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Entre Tejo e Sado

Por dentro dos dias e da vida

Por dentro dos dias e da vida

Um recanto da Quinta Braamcamp Está aqui o nosso Terreiro do Paço - a mais bela praça no estuário do Tejo

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Este é um espaço único, que é do municipio, que devia ficar ao serviço da comunidade, um espaço para o requalificar, dar-lhe qualidade e dignidade, ligando o largo da Igreja de Nª Srª do Rosário ao Tejo.

Uma praça com um arranjo urbanistico aberto para aquela caldeira ao lado da Escola Alfredo da Silva, criando, ali, o nosso Terreiro do Paço. Uma praça que abre a cidade ao rio e com uma beleza única.

 

Por vezes, costumo dar umas «passeatas» pelo Passeio Ribeirinho Augusto Cabrita. Gosto de sentir o Tejo. Vou por ali, e imagino a balbúrdia que vai na outra margem, de turistas, de rebuliço de trânsito e, ali, gozo aquele silêncio, mirando a paisagem.

Um amigo cruza-se comigo. Trocamos breves palavras. Aponto a outra margem, ali, mesmo na nossa frente, quase tocamos com os olhos o Arco da Rua Augusta.

“Que se vê aqui na nossa frente?” interrogo. Ele olha e comenta – “É o Terreiro do Paço”.

“Já viu que, aqui, neste sitio à nossa frente, pode nascer o nosso Terreiro do Paço”, disse-lhe.

“É verdade. Dava aqui uma bela praça, junto ao Tejo”, refere ele.

“Pois, mas a Câmara quer vender isto”, disse-lhe.

“Não, a Câmara acho que quer vender é a Quinta Braamcamp, que fica além”, comentou.

“Está enganado, aqui, neste sitio, onde pode nascer o nosso Terreiro do Paço, também é território da Quinta Braamcamp”, sublinhei.

“Ah, é verdade, isto tinha um muro que foi derrubado”, salientou ele.

“Sim, é isso mesmo, aqui estava um muro. Aliás, durante alguns anos, quando havia a Festa do Barreiro, o muro era derrubado e depois reconstruído. Desde que a Câmara comprou a Quinta de Braamcamp, o muro caiu e nunca mais voltou a ser reconstruído”, disse-lhe.

E ficámos por ali nesta troca opiniões.

 

Ele partiu e fiquei por ali a olhar o Terreiro do Paço. Olhei e senti, de facto, que aquele sitio da Quinta de Braamcaamp, é mesmo um espaço único naquela varanda para o Tejo.

Interroguei-me: Porque será que a autarquia que adquiriu este espaço, que pode transformar-se numa das mais belas praças para o  estuário do Rio Tejo, e, sem dúvida, ser uma referência em todo os estuário, agora pretende vender?

 

É que este é um espaço único que é do municipio, que devia ficar ao serviço da comunidade, um espaço que, não são necessários milhões para o requalificar e dar-lhe qualidade e dignidade, ligando o largo da Igreja de Nª Srª do Rosário ao Tejo, dando àquela praça um arranjo urbanistico aberto para a caldeira ao lado da Escola Alfredo da Silva.

Sem dúvida,  aqui pode nascer o nosso Terreiro do Paço. Uma praça ampla que se abre ao Tejo, ligando mais a cidade ao rio, num local de beleza única.

 

Este, hoje é um espaço do municipio. Se a quinta for vendida integralmente, no futuro, o municipio terá que acordar com a entidade compradora soluções para aquela praça.

Não se percebe porque sendo esta «Praça», este nosso «Terreiro do Paço», mesmo que vá para a frente essa opção de venda, tenha que integrar o lote total do terreno.

 

Esta Praça é nossa, é de todos. É incompreensível que após terem sido derrubados muros, agora, sejam colocados novos muros, mais não seja o muro de ter um proprietário, abrindo caminho, nunca se sabe, para que ali, possa nascer um projecto imobiliário.

Pode no tal caderno ficar algo definido, mas, para quê ficar algo definido se aquilo, hoje, aqui e agora, é propriedade do muncipio. É nosso.

 

O papel dos gestores da autarquia não são só questões ficanceiras, o municipio não precisa ter que ‘negociar’ a forma de uso com o proprietário futuro, deve, desde já alienar esta parcela da Quinta de Braamcaamp e deixa-la ficar para a comunidade.

