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Entre Tejo e Sado

Por dentro dos dias e da vida

Por dentro dos dias e da vida

A felicidade!

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Nós podemos interrogar-nos, sobre o que é ser feliz, sobre o que é felicidade, sobre se somos ou não felizes, e, de facto, por muitas respostas que encontremos, há uma que toca a nossa certeza, a felicidade são instantes, momentos, percursos, memórias e estórias.

A felicidade e o ser feliz constrói-se nessa profundidade de viver momentos únicos, aqueles que se eternizam, num cântico de aleluia, ou num hino de glória, aquela sonoridade que guardamos – a música da nossa vida, o poema da nossa vida. O dia que não esquecemos. Pode ser, até, o dia de hoje, este instante que sentimos, numa alegria enorme de estarmos aqui, sorrindo, com tudo o que fomos e somos.

É isto, afinal, a felicidade e o ser feliz. Este sentimento de harmonia único, de sentirmos a energia que transportamos na corrente de um rio, esta, que é a força da nossa vida.

Ser feliz é sentir que a nossa vida, com tudo o que nela vivemos é isso – um instante!

 

António Sousa Pereira

Sonha!

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Continua os teus dias, sempre,

por dentro de todos os sonhos,

porque sonhar é lutar, é viver,

é sentir o futuro feito presente.

 

O presente é o tempo feito, aqui,

de todos os sonhos que nunca,

mesmo nunca, deixas-te de sonhar.

 

Sonha. Sonha sempre, sorrindo,

cantando, pintando, colorindo,

os dias da cor dos teus lábios.

vermelhos, num beijo a florir.

 

Sabes, quando deixamos de sonhar,

deixamos de viver. Morremos!

 

Tudo na vida começa num sonho,

no brilho de um olhar, numa paixão!

Sonha, como se fosses uma criança.

 

Sonha e voa, voa sempre, com flores,

perfumes, com caricias no coração.

 

Escreve a vida com a palavra esperança,

empurra a vida por dentro de um rio – sonha!

Sim, só quando sonhas…és Liberdade!

 

António Sousa Pereira

17 de Março de 2019

 

«O que é de todos por todos deve ser decidido»

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Por motivos de saúde, praticamente desde o princípio de Fevereiro que andei um pouco afastado das vivências do quotidiano da cidade. Fui acompanhando os acontecimentos pelos filtros das redes sociais. Um mundo virtual, que, de facto, espelha as ditas «percepções» do sentir cidade.

A temática da Quinta de Braamcamp foi uma matéria que fui acompanhando, porque considero este assunto como sendo o “nó górdio”, que vai marcar muito da estratégia de desenvolvimento da cidade e seu futuro.

 

Depois da ETRI, nos finais do século XX, que abriu o caminho para gerar uma nova visão, forma de  pensar e projectar o território da antiga CUF – situação que só nos últimos doze anos começou a ganhar forma com a sua abertura ao tecido urbano – agora, neste começo do século XXI, a definição de uma estratégia para o território que vai de Alburrica, Mexilhoeiro e Quinta de Braamcamp, incluindo a estação Fluvial do Barreiro- Mar, o desatar deste nó, os conceitos urbanísticos que sejam definidos, irão marcar a cidade que queremos ser no contexto da área metropolitana de Lisboa.

 

Tenho registado que em torno deste assunto tem vindo a gerar-se um debate centrado num conflito partidário que coloca em confronto as duas forças politicas com mais presença na vida do concelho, aquelas, de facto, em torno das quais ao longo dos anos o eleitorado opta por escolher quem gere os destinos do concelho. Na realidade, a base eleitoral do concelho, de esquerda, divide-se entre o PCP/CDU e PS. São estas as forças políticas que marcam a alternância.

 

Mas, a definição de uma estratégia para este território da Quinta de Braamcamp e envolventes não é uma matéria exclusiva do PCP/CDU e do PS. Esta matéria como se dizia, nos finais do século XX -  «o que é de todos por todos deve ser decidido».

Reduzir esta reflexão estratégica sobre o concelho e a cidade a um conflito PCP/CDU versus PS, retira aos cidadãos espaço de escolha e debate de ideias.

A Quinta Braamcamp foi adquirida pelo município, ela pertence aos munícipes barreirenses, não é uma propriedade do PCP/CDU, força politica que protagonizou a sua compra, nem é propriedade do PS, que gere nos dias de hoje a gestão municipal.

 

Nunca ninguém na campanha eleitoral, nem o PCP/CDU, nem o PS, colocaram aos eleitores o cenário de venda da Quinta de Braamcamp.

