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Entre Tejo e Sado

Por dentro dos dias e da vida

Por dentro dos dias e da vida

"Oh homem dê cá um abraço".

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Está um lindo dia de sol. O céu azul. O vento sopra e as árvores agitam-se. Pego no meu cachimbo e vivo este momento. 

Lá fora a vida agita-se. O dia a correr atrás das horas. As ideias a fluir na construção do tempo que vivemos.

Viajo pelo facebook. Um hábito diário, por razões profissionais. Lá encontro as frases, os pensamentos. O pulsar da vida, daquela vida que emerge, pontas de iceberg.

Os comentários dos politicos. As palavras cruzadas de «matrizes ideológicas» que são a forma de olhar para os acontecimenos.

Por vezes dou gargalhadas, para mim mesmo. Há coisas que são mesmo para rir, só dá mesmo para rir.

O kira, o meu amigo Kira, hoje, colocou um desses pensamentos que circulam diariamente: «Pedir desculpa não é se humilhar é crescer".

Fiquei a pensar e resolvi escrever esta nota no meu blogue. 

Recordei que houve um amigo meu, daqueles amigos com quem partilhamos tudo - ideias, sentimentos, discórdias, noites de conversa, apoios em dificuldades - que, um dia, nunca soube bem as razões, deixou-me de falar, passava por mim e nem olhava e até parecia que via o diabo.

Desliguei. Não sabia as razões. Isso incomodava-me, mas achei melhor desligar e esquecer. Foram anos, talvez mais de uma década.

Um dia, sem mais nem menos, no Café Bar da SFAL, encontrámo-no a tomar Café, ele voltou-se para mim, sem mais nem menos, e disse-me: "Dá cá um abraço". Voltei-me para ele e dei-lhe um abraço.

Disse-lhe: "Nunca soube porque deixas-te de falar comigo". Demos um abraço. Conversamos. Afinal, nunca falamos das razões que o levaram a rasgar relações comigo. Nem quero saber.

Mantivemos a nossa relação a partir daí para a frente, embora, naturalmente, nunca mais foi a mesma de eu ir a casa dele, ou ele vir a minha casa. Mas para mim, aquele momento foi emocionate e guardei-o na memória.

Acho que ele cresceu. Eu também. Senti-me feliz. Afinal desconhecia as razões e foi melhor assim, continuar a não saber as razões.

Tenho, ainda hoje - certamente como muitos outros - pessoas que quando se cruzam por mim não falam. Nos casos que isso acontece, para mim, em quase todos eles, senão em todos, desconheço as razões.

Eles é que sabem, eles é que criaram a situação. É por isso que acho que o tempo tudo esclarece..

Talvez um dia, volte a viver uma nova situação de alguém dizer: "Oh homem dê cá um abraço".

Porque, afinal - «Pedir desculpa não é se humilhar é crescer». 

Abraço Kira. BOM DIA!

 

António Sousa Pereira

 

Foto - SP

 

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