O mar
Estava sentado, ali, olhando o Tejo. De súbito, mergulhei no tempo e ocorreu-me que na minha vida, sempre, senti a presença e a beleza das margens de um rio no meu olhar.
Na minha infância está o Guadiana.
Na minha maturidade está o Tejo.
Pelos rios descobri a minha paixão pelo mar, porque, afinal, é no mar que está tudo o que nós sentimos – a ternura, a violência, a beleza, a tristeza, a incerteza, a certeza, a morte, a vida.
Talvez por isso, diz-se, que “no princípio era o mar”.
E, certamente, no fim, já se diz - o mar irá voltar!
S.P.

