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Entre Tejo e Sado

Por dentro dos dias e da vida

Por dentro dos dias e da vida

O pulsar da cidade

Quando percorro as ruas de uma cidade, quer do lugar onde vivo, quer quando retorno a um lugar, costumo observar e registar as mudanças.

Há sempre algo de novo. Um banco num jardim. Uma nova loja que abriu. Outra loja que encerrou. Um novo prédio construído. Um prédio que estava abandonado e agora está mais, muito mais, degradado. Um buraco no passeio. Uma nova via. Uma escola que foi pintada, com desenhos feitos pelos pais, e está mais bonita. Um prédio com cores renovadas que dá um colorido que alegra a rua.

 

Nenhuma cidade pára no tempo. A vida é uma mudança permanente.

Se há uma forma de sentir o tempo, as mudanças e as transformações ao longo das nossas vidas – basta olhar o espaço urbano da cidade onde vivemos.

A cidade agita-se. Transforma-se com mais velocidade que o pensamento que, por vezes, temos sobre a cidade.

Por vezes, o nosso pensamento fixa-se numa ideia de cidade ou até num ideal de cidade, cristaliza nesse sentir e pensar, e vivemos nesse imaginário.

Só que, na verdade, a cidade move-se. A cidade muda. A vida tem um ritmo próprio que vai para além, muito para além, da forma como sentimos ou pensamos, que pensamos, a cidade.

Façam a experiência. Dispam-se de preconceitos. Vão pela rua fora. Olhem ao vosso redor. Basta pensar e sentir. Imaginem o que era há um ano, há dois, anos, há três anos, pronto no limite, há dez anos.

Vejam o que mudou. O café que abriu. A loja que fechou. O novo recanto.

 

É que para pensar e sentir a cidade, é preciso pensar e sentir a vida. Se ficarmos com a cidade metida num «modelo de pensar» ou num «modelo de imaginar», nós não sentimos a cidade, não vivemos a cidade – vivemos pensamentos e os pensamentos não são a cidade.

Ah, é verdade, os pensamentos podem ser um espelho da cidade, se os pensamentos evoluírem e acompanharem as mudanças da cidade, na cidade.

Quando sentimos e pensamos a «cidade ideológica» não sentimos, nem pensamos a «cidade ecológica».

A «cidade ideológica» serve para combate politico.

A «cidade ecológica» serve para viver.

 

É por isso, quando caminho pelas ruas da cidade, gosto, todos os dias de sentir as mudanças, as transformações - sentir o pulsar da cidade.

Quando sentimos o pulsar da cidade, de certeza somos capazes de sentir que um passadiço, um simples passadiço, pode levar-nos a algum lado, mais não seja a sentirmos que algo mudou na paisagem. Podemos gostar ou não gostar.

Mas que a paisagem mudou e vai para algum lado…basta olhar, caminhar e descobrir!

É por isso que gosto de sentir a cidade pulsar, respirar, crescer, mudar e não acredito que uma cidade pare no tempo…se o tempo não para como pode parar uma cidade no tempo.

Sinto isso todos os dias… no colorido da Primavera, no verde do Verão, no amarelo do Outono ou no azul do Inverno!

 

S.P.

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