 

Fiquei ali a olhar Lisboa. E perdi-me a imaginar aquele recanto da Quinta de Braamcamp, único, de uma beleza ambiental e paisagistica que, repeti para mim mesmo, é inacreditável que se queira vender esta parcela da Braamcamp.

Nada justifica que a cidade perca este sitio, que lhe pertence, que é nosso, de todos – socialistas, comunistas, bloquistas, panistas, sociais democratas, democratas cristãos, de todas as cores politicas e de todos os credos. Com ou sem partido. Com ou sem religião.

Aquele é o nosso Terreiro Paço. Uma praça única.

Convidem um arquitecto paisagista a olhar o espaço. Convidem artistas plásticos.

 

  É bem verdade aquela frase de Giovanni Pico della Mirandola – só se ama aquilo que se conhece.

 

Estava ali sentado a olhar o Terreiro do Paço e imginava como ali, naquele local, pode nascer, uma das mais belas praças do estuário do Tejo. Um Praça onde a arte, pode ser miradouro, e, sem dúvida, este ser um local, que faz a ponte para o Barreiro do século XXI que se  redescobre no Tejo.

Os passeios junto ao Tejo, fazem sentir que há mais vida para além dos números e que, afinal, um dos males da humanidade é sucumbir perante o el dorado.

Divirtam-se. Vão até lá e imaginem sentir que, ali, está - o nosso Terreiro do Paço.

 

 S.P.

Aeroporto do Montijo vai ter impacto nas habitações da Moita e Barreiro Serão afectadas pelo ruído dos aviões cerca de 50 mil pessoas.

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. Zonas mais afectadas pelo ruído serão Urbanização dos Fidalguinhos, Urbanização dos Loios, Lavradio e Baixa da Banheira

Sobre mobilidade para o Barreiro, ou seja lá o que for que se fala ou comenta, na verdade, é só conversa, porque neste que é um documento decisivo para que o aeroporto do Montijo possa avançar, o Barreiro apenas é referido pelos impactos negativos do ruído.
Quanto a emprego, se nem ligações estão previstas em termos de mobilidade, existe, certamente mais potencialidade para empregabilidade no Montijo e Alcochete, ou Palmela e até Moita que no concelho do Barreiro.
 
 

Em tempos idos quando, por vezes, a poluição era de tal forma intensa que motivava protestos da população, várias vezes escutei argumentos oriundos das empresas, principalmente no Lavradio, que não foi a empresa que foi construída ao redor das casas de habitação, foram as casas de habitação que foram construídas ao redor das fábricas. 

Ou seja, justificava-se em termos de planeamento urbano que foi a vila que se aproximou das fábricas e não as fábricas que foram construídas na proximidade da vila. O argumento era uma espécie de forma de “minimizar” ou desculpabilizar os impactos negativos de indústrias poluentes que se recusavam a investir de forma a evitar os elevados níveis de poluição e, até, investir na criação de «barreiras sonoras» que reduzissem os impactos do ruído das fábricas. 

Recordo que para serem atingidos alguns melhoramentos, com investimentos por parte das empresas, a ASDAL – Associação de Defesa do Ambiente do Lavradio e o contributo do Delegado de Saúde Pública foram, na verdade, decisivos, quer para mobilizar a população, quer para que as empresas reconhecessem um interlocutor em situações negativas e um colaborador na procura de soluções positivas. Um exemplo as barreiras sonoras.

Recordo isto porque está neste momento em debate o Estudo de Impacto Ambiental do novo aeroporto do Montijo e, nestes dias até setembro, seria importante esclarecer os municípes do concelho do Barreiro, sobre os impactos desta infraestrutura na vida do concelho, nomeadamente, nas zonas que vão ser afectadas pelo cone de aterragem, desde Coina até ao Lavradio.
É que neste caso, as casas foram construídas longe de uma zona com aeroporto na sua proximidade, por essa razão não sujeitas aos efeitos de um aeroporto, que sabemos vai movimentar milhões de passageiros, e, que, diariamente dezenas de aviões vão sobrevoar a baixa altitude rumo à pista do Montijo.

Um destes dias estive em Lisboa, na zona do Campo Grande ( corresponde no futuro à Urbanização dos Fidalguinhos, Urbanização dos Loios, Lavradio e Baixa da Banheira) e vivi, de perto, o efeito da passagem de dezenas de aviões, a baixa altitude, quase de 10 em 10 minutos, passava uma aeronave, com um ruído ensurdecedor. Ao sentir na pele apercebi-me as razões que motivam milhares de Lisboetas no protesto contra a ampliação do aeroporto de Lisboa.
"É isto que vou viver. É isto que nós vamos viver diariamente", pensei.

