Inesperadamente
A vida é feita de vitórias e derrotas. Também há quem fale em vitórias morais. E, até, quem considere que certas derrotas sabem a vitórias.
A grande vitória é termos orgulho no que fazemos, e viver fazendo.
Sempre que tomei essa opção, decidindo fazer o que tinha a fazer e considerava que devia fazer, senti, que dei passos em frente na descoberta da vida e na conquista de objectivos. Superei as circunstâncias.
Os resultados, foram as obras, a realização de ideias, um sentimento de realização e dever cumprido. Essas foram as vitórias.
Sempre que adiei, deixei para trás, hesitei, marquei passo, as coisas tornaram-se mais difíceis e inalcançáveis.
Os resultados, digo-vos, foram úteis, pelas experiências acumuladas, memórias registadas e conhecimento da condição humana. Essas foram as derrotas a saber a vitórias.
Por tudo isso, acho que a vida é apenas a vida.
O importante é mesmo viver. Saber ganhar. Saber perder.
No final, a vida acaba por ser mesmo um espectáculo que, de facto, ninguém sabe o que vai ser, porque, entre o que pensamos e fazemos, entre o que desejamos e alcançamos, entre um dia e outro dia, de repente, tudo pode mudar. Inesperadamente.
É por isso, que, de há muito, descobri que a beleza da vida está no acordar, erguer os olhos e viver – fazendo!
S.P.

