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Entre Tejo e Sado

Por dentro dos dias e da vida

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Isto é noticia - CP vai aumentar o ritmo das recuperações de comboios No Barreiro serão recuperadas três locomotivas a gasóleo

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É uma boa noticia, porque, parece que de novo o Poder Central seja este governo, ou qualquer outro governo, através das empresas que tutela volta a olhar para o Barreiro e abrir caminhos que contribuam para fazer deste território não apenas um dormitório, mas dar-lhe dimensão industrial, neste caso, recuperando a sua dimensão ferroviária.

Esta é uma boa noticia. Isto sim é contribuir para criar emprego, mas, para além destas três locomotivas a gasóleo, agora anunciadas, seria importante que os investimentos oficinais neste território ganhasse outra dimensão, uma visão estratégica, de modernização.

Por essa razão, já que se fala em investimento em ferrovia, seria interessante que fossem concluídos os cerca de 300 metros de electrificação da linha férrea até à oficinas da CP, de forma a que material circulante eléctrico também ganhasse escala de intervenção-reparação nas oficinas do Barreiro.

E já que está em curso uma revisão do PDM, seria uma oportunidade de alterar a aberração que ali está permitida de construção de habitação naquele território ferroviário. Reavaliar o que sim e o que não, perante as mudanças e uma estratégia geradora de emprego.

O Barreiro só muda e constrói um futuro diferente, moderno, sendo um concelho com diferentes janelas de oportunidade se, de facto, os governos, este ou outros, como responsáveis por grande parte do seu território – ferroviário, industrial e ambiental – forem activos em colaboração e parceria com o Poder Local desbravarem soluções, que vão para além do pensar imobiliário.

Sim o PDM prevê para ali habitação. Sim foi uma decisão da gestão de Pedro Canário – CDU – que perante as dificuldades da época e perante os critérios da época ( há 30 anos atrás) previu para aquele território habitação, tal como para a Quinta de Braamcamp.
Uma diferença no olhar e pensar estes territórios nos tempos de hoje, nesta segunda década do seculo XXI, que agora começa, era mostrar um pensar e uma visão diferente para aqueles território.

No território da CP, criar emprego e desenvolver industrias ferroviárias do tradicional à alta tecnologia, fazendo do Barreiro, um polo ferroviário de excelência, de referência nacional e internacional com a possibilidade de estimular cursos na Escola Superior de Tecnologia do Barreiro.
Isto sim era pensar janelas de oportunidades, neste tempo que a União Europeia coloca a ferrovia como prioridade, criando no país polos – Barreiro (como no Entroncamento) onde pode associar-se a modernização industrial, a uma componente de turismo ferroviário única com ligação ao Tejo – o passado e o futuro, a fazer novo futuro. Isto é potencial do Barreiro.

Esta noticia publicada no «Dinheiro Vivo» que a CP, para 2021, vai aumentar o ritmo das recuperações de comboios, visando repor ao serviço 47 unidades, desde os serviços urbanos até aos comboios históricos refere-se que em Guifões, serão recuperadas 15 carruagens do tipo Arco - que pertencem ao lote de 50 carruagens compradas à espanhola Renfe por 1,6 milhões de euros em 2020 -, 7 carruagens Schindler, 3 carruagens Sorefame e ainda 1 automotora a gasóleo Allan.
A Contumil recuperar – “8 locomotivas elétricas da série 2600, 8 carruagens Napolitanas de via estreita, 1 automotora a gasóleo Allan, da década de 1950, e ainda duas automotoras Nohab de via estreita.”
Enquanto no Entroncamento, serão recuperadas cinco automotoras elétricas para os serviços urbanos de Lisboa; e, no Barreiro, “ficarão como novas três locomotivas a gasóleo.”

Sim, é residual o pacote destinado ao Barreiro. Mas, se este governo, teve esta abertura para as Oficinas do Barreiro, este pode ser um momento para lançar um debate público, mobilizar os politicos locais, os sindicatos do sector, motivando a reflexão e abrindo esta brecha para o futuro.

O Barreiro não pode, nem deve estar condenado a ser um território, onde o imobiliário será marca do seu futuro.
A história e a memória tem peso. Fica aqui o meu apelo ao Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, um grito do coração, porque o Barreiro merece, por favor, coloque na sua agenda politica, o pensar e proporcionar a este concelho um papel activo na politica de desenvolvimento ferroviário do século XXI.
Obrigue o Poder Local a repensar a estratégia para aquele território. Faça do Barreiro um território integrado na ferrovia – criando emprego e gerando sustentabilidade e coesão a este território – emprego que motiva procura de habitação.

António Sousa Pereira

Foto- DGPC

 

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