Apresentaram-se visões. E diga-se, nunca foi descartado, nem pelo PCP/CDU, nem pelo PS, o cenário de naquele território serem realizados investimentos em parceria com privados.

 

Por isso não vejo qual é o drama de serem projectados investimentos privados, nem nunca senti, por parte do anterior executivo  municipal qualquer problema de “dogmas ideológicos”, como também não o vejo no actual executivo municipal.

Afinal, isto dos “dogmas ideológicos”, por vezes, parece que é uma carapuça que só se pretende aplicar ao PCP/CDU. Sim, é isso, os outros não têm «dogmas ideológicos», esses, o que têm são “verdades ideológicas”. É diferente.

 

Enquanto o debate sobre a Quinta de Braamcamp se mantiver nestes domínios, com artimanhas de estéreis confrontos ideológicos, quem vai perder sempre, são os barreirenses e o Barreiro.

«O que é de todos por todos deve ser decidido». A Quinta de Braamcamp não é para uso de comunistas, de socialistas, de sociais democratas, de bloquistas, de democratas cristãos – que também existem, mesmo sem ter assento na Assembleia Municipal, ou outros sem opções politicas partidárias, mas com opções de cidadania, homens e mulheres que gostam de viver aqui, neste canto à beira tejo plantado.

A Quinta Braamcamp é estruturante para o futuro.

 

No debate que assisti ontem, na reunião da Câmara Municipal do Barreiro, registei como muito positivas duas intervenções – de Bruno Vitorino (PSD) e Rui Lopo (Os Verdes) – estas posições podem ser o ponto de partida para uma ampla reflexão, aberta, sem dogmas, com seriedade para de facto abrir caminhos.

A discussão percebi não está fechada. É um caminho que a partir de agora vai ser percorrido, como disse, e bem, Rui Braga (PS).

 

A discussão só se aprofundará se forem colocados de lado os “esqueletos ideológicos”, porque esses desvirtuam o debate de ideias e colocam apenas o foco num objectivo – debater a Quinta de Braamcamp como uma tema que será decisivo para conquistas eleitorais.

Este é o erro do debate – o foco estar nas eleições.

O foco do debate tem que estar na estratégia, na definição de visão para o território e o seu impacto nas envolventes, como sublinhou Bruno Vitorino.

O foco tem que estar, igualmente, nessa reflexão, colocada por Rui Lopo, que contestou a «VENDA INTEGRAL” – ou seja, deixando em aberto o debate, se será necessário a venda total da Quinta de Braamcamp para atrair investidores, sem dogmas, nem verdades ideológicas.

Deve o município abdicar de ter, no futuro uma decisão sobre aquele território, sem ter que obrigatoriamente negociar com um investidor privado. Vamos criar naquela zona do concelho uma outra Baía do Tejo, só que em vez de ser do estado é de um privado.

São matérias a reflectir. Um debate que deve ser salutar, própria de cidadãos de uma cidade livre e emancipada, que sempre se orgulhou de arregaçar as mangas trabalhar e não aceitar caciquismos, em suma, uma discussão interpartidária de entre políticos que querem o melhor para o futuro do Barreiro.

 

O esforço que foi feito nos últimos anos, desde Pedro Canário, Emídio Xavier e Carlos Humberto, para comprar e colocar aquele território no domínio público, tendo todos eles legado este património aos barreirenses, aproximando a cidade do rio, merece um debate que abra caminhos de futuro, e não ser um instrumento de confronto entre os barreirenses e um conflito de gerações. Tal como disse, Bruno Vitorino – este processo deve unir-nos a todos.

 

Então, que se desenvolva um Plano Urbanístico que envolva a Quinta de Braamcamp e as suas envolventes, que se discuta, que se promova o debate público – este é o legado mais importante da actual geração às futuras gerações.

 

É uma falácia dizer-se que não se pode ficar a discutir mais 15, 20, 25 ou 40 anos, sobre o que se quer para este território, ou até mesmo que, ou aproveitamos esta «janela de oportunidade», ou estamos perdidos.

A verdade, sem dogmas, é que compra da Quinta de Braamcamp não foi há décadas, concretizou-se em 2017 e janelas de oportunidade não faltarão. Uma pérola como esta na AML vale mesmo milhõess.

 

O que me interrogo é o ue faz correr para sua venda, sem que exista uma definição estratégica e a definição do seu papel no fazer cidade? Ou, até mesmo o seu enquadramento no falado “corredor do Tejo e Coina”? 

Por mim, sou defensor que - «o que é de todos por todos deve ser decidido»!

Sem dogmas e sem estigmas!

