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Entre Tejo e Sado

Por dentro dos dias e da vida

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BARRIND projecto «âncora» de desenvolvimento do Barreiro e da região

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Hoje, a BARRIND exposição industrial e comercial, pode transformar-se num outro projecto, renascendo como BARRIND - Barreiro Inovaçao e Desenvolvimento, podendo, na verdade, ser um motor de marketing, de coesão social, de desenvolvimento, de inovação, no fazer cidade e cidadania.
 

Há por aí, uma geração de 40, filhos daqueles que hoje têm 70, que vivem o drama de ter sido filhos de gente que tinha tudo quanto bastasse para viver e dar-lhes perspectivas de vida, numa vila, depois cidade, que de pois deixou de ser uma terra de trabalho, habitação, pão e educação, para se transformar numa terra sem trabalho, de tempos sem pão, com habitação em decadência inscrita em espaços urbanos a carecer de requalificação, mas, oinde não há pão, todos ralham e ninguém ter razão.

Por muito que se fale em potencial, e, até, esses filhos dos ditos homens e mulheres, que hoje contam com 70 anos, enfim, culpem os pais e avós de todas as desgraças que cairam sobre a vila-cidade em decadência, desde os anos 70, fruto da desindustrialização, da quimica e da ferroviária, que destruiu milhares de postos de trabalho e arrastando atrás de si um comércio e serviços de grande qualidade, porque, afinal tudo se resolve mais facilmente com um culpado e gerando estigmas, que procurar soluções.

Era nisto que pensava, ao olhar ali na Avenida da Praia, o ver nascer a ideia de fazer renascer a BARRIND, que acho uma boa ideia, aliás, até acho que esta podia ser uma ideia mobilizadora da cidade e da cidadania, e, não ficar por “operação de gestão de emoções” dando continuidade ao iniciado o ano passado, quando se disse que o objectivo era recuperar o projecto BARRIND, agora, dando continuidade à ideia e como há dinheiro para investir, de novo a autarquia, pode dar o seu contributo para dinamizar a vida económica e cultural da cidade. Porque economia é tudo, e, tem que ser tudo, numa cidade que bateu no fundo da sua auto-estima e precisa mobilizar e mobilizar-se para ser e não para para parecer que é uma referência na região.

No tempo que nasceu a BARRIND – quando eu fiz nascer no meu cérebro esta marca, enquadrando a ideia fomentada por um autarca do PS, Manuel Pina, e acarinhada por um associativista que foi o seu braço direito Emidio Esteves. Afinal uma ideia que retoma da história as iniciativas promovidas na SDUB «Os Franceses», liderança por Manuel Feio; e pelas exposições iniciadas por Augusto Valegas, no âmbito das Festas do Barreiro e no Luso Futebol Clube.
Nesse tempo que nasceu a BARRIND esta foi considerada, pelos promotores da FIL, em Lisboa, como o maior certame desta natureza a sul do Tejo. Depois nasceu a FATACIL, que ainda hoje existe e a MONTIAGRI, assim como esboçou-se um projecto pela ARSET, em Azeitão.

Recordo isto porque, apesar dos sinais da decadência industrial serem visivies, nesse tempo anos 80 e 90, a vila -cidade ainda era uma cidade com esperança e uma economia com empregabilidade.
A BARRIND exposição industrial e comercial era disso um exemplo, sendo a grande montra da actividade económica e de fomento de novas actividade. Algumas empresas tiveram o seu nicho de nascimento e desenvolvimento na BARRIND.

Hoje, a BARRIND exposição industrial e comercial, pode transformar-se num outro projecto, renascendo como BARRIND - Barreiro Inovaçao e Desenvolvimento, podendo, na verdade, ser um motor de marketing, de coesão social, de desenvolvimento, de inovação, no fazer cidade e cidadania.

