Amanhã – a vida recomeça!
Olhei o sol a descer no horizonte, na viagem de regresso ao quotidiano. Ali, a descer entre árvores e flores, reluzente, num misto de cores filtradas numa névoa sebastiânica.
O fim de um dia que anunciava o fim de um tempo de pausa. Noutras paisagens. Noutras paragens.
Os sons das gaivotas ainda mergulham por dentro dos meus nervos.
Amanhã, a vida recomeça. Afinal, a vida só faz sentido quando a sentimos recomeçar todos os dias.
Cá estou, no meu lugar, nesta cidade onde sinto o pulsar dos dias, em todos os seus ritmos do presente e das memórias.
Já sentia saudades do meu cantinho, aqui, onde sinto as palavras e construo os meus pensamentos encostados à ternura de sons musicais.
Encosto-me para trás e fumo. Silenciosamente. Penso. Sorrio.
Ah, é verdade, amanhã quero ir ver o Tejo. Tenho saudades do Tejo.
É verdade, é nas saudades que nós sentimos a energia libertadora do nosso coração – no amor, na amizade, na vida, no futuro feito presente.
Amanhã, sempre amanhã, neste hoje que também foi amanhã – a vida recomeça!
S.P.