 

António Sousa Pereira

Ignorar estes mandarins do século XXI é um prazer.

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A estratégia dos “soundbites”

 

Fernando Pessoa, foi o autor da célebre frase publicitária – “Primeiro estranha-se, depois entranha-se”.

Há coisas na vida que, por vezes, trazem à memória esta frase, quando se registam acontecimentos e situações, semelhantes ou verossemelhantes em tempos e contextos diferentes, mas eleitorais ou pré-eleitorais.

E são mais notórios quando nascem apenas por má-fé, desvirtuando o real. O objectivo é claramente estigmatizar ou difamar.

São frases curtas, que se repetem, ditas umas vezes por um, outras vezes por outro, mais tarde um outro. O tema é sempre o mesmo. A ideia é sempre a mesma. Acontece nas redes sociais. Por vezes são perfis falsos. Outras vezes são reais, mas com os amigos e relacionamentos, sempre muito semelhantes com figuras da vida local.

Ou falam de jornais “tendenciosos”. Ou estabelecem conotações ideológicas intencionais a propósito de nada, apenas porque sim, porque, na verdade, é esse o objectivo, fazer passar essa mensagem de ligações e fantasmas. Artimanhas.

Parece que a ideia é motivar que se faça censura, que não se publiquem documentos de tal, ou tal força politica. São assim uma espécie de “trauliteiros ideológicos”.

Deturpam. Mentem. De tão bons e perfeitos que são, afinal, estão carregados de negativismo. Cultivam o ódio. Não olham a meios para atingir fins. Falam em Stalinismo, e, de facto, na prática, assumem comportamentos salazarentos. Querem calar o mensageiro.

Mas, cá por mim, admiro estes “intelectuais arruaceiros”, por uma única razão, em todos os tempos, eles são os mero porta-vozes dos seus donos, e, por essa razão os seus «soundbites» permitem conhecer as tácticas e a estratégias dos seus estados maiores, que, normalmente só olham para o próprio umbigo e desconhecem a força da Liberdade. Podem continuar a rotular a classificar, a instigar o ódio, mas um coisa é certa, para quem  está na rota 66…ignorar estes mandarins do século XXI é um prazer.

Já vivi isto, tantas vezes, em situações diversas, que, na verdade - Primeiro estranha-se, depois entranha-se”.

 

A terra tremeu há 50 anos

 

Faz hoje 50 anos que Portugal foi abalado por um tremor de terra, que atingiu  7,3 na escala de Richter, o qual foi sentido por todo o país. Foi a 28 de Fevereiro de 1969.

Eu nunca esqueci. Nessa altura vivia em Lisboa,  frequentava à noite era aluno da Escola Afonso Domingues, e, por esses dias, uma matéria que se estudava nas aulas de Geografia, entre outras, eram os tremores de terra – as escalas, epicentros, hipocentros, tipologia de ondas sísmicas, etc. Ainda guardo o livro de Geografia e dentro dele recortes dos jornais da época.

Nessa noite, do tremor de terra, vi perfeitamente, uma onda autêntica, a subir e descer ao longo do chão, antes da luz apagar. E escutei os gritos do meu pai que dizia: “Filho, vem para aqui, morremos aqui os dois”. Agarrou-me e ficámos, ele apertando-me nos braços, como se me estivesse a proteger, ali, junto a uma coluna, enquanto sentíamos tudo a abanar e se escutava um urro a ecoar no espaço. Parecia que nunca mais acabava. Passou. E saímos para a rua, onde centenas de pessoas de pijamas, descalços, conversavam aterrorizados. Falava-se em réplicas. Felizmente, por ali, naquela zona da Graça, foi só tremor. Estilhaços de varandas e pouco mais.

Nunca esquecerei este tremor de terra, apesar de, ao longo da vida, ter sentido outros, pelo menos mais três, na minha terra em Vila Real de Santo António.

 

Dez anos após a morte recebiam pensão

 

O meu país é uma delícia. Noticia de hoje, o Tribunal de Contas alertou para o facto de Segurança Social apenas ter conseguido recuperar 16,7% dos 3.7 milhões de euros, de pensões de sobrevivência que, após a morte dos pensionistas, foram pagos durante dez anos.

O Tribunal de Contas sublinhou que a Segurança Social leva muito tempo a suspender as prestações´, por morte.

Mas perder estes milhões é obra!  

Mas, como refere uma amiga, nas redes sociais, não vale a pena ficarmos chateados, porque, afinal, este é um exemplo, real e objectivo, que demonstra...há vida para além da morte!

António Sousa Pereira

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