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Entre Tejo e Sado

Por dentro dos dias e da vida

Por dentro dos dias e da vida

Ao amor

Não me deixes a pensar,

ai, pensar custa tanto,

quando dentro do olhar,

sinto dor e sinto pranto.

 

Sinto dor e sinto pranto,

tanta mágoa e sofrimento,

ao escutar esse teu canto,

sinto, gela o pensamento.

 

Sinto, gela o pensamento,

um brilho puro e sagrado,

feito  luar, sol e vento,

o pulsar amor, amado!

 

O pulsar amor, amado,

amor em ti, é primeiro,

só amor que é sonhado,

 é sim, amor verdadeiro!

 

S.P.

 

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Ver o sol Chegar!

Em todos os tempos, nas ruas das cidades, existirão meninos nascidos à beira do mar, nos lagos, nos rios, aqueles ditos, afinal, “filhos de homens que nunca foram meninos”.

Em todos os tempos existirão, esses meninos nos Bairros, aqueles bairros, onde afinal, o sol vai nascendo e os meninos acordam para ver o sol chegar, entre a mansidão dos braços de uma avó cansada, de dores de trabalho e amor, para lhes dar pão e dar o sonho de sentir o mar.

Em todos os tempos, noutros e nestes tempos, continuaremos a escutar as notas de uma canção de embalar, fechando os olhos, completamente nus, de lágrimas e dor, assim, como quem sente a impotência da fome, da guerra, em cada dia que vai nascendo e o menino olha o sol, e, sorrindo, vê o sol chegar.

 

Quantas lágrimas chorei ao escutar, na noite, na solidão do meu quarto, em surdina, o Zeca, naquele single, que guardo como relíquia. Mergulhava nos sons, na tristeza do silêncio e no sonho de uma liberdade de portas abertas ao futuro.

Talvez, porque eu próprio, me via a correr, ali, nas ruas, empedradas, como menino de um bairro, sim, porque a minha rua era um bairro, de gente do mar, da faina, da fábrica, das pescas, da sardinha do atum, de um tempo feito de noites sem dia e dias que anoiteciam, em silêncio de palavras caladas.

Via-me ali, naqueles sons do Zeca, a correr, a saltar, no Largo da Bica, na terra onde nasci, junto ao mar, ali, todos nós crianças, feitos de uma ternura que nos tocava por dentro, porque a amizade se inscrevia nos nossos olhos e corações.

Uma rua feita uma grande família-bairro, portas abertas – sofríamos, chorávamos, brincávamos, unidos na plenitude que eramos um bairro azul, nos jogos de bola e nas dores e alegrias que vivíamos em comunidade.

 

E, nesse tempo, antes de Abril acontecer, eu escutava os sons e as vozes dos meninos a correr, e, por dentro, nesse lugar onde todos nós somos, as lágrimas mergulhavam nos olhos – a sorrir.

 

Foi, um pouco tudo isto, que, ontem à noite, me ocorreu ao pensamento, quando escutava o Fanhais, no Ginásio da Baixa da Banheira, agora, mais de 40 anos após aquele dia de paixão, de Abril, um dia de sonho, aqui e agora, de novo há crianças que chegam, pela manhã à escola sem pão e sem sorriso, há crianças que morrem na raiva do Mediterrâneo – morrem a ver o mar – e, no meu país, nesta europa que eu amo, neste mundo, de tanta beleza, afinal, continuam crianças – meninos sem condição – sem saber cantar, sem vida, sem pão.

 

E, escutando a canção, a voz num eco da memória, penso, um dia, sim, qualquer dia, qualquer dia…talvez, seja possível ver o sol chegar, para isto, basta continuar a sonhar e lutar.

É preciso que haja alguém que continue a cantar esta canção, que nos dê força, energia, e, tocando nos nervos do coração, nos diga – “olha o sol que vai nascendo, anda ver o mar, os meninos vão correndo, ver o sol chegar…ver o sol chegar, ver o sol chegar!”

 

S.P.

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Onde floresce um cravo a cantar

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Vejo aqueles olhos de luar, brilhantes, rasgando o silêncio da manhã. Escutava aquele grito de dentro das dores do corpo cansado de resistir, lutar, acreditar, sonhar – ““Estou cansada. Já não aguento mais”.

Toquei suavemente nos teus dedos, com ternura, docemente, numa melodia que vibrava, ali, como cântico de uma criança que se afaga nos braços. Esticava os nervos. Prendia os olhos. – “Estás muito bonita”. E estavas, com aquele grande sorriso em flor.

“O Bob Dylan já aceitou o Nobel?”, interrogavas. Disse-te que não. A vida lá fora a pulsar e tu agarravas os acontecimentos, a actualidade, como quem quer prender o mundo e voar nas canções.

