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Entre Tejo e Sado

Por dentro dos dias e da vida

Por dentro dos dias e da vida

A história nos julgará!

Há dias que nos dão a plena consciência dos nossos limites. Sentirmos, de facto, como esta nossa presença, aqui, no tempo que vivemos, é um ponto único no qual inscrevemos, ou não, a nossa marca, pelas acções, pelo que somos e fazemos.

Nasce essa certeza de uma partida, de morte vivida, na plenitude do tempo que construímos.

Que fizeste? Que fostes? Que contributo para deixar o mundo um pouco melhor? Que contributo para abrir espaços de reflexão sobre a história? Que marcas?

 

Há homens e mulheres que se inscrevem nas nossas vidas, pelo que nos ensinaram, pelo que rasgaram de caminhos, pela sua inscrição na história do tempo que vivemos. Nas artes. Na literatura. Na música. Na politica. Na acção social. Na afirmação do humanismo.  São referências.

Houve uma frase que se inscreveu na minha vida e que, muitas vezes, me acompanha, ela fechava um discurso de Fidel Castro – “Condenem-me. A história me absolverá!”

Gravei. Escrevi. E, hoje, sinto essa frase ecoar na minha mente, vinda dos tempos do PREC e, pela experiência vivida, registo, afinal, é isso que acontece na vida de cada um de nós – a história nos julgará!

 

Nós, cada um de nós, ajuda a escrever a história e a sua estória, agindo, afirmando, contribuindo, com gestos, abraços, palavras,  acções, para dar aos dias um colorido que toque os nossos sonhos. Os sonhos que, afinal, têm como questão central o desejo de humanizar a humanidade. Sermos mais humanos.

Erramos. Avançamos. E, temos uma certeza, que está inscrita na história, o mundo muda, com avanços e recuos ele move-se e transforma-se.

 

Esta loucura que marca os nossos dias, de milhões de seres humanos em fuga, esta guerra silenciosa dos milhões de euros, dólares, o financeiro, que determina os rumos trágicos de fome e pobreza.

Os erros históricos de ilusões que mataram sonhos.

Um planeta que sucumbe, submergindo na ignorância fumegante de delírios, delapidando os seus recursos naturais.

Recuamos no tempo aos sonhos de Maio de 68, ou, até às barricadas de Paris, percorremos os tempos de imagens inscritas – fotografias que emergindo na memória – Vietname, Chile, Checoslóváquia, Praça Tiananmen ou África do Sul. Memórias. Sonhos. Liberdade.

 

E, tudo isso, torna real, projectos assumidos por homens que galvanizaram o seu país, para construir um mundo melhor. Lutando. Chorando.

Tudo isto me ocorre, neste dia, com o pensamento debruçado sobre um vulto da história e da memória. E sinto o tempo que vivi com uma profunda tristeza e ansiedade.

A história move-se. Há homens que ficam, inscritos nesta história e neste tempo que vivi, nomes que tocaram, em determinados momentos a minha abertura de olhar para além do buraco da minha rua, ou da terra onde vivo, do meu país e fizeram-me pensar humanidade.

Recordo alguns John Kennedy, Mandela, Paulo VI, Salvador Allende, Olof Palme, alguns nomes que me ocorrem, esses, que um dia senti partir e registei com uma lágrima de dor e tristeza, a mesma lágrima que, hoje, sinto ao sentir a partida de Fidel Castro.

Foram homens que me fizeram sentir e pensar humanidade e os desejos de um mundo melhor. Homens deste tempo que vivi. Homens cujas palavras li, com os quais dialoguei, em silêncio, por dentro dos meus neurónios.

E, hoje, afinal, apenas, me ocorre esse pensamento, que me desperta para um olhar sobre o mundo, sobre a vida, neste tempo marcado de tantas incertezas, de facto, para cada um de nós, só ficará uma certeza – a história nos julgará!

Adios Comandante!

 

S.P.

 

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