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Entre Tejo e Sado

Por dentro dos dias e da vida

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Sector Ferroviário e Terceira Travessia do Tejo – estranho silêncio no Barreiro

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O sector ferroviário está na agenda politica nacional e europeia. O Barreiro é um concelho, cuja história no século XIX e século XX é indissociável do sector ferroviário. Será que tem lugar no futuro?

Quando de novo a TTT está na agenda politica, e, naturalmente, vai ter impactos sobre o território do Barreiro, colocando-o no mapa de Portugal e da Europa. Que se faz, que se defende sobre esta matéria?

 

Nos últimos dias têm sido várias as noticias relativas sobre o sector ferroviário, nomeadamente, a divulgação de propostas ou projectos que o Ministro Pedro Nuno Santos, pretende dinamizar desde a intenção de convencer recém reformados da EMEF a voltar a colaborar na empresa, passando pela divulgação de avultados investimentos na linha do Oeste, visando a modernização entre Sintra e Torres Vedras, ou, a intenção de concretizar a separação da ferrovia da rodovia, acabando com a IP Infra-Estrutura de Portugal, que nasceu da fusão da Refer com a Estradas de Portugal.

Para além, destas noticias, a esta matéria não será indiferente o anunciado avanço da TTT – Terceira Travessia do Tejo, que, desde sempre faz parte do Plano Ferroviário Nacional, que desde o 25 de Abril, praticamente tem sido esquecido, privilegiando-se o fomento do Plano Rodoviário Nacional.
Hoje mesmo é anunciado, no jornal «Público» que a empresa Medway, está apostada na criação de uma ligação de comboio directa diária entre Portugal e a Alemanha, que possa servir a Autoeuropa.
E, igualmente, da Europa sopram ventos nos últimos tempos anunciando a intenção da aposta no desenvolvimento e renovação da rede ferroviária, no âmbito de politicas de preservação do ambiente e estratégias sobre as alterações climáticas.

O sector ferroviário está, portanto, na agenda politica nacional e europeia.
O Barreiro é um concelho, cuja história no século XIX e século XX é indissociável do sector ferroviário.
Recordo, até, que quando da divulgação do projecto da Terceira Travessia do Tejo, nos governos de José Sócrates, assim como do TGV (que, de há muito devia estar a funcionar, ligando Portugal a Espanha e à Europa), falou-se e foi afirmado que o Barreiro voltaria de novo a ser colocado no mapa da ferrovia.

Duas coisas eram anunciadas, a criação de uma Estação de Comboios, na margem sul, com a dimensão estratégica da Estação Oriente em Lisboa. Essa Estação ficaria localizada onde hoje funcionam as Oficinas dos TCB.
Outra, era a construção das Oficinas de Manutenção do TGV, de nova tecnologia e de grande dimensão para a modernização do sector ferroviário, que ficariam localizadas na zona da Penalva.

E, nos dias de hoje, ao ler as noticias e as propostas do Ministro Pedro Nuno Santos que aplaudo e que, na verdade, só pecam por tardias, fico perplexo com o silêncio que reina no Barreiro.

Quando estão em marcha projectos de grande importância para o país, geradores de milhares de postos de trabalho, com tecnologias de futuro.
Que diz o Barreiro sobre isto? Que estão os politicos desta cidade a tentar fazer para saber se o Barreiro, pode, ou não pode entrar, por exemplo na corrida da EMEF, visando a renovação e valorização das Oficinas do Barreiro e, até concluindo os 300 metros de linha eléctrica que permitam dar de novo vida e emprego àquele espaço ferroviário? 
Ou será que, mais uma vez, tal como o discurso da Quinta de Braamcamp, como o PDM prevê para ali habitação, não interessa fazer ondas, porque o imobiliário é que é a estratégia de desenvolvimento?
Que estranho silêncio. Ninguém comenta. Ninguém fala. Nem que lidera, nem quem está na oposição.


Quando de novo a TTT está na agenda politica e, naturalmente, vai ter impactos sobre o território do Barreiro, colocando-o no mapa de Portugal e da Europa.
Que se faz, que se defende sobre esta matéria? 
O PS nacional, já anunciou e não se define se quer rodoviária, ou ferroviária, ou mista. Localmente, já sabemos, como é normal, só vai tomar posição, quando existir a posição nacional.
O BE nacional, já anunciou que defende apenas que seja com vertente ferroviária. Localmente, também, tem sido essa a opção.
O PCP não se definiu, mas, em tempos idos defendia que a nível local, quer a nível nacional que fosse rodoviária e ferroviária.

A Câmara Municipal do Barreiro, enquanto órgão, em anteriores mandatos tomou posição ferro-rodoviária, até, indo de encontro aos projectos acima referidos – Estação nos TCB, Oficinas do TGV na Penalva.
O actual executivo sobre esta matéria nunca tomou propriamente posição.
Estando o assunto na agenda politica nacional, estranha-se que até ao momento, não exista uma tomada de posição pública sobre estas matérias.
Se há contactos ninguém sabe, se há propostas para o Barreiro, ninguém sabe. A verdade, é que este é um tempo crucial para o futuro do território do Barreiro. 
Os territórios são competitivos entre si, e, para fazer futuro de um território, habitação pode ser importante para o desenvolvimento, quer nova habitação, quer a reabilitação, mas, uma cidade não vive só de habitação. Precisa emprego. 
O sector ferroviário faz parte da história e da nossa memória desde o século XIX, seria muito bom se continuasse e fosse uma dimensão estratégica para o século XXI e XXII, gerando empregos de alta qualidade tecnológica, e, também, aqui, uma Estação Central que seja a porta da ferrovia que liga a Grande Lisboa ao Alentejo – a Évora e a Beja.

Fica aqui e agora, um apelo ao Ministro Pedro Nuno Santos, veja, por favor, se no Plano Nacional de Desenvolvimento Ferroviário há um espaço para pensar Barreiro e integrar o Barreiro no futuro que está em marcha. 
Contamos consigo, Senhor Ministro. Pense Barreiro. Obrigado!

António Sousa Pereira

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