Como refere o Estudo de Impacto Ambiental serão 6.555 pessoas que vão sofrer perturbações de sono, na fase de construção, e, cerca de 12.455 pessoas irão sofrer diariamente uma “elevada incomodidade” devido ao ruído dos aviões, quando começar o seu funcionamento que se aponta para 2022.
No global serão afectadas pelo ruído dos aviões cerca de 50 mil pessoas.

A Moita já expressou que está contra a construção do aeroporto no Montijo e defende a solução de Alcochete.
O Barreiro refere-se que está a favor, porque considera que vai ser uma infraestrutura que contribui para o desenvolvimento, quer ao nível de emprego, quer em mobilidade. 
O Estudo de Impacto Ambiental sobre mobilidade em nada são referenciadas melhorias para o Barreiro, apenas, sublinha melhorias de ligações fluviais do Montijo para o Cais Sodré, com aumento de frota da Transtejo, e, a criação de um nova faixa na Ponte Vasco da Gama, destinada a transportes públicos. 

Sobre mobilidade para o Barreiro, ou seja lá o que for que se fala ou comenta, na verdade, é só conversa, porque neste que é um documento decisivo para que o aeroporto do Montijo possa avançar, o Barreiro apenas é referido pelos impactos negativos do ruído.

Quanto a emprego, se nem ligações estão previstas em termos de mobilidade, existe, certamente mais potencialidade para empregabliidade no Montijo e Alcochete, ou Palmela e até Moita que no concelho do Barreiro. Empresas que possam prestar serviço ao aeroporto gerem no tempo e o tempo, as acessibilidades e mobilidade são estruturantes, e, o que se pode concluir é complexo, nem o Parque Empresarial da Baía do Tejo, pode vir a ser uma plataforma logistica, para isso será mais fácil Poceirão.

Mas pronto, nós estamos a favor. Até seria politicamente mais útil como estratégia reivindicativa estar contra, para a partir do não, se o dito aeroporto vier a ser uma realidade, desde já, colocar na mesa exigências, que se considerem essenciais para o desenvolvimento do concelho do Barreiro.
Assim, não pode, nem deve ser desligado do aeroporto do Montijo que sejam tomadas medidas pelo Poder central, que contribuam para retirar o Barreiro do guetto que está há décadas.

O guetto da mobilidade só superável pela construção da ponte Barreiro – Seixal, que contribuiria para valorizar a centralidade da zona logistica de Sete Portais e fazer de Coina uma plataforma logistica, central na Península, até mesmo, permitindo o desenvolvimento urbano do concelho do Barreiro.

Esta e a Terceira Travessia do Tejo só ferroviária, são exigências inseparáveis de uma visão de futuro do concelho do Barreiro e do potenciar o aeroporto do Montijo como estruturante, para o concelho. Sem isto acho que vale pouco mais que aquilo, que, afinal, já definido no Estudo de Impacto Ambiental, é apenas uma zona que vai sofrer negativamente os impactos do ruído.
E, pronto, vamos ficar por aqui os aviões a passar! 

Só com a implementação de medidas de mobilidade o Barreiro sai do guetto e, até, o território da Baía do Tejo pode ser valorizado e ser uma plataforma no contexto aeroportuário.
Com aquilo que está no Estudo de Impacto Ambiental refenrenciado, o Barreiro está fora da «cidade aeroportuária», mas não está fora de ser uma zona onde as habitações vão sentir os efeitos dos aviões e a população vai sofrer.

Gostava de ver, por exemplo, uma exigência dos autarcas que gerem os nossos destinos, caso o aeroporto avance, no sentido de ser criada uma linha de apoio e de crédito amplamente bonificado para todos aqueles que vão sentir os efeitos do ruído e que para mitigar vão ter que fazer investimentos nas suas habitações.
Gostava de estar a escutar reivindicações para os investimentos que vão ter que ser feitos nas escolas, sobre as quais os aviões vão passar intensamente, desde a Escola de Santo António, escola de Casquilhos, Escola Augusto Cabrita, Escola Álvaro Velho e Escola Padre Abilio Mendes. Quem frequentou a cidade universitária em Lisboa, sabe do que estou a falar.

