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Entre Tejo e Sado

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Fragmentos do Quotidiano

“Descobrimentos” regressam à toponímia do Barreiro

 

"A mudança de “Avenida dos Descobrimemtos” para a “AvenidaFragmentos do Quotidinao<br>Descobrimentos regressam à toponímia do Barreiro das Nacionalizações”

não foi mais que uma acção político-cultural, que não respeitando as “memórias” nem a “identidade do território do Barreiro”, ou, até, o significado dos descobrimentos na civilização europeia, quis impor uma “contra imagem cultural”.

 

Na reunião da Câmara Municipal do Barreiro, de 2 de Julho, foram aprovados os topónimos que vão designar os espaços públicos na zona do POLIS.
Um desses topónimos despertou a atenção, referimos a “Rua A” que passará a designar-se “Rua dos Descobrimentos”.
A curiosidade reside no facto de os “DESCOBRIMENTOS”, de novo, regressarem, justamente, à toponímia local, porque foram daí retirados, nos anos 80, por proposta do então vereador da Cultura Armando Teixeira.
Aliás, na época os “Descobrimentos” tinham a designação de “Avenida dos Descobrimentos”, localizada junto à Escola Álvaro Velho. A mudança transformou aquela artéria em Avenida das Nacionalizações.
Lembro-me, quando das comemorações dos 500 anos da viagem de Vasco da Gama à India, cujo ponto alto foi no Barreiro, cheguei a sugerir que fosse criado um “movimento de opinião” e realizada uma “acção simbólica”, com o descerramento de uma placa na Avenida das Nacionalizações, de forma a que se repussesse o nome de “Avenida dos Descobrimentos”.
Certamente nos anos 80 os “Descobrimentos” eram fascistas, confundindo-se “descobrimentos” com “colonialismo”, ou, até, com a “mitologia-patriótica-clerical” do lusitanismo propagada pela “cultura” Salazarista, como, muito bem, referiu Eduardo Lourenço, na sua obra “Labirinto da Saudade”.
A mudança de “Avenida dos Descobrimemtos” para a “Avenida das Nacionalizações” não foi mais que uma acção político-cultural, que não respeitando as “memórias” nem a “identidade do território do Barreiro”, ou, até, o significado dos descobrimentos na civilização europeia, quis impor uma “contra imagem cultural”.
Fica, pois, o registo neste começo do século XXI, voltamos a reencontrar-nos com a nossa história e memórias, sem traumas, mas valorizando as nossas memórias, ali, naquele lugar que, José Caro Proença denomina como o verdadeiro “Estaleiro das Naus”.

António Sousa Pereira

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