“Que dizes da sacanice que queriam fazer ao Guterres? É uma honra o cargo que ele assumiu”, comentavas. Ali, nas curvas do tempo, não desistias de ter opinião, de interpretar, ver o mundo por dentro do mundo.

Dobravas o corpo. Remexias. “Dói-me o corpo. Quero ir para casa”. Senti a impotência. A raiva.

“Qual foi o resultado do Porto?”, continuavas. Brincámos. Sempre cruzamos piropos. Um leão não verga a um dragão.    

Tocando teus dedos. Ficámos em silêncio. Percorri as tuas mãos. Lentamente, como quem toca e escuta os sons de um piano. Ficámos ali de mãos dadas. Até a dor rasgar os nervos.  “Tens umas mãos lindas. Tens uns dedos lindos”, comentei.

Dedos longos, por onde as palavras nasciam em flor, e as ideias cresciam em catadupa. Irreverente. Única. Com conceitos forjados nas memórias, nas raízes ferroviárias, com os olhos no Tejo e a paz no centro do coração.

Afaguei os nervos. Emocionado. “Olha, desculpa qualquer coisinha!”, disse-te. Sorriste, num sorriso aberto.

“As tuas mãos, são as mãos de Deus, de Antero Quental”, foi o teu comentário.

Gosto de Antero Quental, tu sabias. Olhei teus olhos lindos e pensei na palavra – “Esperança”. Há sempre uma esperança.  

Uma lágrima encostou-se nos nervos, mas eu não a deixei cair. Sorri.

 

“Sabes, a vida é para lutar, mas cada vez mais, considero que devemos viver fazendo o que gostamos e amamos. Viver todo o tempo com a alegria de sermos. É este o tempo que temos para viver”, disse-lhe.
“Tens razão”, foi o teu comentário.   
Guardo, aqui, no baú, este lugar onde só entra quem nós queremos, essa manhã de Outubro, coberta de azul. Um azul matinal, de um pássaro que “voa na madrugada”.   

Este mesmo Outubro, que nos levou, um dia, a dizer um poema, na despedida da Maria Rosa. Lembras-te?!

Dá-lhe um beijo, assim, como quem escreve nos lábios um poema, agora que vão abraçar-se nas águas, fonte da vida.

 

Afinal, se a vida é para ser vivida, se os dias são para ser cantados, se existimos para viver, se este tempo que navegamos é uma onda azul que rasga a areia vincada dos nossos passos, nós, todos nós, é vivendo que partimos.

Somos acção. Somos palavras. Somos ternura. Somos raiva.  Tu foste tudo isso e muito mais. Foste paixão pela vida. Foste amor. Foste dor. A emoção rasgava o teu coração, sempre apaixonado por Abril.

Viver com paixão vale mais muito mais que viver com razão. Por vezes dói, dói mesmo…dói resistir, dói a resiliência, dói, dói ainda mais, muito mais, quando tudo isso é a energia que simboliza o amor à vida.

A vida só faz sentido, afinal, vivida com paixão, essa paixão que inscreves-te no teu amor ao Barreiro, a Portugal e ao mundo - à vida!

 

Abro o facebook, arrepiei-me. Ele veio dizer-me que, hoje, no dia de hoje, nos tornámos amigos – fui o mano que não tiveste, como dizias. Fiquei a olhar o teu rosto. Aquela fotografia registada na Escola Superior de Tecnologia do Barreiro, que adoptaste no face. O  teu Instituto. A tua casa.

Agora, nesta madrugada, enquanto escuto o silêncio de Beethoven, penso no tempo que cruzámos, nos dias e na vida.

Escrevo para te dizer, que meus olhos, estão tristes, por fora e por dentro.

Por fora, eles, navegam no infinito da noite estrelada para te ver brilhar, junto à luz do luar.

Por dentro, estão humedecidos, e, digo-te - também não aguento mais -  não quero, nem consigo travar esta lágrima, apenas uma lágrima, reluzente, que cai, como semente, onde floresce um cravo a cantar – “Grândola, Vila Morena”!

Até sempre, mana!

 

S.P.

Na Mão de Deus

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Na mão de Deus, na sua mão direita, 

Descansou afinal meu coração. 

Do palácio encantado da Ilusão 
Desci a passo e passo a escada estreita. 

Como as flores mortais, com que se enfeita 
A ignorância infantil, despojo vão, 
Depus do Ideal e da Paixão 
A forma transitória e imperfeita. 

Como criança, em lôbrega jornada, 
Que a mãe leva no colo agasalhada 
E atravessa, sorrindo vagamente, 

Selvas, mares, areias do deserto... 
Dorme o teu sono, coração liberto, 
Dorme na mão de Deus eternamente! 

Antero de Quental, in "Sonetos" 

 

Porque, de mãos dadas, percorrendo suavemente os teus dedos. Comentei: “Tens umas mãos lindas. Tens uns dedos lindos”. Ali. Sorriste.