E no Hospital do Barreiro, não vão ser feitos investimentos para mitigar os impactos do ruído dos aviões.
Isto não é um problema para depois, é para ser colocado já, hoje, no âmbito dos pareceres sobre o Estudo de Impacto Ambiental.
Não é amanhã que se mobiliza a comunidade para os efeitos negativos. Mesmo quem diz sim, sabe, ou deve saber, que, aqui e agora, deve saber dizer não, ao que tem que ser dito: Não! 
O nosso Primeiro Ministro, António Costa, deve escutar a nossa voz e não o nosso silêncio. A voz da comunidade, mesmo daqueles que estão de acordo com o aeroporto no Montijo, não devem silenciar os impactos negativos. É o nosso futuro e o que vamos legar aos vindouros.´

Portanto, retomando o inicio do texto, neste caso, não foram as casas que foram construídas ao redor do aeroporto, é o aeroporto que vai, talvez, ser construído junto às casas que já cá estão e vai diminuir a nossa qualidade de vida.
Para já, pelo que se vê, não vamos ter nada em troca, nem mobilidade, nem empregos...ficamos com os ruídos e os resíduos. 
Se não é assim, demonstrem com projectos e factos reais. 
O Barreiro já foi muito castigado. Basta! 

António Sousa Pereira

 

BARRIND projecto «âncora» de desenvolvimento do Barreiro e da região

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Hoje, a BARRIND exposição industrial e comercial, pode transformar-se num outro projecto, renascendo como BARRIND - Barreiro Inovaçao e Desenvolvimento, podendo, na verdade, ser um motor de marketing, de coesão social, de desenvolvimento, de inovação, no fazer cidade e cidadania.
 

Há por aí, uma geração de 40, filhos daqueles que hoje têm 70, que vivem o drama de ter sido filhos de gente que tinha tudo quanto bastasse para viver e dar-lhes perspectivas de vida, numa vila, depois cidade, que de pois deixou de ser uma terra de trabalho, habitação, pão e educação, para se transformar numa terra sem trabalho, de tempos sem pão, com habitação em decadência inscrita em espaços urbanos a carecer de requalificação, mas, oinde não há pão, todos ralham e ninguém ter razão.

Por muito que se fale em potencial, e, até, esses filhos dos ditos homens e mulheres, que hoje contam com 70 anos, enfim, culpem os pais e avós de todas as desgraças que cairam sobre a vila-cidade em decadência, desde os anos 70, fruto da desindustrialização, da quimica e da ferroviária, que destruiu milhares de postos de trabalho e arrastando atrás de si um comércio e serviços de grande qualidade, porque, afinal tudo se resolve mais facilmente com um culpado e gerando estigmas, que procurar soluções.

Era nisto que pensava, ao olhar ali na Avenida da Praia, o ver nascer a ideia de fazer renascer a BARRIND, que acho uma boa ideia, aliás, até acho que esta podia ser uma ideia mobilizadora da cidade e da cidadania, e, não ficar por “operação de gestão de emoções” dando continuidade ao iniciado o ano passado, quando se disse que o objectivo era recuperar o projecto BARRIND, agora, dando continuidade à ideia e como há dinheiro para investir, de novo a autarquia, pode dar o seu contributo para dinamizar a vida económica e cultural da cidade. Porque economia é tudo, e, tem que ser tudo, numa cidade que bateu no fundo da sua auto-estima e precisa mobilizar e mobilizar-se para ser e não para para parecer que é uma referência na região.

No tempo que nasceu a BARRIND – quando eu fiz nascer no meu cérebro esta marca, enquadrando a ideia fomentada por um autarca do PS, Manuel Pina, e acarinhada por um associativista que foi o seu braço direito Emidio Esteves. Afinal uma ideia que retoma da história as iniciativas promovidas na SDUB «Os Franceses», liderança por Manuel Feio; e pelas exposições iniciadas por Augusto Valegas, no âmbito das Festas do Barreiro e no Luso Futebol Clube.
Nesse tempo que nasceu a BARRIND esta foi considerada, pelos promotores da FIL, em Lisboa, como o maior certame desta natureza a sul do Tejo. Depois nasceu a FATACIL, que ainda hoje existe e a MONTIAGRI, assim como esboçou-se um projecto pela ARSET, em Azeitão.

Recordo isto porque, apesar dos sinais da decadência industrial serem visivies, nesse tempo anos 80 e 90, a vila -cidade ainda era uma cidade com esperança e uma economia com empregabilidade.
A BARRIND exposição industrial e comercial era disso um exemplo, sendo a grande montra da actividade económica e de fomento de novas actividade. Algumas empresas tiveram o seu nicho de nascimento e desenvolvimento na BARRIND.