A BARRIND se nascer, ou renascer, como arma de arremesso, para demonstrar que os outros, que tinham muitas ideias, nunca retomaram a BARRIND, será, logo à partida um “nado morto” porque demonstra que não tem por trás de si ideias criativas.
Os anteriores mandatos não dinamizaram a BARRIND, após a sua última realização, porque os recursos financeiros da autarquia eram insuficientes, por essa razão, de forma inteligente, no mandato de Emidio Xavier, nasceu a ideia de promover a MEI – Mostra Empresarial e Institucional, que foi mantida nos mandatos de Carlos Humberto, mesmo com dificuldades, perante a maior situação adversa que a autarquia viveu desde o 25 de Abril.

A ideia de fazer renascer a BARRIND, sempre defendi, mas o fazer renascer esta ideia e este projecto, será um erro se ficar por uma iniciativa de âmbito municipal. 
Este é um debate que deve ser feito, com coragem e sem estigmas, colocando em torno do debate todos os cenários, se, de facto se pretende que a BARRIND seja um projecto de marca, de referência, de projecão.
A BARRIND nunca foi um projecto acabado, nem nunca se chegou a conclusões objectivas de qual o cenário, o programa de seu desenvolvimento e implementação anual.

Uma discussão nunca acabada, nem nunca concluída, porque, de facto, igualmente nunca se concluiu estrategicamente o que devia ser a BARRIND enquanto projecto dinamizador da actividade económica e de desenvolvimento do concelho do Barreiro e da região.
Por essa razão nunca se clarificou se a sua realização era em torno das Festas do Barreiro, como complementaridade das Festas – como foi – ou se era um evento âncora, como foi, para dar dimensão à celebração do Dia da Cidade.

O debate de ideias e o conflito sobre a essa definição centrava-se em torno de duas reflexões centrais, por um lado, a realização da BARRIND em simultâneo com as Festas, em Agosto, era complicado para o envolvimento do tecido empresarial, por coincidir com as férias, sendo uma data em alguns aspectos negativa para envovler empresários.

Por outro lado, se a realização fosse em torno do Feriado Municipal – 28 de Junho – isso permitira um projecto que podia contar com mais envolvimento dos empresários.

Os debates nunca se consolidaram se a ideia de BARRIND era um exposição de dimensão local ou regional, ou até, se podia transformar-se num evento, na época, único no país, sendo o grande certame nacional do mundo das tecnologias informáticas.
Em suma a discussão dos caminhos a percorrer pela BARRIND, aquele que durante alguns anos, foi o maior certame do género ao sul do Tejo, nunca foi concluída, ficou na memória. É um tempo de estórias e histórias.
Foi na BARRIND que abracei o Eusébio, um dia que o espaço transbordou de humanismo, graças a uma acção de um empresário, que nada teve a ver com a autarquia. O Rui, da firma Alves & Rui, Ldª.

É por tudo isto que considero não basta fazer renascer a marca BARRIND. Não basta trazer a BARRIND para a Avenida da Praia.
A BARRIND ou é um projecto que deve ser pensado e equacionado com estratégia, com visão, para ser uma alavanca e âncora do «potencial», envolvendo outros agentes locais, nomeadamente a Baía do Tejo, ou então não vai passar disto, uma exposição de complementaridade das Festas do Barreiro. Faz-se quando a autarquia tem dinheiro, porque o emocional conta, e, vai existindo.

A BARRIND não é, não deve ser mais um projecto de municipalização, embora, sem dúvida o papel do município como dinamizador é nuclear.
Por essa razão, hoje, quando penso a ideia e o projecto BARRIND olho-o com uma visão de Inovação e Desenvolvimento.
Não penso só BARRIND, penso equacionando com outras ideias que nascem isoladas – é isso que temo.
Penso BARRIND, Multiusos, Start up XXI, Braamcamp...pois, é isso que penso, mas para juntar ideias é preciso debate de ideias e envolver a comunidade no fazer futuro.

Divirtam-se!
António Sousa Pereira

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