Olhando os meus olhos, comentaste : “As tuas mãos, são as mãos de Deus, de Antero Quental”. Senti a despedida, naquele teu olhar aberto ao futuro.

Um beijo!

 

S.P.

Inspirado na memória aberta

A vida é feita de dias que vamos percorrendo. Há dias que passam e, nós, nem sentimos que eles existiram, são dias, apenas dias.

Depois, há aqueles dias que gravamos na memória, uns por bem, outros por mal, outros apenas porque ficam, ali, registados, cravados nos nervos. O tempo vivido é essa memória. E, afinal, essa memória, somos nós com todos os instantes, esses, que forjaram a nossa personalidade. O tempo pesa. O tempo dói. O tempo abre as portas à liberdade. Somos mais livres, quanto mais somos capazes de viver para além de todo o tempo acumulado nessa «colmeia» - dos sentidos, das lágrimas ou das alegrias.

 

Escrevo estas breves palavras, apenas, sim apenas, para sublinhar que vou guardar o dia de hoje na minha memória. Foi um dia de catarse. Foi um dia de reencontro com a memória. Mergulhar no tempo, ajuda, a perceber o vivido. Analisar. Aprender. Reflectir. Ponto final. Entrar na «colmeia» dos nervos deixa-nos mais doces, porque absorvemos a doçura do mel da vida.

Pensar o vivido ajuda a «inspirar» o que queremos viver. Abrir as portas da memória ajuda a «inspirar» a «memória do futuro».

 

Hoje, parei para pensar e sentir. Parei para tocar os nervos dos sonhos. Flui em palavras sentidas. Psicanaliticamente, assim, como quem destrói as amarras do passado. No final sorri, sorri, sorri.

É por isso, talvez, só por isso, que vou guardar este dia, principalmente, quando aquele jovem adolescente me perguntou a minha idade e respondi - 18 anos. Os outros ao lado sorriram e disseram – “É isso mesmo que parece!”.

Ou, silenciosamente, escutar as palavras da minha filha, sorrindo, a comentar – “Não precisavas de ter dito coisas que disseste”. Respondi-lhe – “Falei com o coração”. Pois.

 

Por tudo isto, vou guardar este dia, numa gaveta dos meus neurónios, ali, num recanto, onde só eu posso chegar, quando adormeço ou quando olho o mar, o sol, as gaivotas, o luar e parto pelo céu azul, voando, tranquilamente, com os meus pensamentos.

Guardo este dia, para não esquecer. Há dias que nós não queremos esquecer. Principalmente, aqueles dias, que sentimos as lágrimas a molhar as pétalas do nosso olhar, não de tristeza, mas de uma felicidade única, feita de audácia e amor à vida.

 

Ah, é verdade, agora, de novo, sempre de novo, inspirado na memória aberta – vou recomeçar o futuro!

 

S.P.

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Sim, meu amor!

Quando penso,  sinto, olho, a noite estrelada, viajo por dentro das sílabas, cruzo o espaço em linhas de vertigem, ilumino o meu cérebro de cores azuis, assim, como quem imagina um quadro de Van Gogh, em movimentos de luz.

As estrelas são girassóis, onde se inscreve um aroma que sopra da montanha, voando no erotismo que se sente num olhar fixo, esse, com raízes da paixão a dilatar as pupilas verdejantes, azuis, onde a noite amadurece mergulhando em estrelas cintilantes. Um beijo.

Os lírios são esse sorriso, rasgando as rotinas, brilhando nessa brancura dos teus lábios, onde o néctar da vida, suavemente, floresce nos teus dentes de luar, assim, como quem voa, voa, voa e, pela primeira vez, num impulso, único, encontra uma casa amarela, rodeada de um campo de trigo e amendoeiras em flor – a natureza a nascer no voo de um pássaro vermelho.

Quando penso, sim, quando penso, os sons são notas musicais, as ideias deitam-se nos meus nervos, e, tu, afagando os meus braços, fazes florir a Primavera, no meu corpo, no teu corpo, aí, onde sentimos o fascínio, o silêncio profundo, de um grito – sim, meu amor!   

 

S.P.

 

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O poema

A cidade vestiu-se de cetim, cores garridas, tecido de luxo, como quem se prepara para uma noite de gala. Era dia de festa. Solene.

Ela pintou os olhos, ternamente, em traços esfumados. O batom vermelho nos lábios, tornavam reluzente a sua pele morena.

Flores nas margens dos caminhos, anunciavam a Primavera. Talvez Abril. Uma garça branca cruzou o céu azul. Escutavam-se os sons dos pássaros no arvoredo.

 

O poeta sentou-se num banco do jardim. Olhou o sol. Sorriu. A aprendizagem do tempo era real, discretamente, colocou rugas nas palavras.

