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Entre Tejo e Sado

Por dentro dos dias e da vida

Por dentro dos dias e da vida

O nosso limite

Procurar ser perfeito é procurar ser feliz. Porque, afinal, procurar ser perfeito é ter consciência da nossa imperfeição, é tentar, apenas tentar, fazer melhor, corrigir os erros. Viver os dias aperfeiçoando a vida. Sabendo que a perfeição é impossível.

Ser feliz é procurar ser o mais perfeito naquilo que fazemos e somos, com todos os condicionalismos e limitações.

Afinal, somos felizes sempre que procuramos ser e fazer o melhor de nós mesmos, realizando as nossas potencialidades. Descobrindo o outro lado de nós mesmos que está sempre por encontrar – o futuro!

 

Ter a consciência dos nossos limites é ter a consciência da nossa dimensão, saber aquilo que somos capazes de alcançar, ou tentamos alcançar, saber olhar as dificuldades, compreende-las, é, sim, é isso que nos torna perfeitos. Fazer o que pudemos. Chegar onde conseguimos. Atingir as metas que estão ao nosso alcance. Lutando. Nunca desistindo. Preenchendo os dias. Vivendo os dias. Sentindo os dias. Isso é ser feliz.

Talvez por isso, apenas por isso, o mais belo na vida é lutarmos e nunca desistirmos do querer ser perfeitos, por dentro da nossa imperfeição.  Aprende-se a ser perfeito com o conhecimento da vida. Errando. Corrigindo.

A perfeição é atingirmos o nosso limite, e, afinal, é no nosso limite que descobrimos o que é ser feliz.

A meta. O objectivo. A realização.  

Há uma grande diferença entre ser feliz, nesse caminhar na procura do querer ser perfeito, que sabemos nunca iremos atingir, apenas tentamos, desejamos, sonhamos. E, o caminhar, aquele caminho, que se considera feliz porque é perfeito de perfeita-perfeição. Os perfeitos, feitos de perfeição-perfeita, esses, não sabem o que é ser feliz, porque nada têm para conquistar e descobrir. Sabem tudo. Possuem tudo.

 

Quando crescemos, quando passamos muitas experiências de vida, descobrimos que a infelicidade não está no querer ser perfeito, no tentarmos de forma permanente, dia após dia, mês após mês, ano após ano, descobrirmos que é nessa perfeição, aquela que nos transporta para dentro e por dentro do que somos, com todos os erros e virtudes, que sentimos o que é ser feliz.

Ser feliz e tentar ser perfeito é sentir a dor dos ossos a rasgar o pensamento. Chorar. Sorrir. Viver. Lutar. Amar. Construir.

Nunca desistam de ser perfeitos, porque é através da busca da perfeição que rasgamos a pele da imperfeição.

É mais fácil ser imperfeito. Porque ser imperfeito é desistir de ser o que temos que ser. É isso que nos torna infelizes.

É por isso, só por isso, que ser feliz é procurar a perfeição, acreditando que sendo, na nossa pequena dimensão, somos a grandeza da nossa vida!

Ano após ano, ano após ano…mesmo sabendo que a perfeição não existe. Mas sonhamos!

 

S.P.

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