Hoje, a BARRIND exposição industrial e comercial, pode transformar-se num outro projecto, renascendo como BARRIND - Barreiro Inovaçao e Desenvolvimento, podendo, na verdade, ser um motor de marketing, de coesão social, de desenvolvimento, de inovação, no fazer cidade e cidadania.

A BARRIND se nascer, ou renascer, como arma de arremesso, para demonstrar que os outros, que tinham muitas ideias, nunca retomaram a BARRIND, será, logo à partida um “nado morto” porque demonstra que não tem por trás de si ideias criativas.
Os anteriores mandatos não dinamizaram a BARRIND, após a sua última realização, porque os recursos financeiros da autarquia eram insuficientes, por essa razão, de forma inteligente, no mandato de Emidio Xavier, nasceu a ideia de promover a MEI – Mostra Empresarial e Institucional, que foi mantida nos mandatos de Carlos Humberto, mesmo com dificuldades, perante a maior situação adversa que a autarquia viveu desde o 25 de Abril.

A ideia de fazer renascer a BARRIND, sempre defendi, mas o fazer renascer esta ideia e este projecto, será um erro se ficar por uma iniciativa de âmbito municipal. 
Este é um debate que deve ser feito, com coragem e sem estigmas, colocando em torno do debate todos os cenários, se, de facto se pretende que a BARRIND seja um projecto de marca, de referência, de projecão.
A BARRIND nunca foi um projecto acabado, nem nunca se chegou a conclusões objectivas de qual o cenário, o programa de seu desenvolvimento e implementação anual.

Uma discussão nunca acabada, nem nunca concluída, porque, de facto, igualmente nunca se concluiu estrategicamente o que devia ser a BARRIND enquanto projecto dinamizador da actividade económica e de desenvolvimento do concelho do Barreiro e da região.
Por essa razão nunca se clarificou se a sua realização era em torno das Festas do Barreiro, como complementaridade das Festas – como foi – ou se era um evento âncora, como foi, para dar dimensão à celebração do Dia da Cidade.

O debate de ideias e o conflito sobre a essa definição centrava-se em torno de duas reflexões centrais, por um lado, a realização da BARRIND em simultâneo com as Festas, em Agosto, era complicado para o envolvimento do tecido empresarial, por coincidir com as férias, sendo uma data em alguns aspectos negativa para envovler empresários.

Por outro lado, se a realização fosse em torno do Feriado Municipal – 28 de Junho – isso permitira um projecto que podia contar com mais envolvimento dos empresários.

Os debates nunca se consolidaram se a ideia de BARRIND era um exposição de dimensão local ou regional, ou até, se podia transformar-se num evento, na época, único no país, sendo o grande certame nacional do mundo das tecnologias informáticas.
Em suma a discussão dos caminhos a percorrer pela BARRIND, aquele que durante alguns anos, foi o maior certame do género ao sul do Tejo, nunca foi concluída, ficou na memória. É um tempo de estórias e histórias.
Foi na BARRIND que abracei o Eusébio, um dia que o espaço transbordou de humanismo, graças a uma acção de um empresário, que nada teve a ver com a autarquia. O Rui, da firma Alves & Rui, Ldª.

É por tudo isto que considero não basta fazer renascer a marca BARRIND. Não basta trazer a BARRIND para a Avenida da Praia.
A BARRIND ou é um projecto que deve ser pensado e equacionado com estratégia, com visão, para ser uma alavanca e âncora do «potencial», envolvendo outros agentes locais, nomeadamente a Baía do Tejo, ou então não vai passar disto, uma exposição de complementaridade das Festas do Barreiro. Faz-se quando a autarquia tem dinheiro, porque o emocional conta, e, vai existindo.

A BARRIND não é, não deve ser mais um projecto de municipalização, embora, sem dúvida o papel do município como dinamizador é nuclear.
Por essa razão, hoje, quando penso a ideia e o projecto BARRIND olho-o com uma visão de Inovação e Desenvolvimento.
Não penso só BARRIND, penso equacionando com outras ideias que nascem isoladas – é isso que temo.
Penso BARRIND, Multiusos, Start up XXI, Braamcamp...pois, é isso que penso, mas para juntar ideias é preciso debate de ideias e envolver a comunidade no fazer futuro.

Divirtam-se!
António Sousa Pereira

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