A ingenuidade dos sonhos, perdidos em beijos ao luar, foi superada pelos cabelos brancos.

A ternura dos sentidos tornaram os poemas em flocos de paixão – símbolos de derrotas e vitórias.

Afinal, era dia de festa, solene - a poesia estava na rua, cantada em cânticos de gaivotas.

 

Ela abriu os lábios vermelhos num sorriso único, como único é o sorriso que nasce de dentro de cada coração. O sorriso, como a memória, é expressão da nossa identidade, torna-nos únicos. Quantas vezes uma paixão começa num sorriso, rasgado, que brota em lábios vermelhos.

O sorriso une o nosso interior com o nosso exterior, pelo sorriso transportamos de dentro das veias, o poema, que inscrevemos no nosso rosto.

 

Ah, é verdade. Era dia de festa, no mundo real, esse, humano, que se espelha na poesia, na arte, na vida, sempre  que sentimos emoções – da inveja ao amor, do ódio à gula, da ternura ao protesto.

Sim, era dia de festa, vestido de todas as cores do arco iris, do azul ao violeta, do amarelo ao vermelho. Até o laranja foi autorizado.

Ela vestiu-se de azul, da cor dos seus olhos, com os cabelos dourados a ondear o sol. Sorriu.

Era dia de festa. O dia em que o poema floriu amor, o amor soltou-se ao vento, provando que basta um poema, um simples poema, para que a criatividade se  transforme numa «bomba de neutrões», que explode por dentro dos nervos e faz sentir, aqui, em ti, nesses lábios vermelhos, que mais que matar é preciso – sorrir, sorrir, sorrir…e amar!

 

S.P.

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A criança e a vida

Há uma criança escondida, lá no fundo, bem no fundo do rio, essas águas eternas, onde, um dia tocámos os nervos. Somos nós, essa criança e a vida. Somos nós essa criança na vida. Somos nós essa criança a vida. A vida é sempre criança, em cada começo, em cada abrir os braços, em cada fogueira, feita de luz e som.

Descobrir, sim descobrir, em cada nascer do sol, em cada noite brilhante de luz branca, a rasgar as águas do oceano, é, podem crer, a mais bela emoção, uma flor a abrir as pétalas, que rasga os lábios vermelhos, onde nos encontramos, nas águas que fluem num sorriso.

Há uma criança escondida, na transparência, intransparente do mar, onde cumprimos todas as viagens – do ontem para o hoje, do hoje para amanhã – esse percurso sublime que faz sentir, pensar, a pureza infantil, da criança escondida no sótão das nossas certezas.

Há uma criança escondida no sorriso de uma gaivota.

Há uma criança escondida no chilrear dos pássaros.

Há uma criança que chora, nas lágrimas, cativantes, numa gota de silêncio.

Há uma criança que sorri, nos afectos, suculentos, numa nota musical.

Há uma criança – tu – minha irmã, que escreves poemas com poejos, contas histórias com os cravos a florescer na primavera. Essa criança feita vida que cativou meu coração adolescente.

Mergulho nas águas do Tejo, o rio feito de gotas de paixão. Onde tu estás, sorrindo.

 Toco as águas do Guadiana, o rio feito de platina brilhante, nervos erguidos na memória de criança.

Por fim, sento-me, a olhar a planície mergulhando no azul do Sado. Escuto um cântico alentejano, um torrão de luz, que se diz esperança.

Levanto-me, pego numa rosa vermelha, entre os dedos cravados de saudade, coloco no teu seio fraterno, um poema – o teu poema – onde sempre senti aquela textura sólida e colorida, que toca o coração, faz retomar o caminho de criança, descobrir o sol, a vida, esse lugar, onde, podem crer, só faz sentido quando – liberdade rima com dignidade.

Escrevo para ti, minha irmã, poeta de poejos, que sempre tocaste com o teu sorriso as águas límpidas do amor, esse lugar onde nasce, sempre, sempre, a criança e a vida.

 

S.P.

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Autencidade

Não vale a pena querer ser aquilo que não somos, mas vale a pena ser aquilo que construímos com as nossas fragilidades. Isso, também exige perseverança, firmeza e acima de tudo autencidade – é, afinal, aí que somos.

 

S.P.

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Suavemente

O tempo de reflexão, nunca é um tempo perdido, é um momento para descansar os pensamentos, sentir os nervos tocar as ideias. É um passeio na praia, junto às ondas, para recuperar do cansaço dos dias.

Só não se cansa quem não sente ferver, nos dedos, a efervescência dos dias. Hoje sinto o cansaço nos olhos e quando isso acontece, paro, mergulho nas ondas dos pensamentos. Sorrindo com os pensamentos. Vou mergulhando no silêncio. Sorrindo, sempre sorrindo. Suavemente. Suavemente. Suavemente.

 

S.P.

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