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Para o meu amigo Paulino
De dentro, lá de dentro,
Do sangue a pulsar nos nervos,
Das palavras a galgar os pulmões,
Dos nervos a rasgar a alma,
Dos neurónios a tocar o coração.
Sim, de dentro, lá de dentro,
Onde as sílabas são fonemas,
Cantados em fados melódicos
E os poemas florescem nos olhos.
Lá dentro onde a vida se inscreve,
Em todos os passos perdidos,
Em todos os gritos calados,
Em todos os beijos beijados.
Lá de dentro, bem dentro,
Nos recantos de jardins floridos,
Alma ou mente, tanto faz,
Porque é nesse recanto tão dentro,
Que nós sentimos o tempo,
Esse tempo que somos,
Esse tempo que nos faz.
Lá dentro, bem dentro...
18 de junho de 2021
António Sousa Pereira
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Ao Kira e à Aline
No céu azul do paraíso,
Escutam-se as liras dos anjos,
Dançando na ternura do silêncio,
Talvez seja eternidade,
Ou apenas a pureza do Amor,
Que toca essa Harmonia sem ritmo,
Sempre que escutamos a Musicalidade da terra,
Ou a voz da Serenidade de uma planice do Alentejo,
Infinita, a perder-se num horizonte de trigo.
Talvez sejam apenas os sons de uma sinfonia,
De uma fábrica a cantar na noite do Barreiro,
Essa que se deita a beijar o tejo e brilha,
nos recantos do Bairro Operário,
onde navegam as ondas da memória,
que faz a vida pulsar ao ritmo do coração.
Talves seja tudo isso, apenas isso,
o amor, a ternura,
o Alentejo, o Barreiro,
o meu país, o mundo!
a terra, o céu, o mar,
a cereja a florir eternamente.
É isso, viver o amor é que é lindo!
18 de junho de 2021
António Sousa Pereirta
É o medo que nos cala. É a coragem que nos liberta.
O lindo é caminhar, sempre!
António Sousa Pereira
18 de Junho de 2021