Mudar os hábitos
Todos nós temos defeitos. E, até, temos consciência plena das situações que vivemos e nos incomodam. Apostamos em mudar, mas, depois, há sempre um depois, repetimos, voltamos a repetir.
O hábito, a força do hábito. Quantas vezes o hábito nos condiciona. Um dia, outro dia, há lugares e contextos que se inscrevem nas nossas vivências.
Fumar. Beber um café. Ler um jornal. Dar uma volta pelo facebook. Escutar um pouco de música. Dar uma volta por aquele sitio que nos agrada. Lavar os olhos no rio ou no luar. Ter um momento de pausa para conversar. Ou aquele recolhimento para meditar e escrever.
Há hábitos saudáveis, aqueles que nos dão energias positivas, que nos movem e levam-nos a viajar por dentro do tempo e da vida.
Há hábitos que nos incomodam, porque retiram energia, porque, afinal, são hábitos que nos condicionam e limitam.
Os hábitos, por vezes, são naturais, fluem com a cadência e o ritmo dos nossos dias.
Outros hábitos, incomodam, porque são um ruído.
Quantas vezes, para nós mesmos, dizemos : Vou deixar de fazer isto ou aquilo, e, depois, o tempo passa – paramos por uns dias e regressamos.
Os hábitos são mesmo uma característica que nos marca. Inscrevem-se na pele dos nossos dias.
Mudar os hábitos, ou manter os hábitos, afinal, é uma decisão que contribui para sentirmos, ou não, o tempo que vivemos.
Decidir mudar um hábito, que nos incomoda, é por ponto final, naquilo que não queremos e, que, indelicadamente, ocupa o nosso tempo, e faz do tempo um tempo não vivido.
Manter um hábito, que nos faz feliz, é dar continuidade ao que nos agrada, preenche o tempo que vivemos, ajuda-nos a sentir e viver a vida.
O pior hábito será, afinal, manter o hábito de querer mudar os hábitos, que nos incomodam e retiram a criatividade. E repetir, repetir.
Se vivermos a nossa vida, apenas, no viver os hábitos, pelos hábitos, então, a nossa vida, torna-se, de certeza, uma rotina.
A rotina dói, e, acreditem, é pela rotina que nos afastamos do sabor da vida. A vida tem sabor, é preciso saber saborear.
O maior drama que enferruja os dias é, de certeza, habituarmo-nos a viver com os hábitos que não abrem caminho ao sorriso!
Mudar esses hábitos é mudar a vida!
Mudar esses hábitos é viajar na busca do desconhecido – é viver!
S.P.

