O tempo que somos
Nestes dias de calor, apenas, apetece correr pelas margens do Atlântico, sentir a vida por dentro dos nervos, como quem procura no som das ondas e nas asas de uma gaivota, descobrir que “a vida é bela”.
Ou, então, ao fim do dia, estar sentado na planície alentejana, vendo o sol descer no horizonte e escutar os cânticos que rasgam a paisagem, vindos ecoando na distância, assim, numa melodia suave: “Não quero que vaz à monda”.
Sentir que, afinal, só sentindo o tempo, o vento, o sol e o mar, a vida…damos dimensão ao tempo que somos!
S.P.

