A medalha
E, quando de repente, de forma inesperada, sem qualquer pergunta, alguém nos encontra na rua, e diz: “Eu não fiz com qualquer intenção. Pediram-me para dar uma informação. Eu dei. Não sabia, que era para não te darem a medalha”.
Olhamos. Sorrimos. Respondemos: “Nunca mais pensei nesse assunto. Esqueci”.
Um abraço. Um sorriso: “Somos amigos”.
Continuamos o caminho e apenas pensamos: “Cá se fazem, cá se sabem”.
Afinal, eu tinha razão. O tempo provou que tinha razão. Sorri.
Ah, é verdade – pensei – ainda diziam, os ditos, na sua pureza e intelectualidade, que todo o comportamento era fruto do “complexo da perseguição”.
Dou uma gargalhada. Querem lá ver que, afinal, esta era a verdadeira medalha que me estava destinada – a verdade!
Razão tinha a minha avó: a verdade é como azeite, vem sempre ao de cima.
Voltei a sorrir e, ali, naquele instante, senti a felicidade bater à porta do meu coração!
S.P.

