As vírgulas
Toda a minha vida tenho mantido uma luta com as vírgulas. Por um lado, porque gosto de vírgulas, porque as utilizo para marcar o ritmo da leitura, porque as sinto, muitas vezes, como uma espécie de reticências, sem reticências. Uma vírgula dá-me espaço para pensar.
Uma vírgula pode mudar o sentido, mas, uma vírgula também pode dar sentido.
Por uma vírgula me perco, por uma vírgula posso vencer.
Porque, afinal, nunca na vida, uma vírgula, me impediu de dizer o que penso e sinto!
Penso, mesmo, que vale mais uma vírgula a mais, ou a menos, num texto, que um texto sem vírgulas e só com pontos finais…e reticências.
Como não sou bom em português, nem pretendo ser especialista na língua, enfim, opto por escrever em «virgulês»!
Ninguém é obrigado a ler. Quanto às vírgulas…sinta quem lê!
Oi, lá plagiei. E esta, hem! Outra vez!
Pronto : ponto e vírgula!
S.P.

