dias, ergue-se de tal forma nas raízes do coração que acaba por ser a força central de todo o tempo que vivemos. Um nós que é feito de um eu e um tu, esse sentimento onde somos, tanto, ou tanto mais, quanto vamos sendo.   

A SFAL é, por essa razão, uma associação que tem um simbolismo muito especial em tudo o que sou e fiz, ali, descobri de tudo, mesmo tudo, do amor ao ódio, da ternura à vaidade, das carícias aos beliscões, da gratidão à ingratidão, do dar, do receber, das emoções alegres e tristes. Da entrega até ao limites, do sentir as dificuldades e lutar para superar, numa entrega que só sente quem vive o associativismo como um espaço de construção de amizade, fraternidade, solidariedade. Tudo o resto é cansaço, porque, como um dia, parafraseando o poeta escrevi – ser associativista todos os dias também cansa.

 

Uma escola de vida, de aprendizagens, onde tudo o que é humano emerge, para o bem e para o mal, mas, que, numa avaliação global, no tempo vivido, o que fica e o que vale recordar e guardar é tudo o que de belo, aqueles instantes que vivemos com as lágrimas feitas de emoções a florir. Sorrisos de crianças. Abraços.

Aqueles dias que olhamos e vimos o futuro a erguer-se em paredes, lentamente, dolorosamente, essas que ficam reais, obra que se inscreve no futuro. Valeu a pena. Isso é que conta. Porque afinal o associativismo é fazer. Sonhar, lutar e fazer. Construir solidariedade e fazer comunidade.

 

Escrevo tudo isto, hoje e aqui, porque durante alguns anos eu dizia, para mim mesmo, gostava de viver para festejar os 150 anos da SFAL – a Colectividade que faz parte da minha vida.

Tive esse prazer de durante o ano 2017recordar, evocar e festejar essa efeméride.

 

E, para encerrar os eventos e iniciativas vivi dois momentos lindos que não vou esquecer. A peça de teatro - «Memórias da minha velhinha», levada a cena pelo TISFAL, com encenação da Lurdes, um momento que tocou os meus neurónios, emocionou-me, de tal forma que senti os meus olhos tocados, brilhantes e a florir com os nervos do Tejo. Foi lindo. Obrigado TISFAL!

 

Depois a sessão solene evocativa da efeméride. Sim, sei, há os discursos que marcam estas circunstâncias sociais. Os aplausos. As evocações. Tudo aquilo que, afinal, é normal.

Mas nesta sessão, mais uma vez emocionei-me quando aquela criança, salvo erro com 9 anos - Beatriz Silva -  quando o Presidente da Mesa da Assembleia Geral perguntou se algum sócio pretendia usar da palavra, ela, de forma natural disse : “Eu quero falar”.

Levanta-se, sorrindo, senhora de si, pega no microfone e afirma: “Eu gosto muito da SFAL. Se a SFAL precisar eu ajudo”.

Aplaudi. Sorri. E pensei, só por este momento, inesquecível, valeu tudo o que vivi, tudo o que deixei de viver, tudo o que fiz para sentir, amar, ver crescer a SFAL, até, hoje e aqui, ao festejar os seus 150 anos de história.

 

Foi isso Beatriz que me fez pensar, sonhar, agir e fazer associativismo: “Eu gosto muito da SFAL”

Obrigado Beatriz, porque, naquele instante, fizeste todo o tempo de associativismo pulsar nos meus olhos.

 

António Sousa Pereira

 

Nota - Como disse, na sessão dos 150 anos, a próxima meta que quero viver será as comemorações dos 50 anos do 25 de Abril.

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