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Entre Tejo e Sado

Por dentro dos dias e da vida

Por dentro dos dias e da vida

A liberdade foi sempre o teu tempo.

Vivemos. Lutamos. Acreditamos. Somos. Numa curva, de repente, a vida transforma-se. Olhamos em frente. Sorrimos. Tentamos.

“Eh pá, não desistas!”, dizem os amigos.

A dor é mais forte que todos os estímulos que os nervos podem suportar. Saímos pelas ruas em Maio.

Talvez, porque Maio foi sempre o tempo em que a filosofia se transforma em energia de vida, porque é, isso, mesmo isso – “a filosofia é uma actividade criadora da natureza humana”.

 

Olhamos o Tejo, e, nesse olhar, sentimos as lágrimas como ondas a navegar por dentro, do que fomos e somos, essa mágoa que emerge de um tempo, desfeito de sonhos, onde a ausência é mais forte que toda a ternura que sentes nos dedos da tua musa. Essa musa que te aperta os dedos e toca os nervos e as dores quotidianas.

 

O Tejo, aquele rio que brota na nossa alma, ali, onde uma gaivota nos leva, sorrindo e chorando, pelas ondas do Atlântico, até ao banco do jardim, onde a palavra “esperança”, contínua inscrita e recorda Antero Quental, aquele que escreveu e viveu Liberdade.

Aquele que, como tu um dia afirmaste – “viveu um tempo em que Portugal vivia – “num estado de cinismo”, era um país a “perder-se no deserto”, onde se fazia a “escola do elogio mútuo”.  Pensavas o passado e o presente que somos. Ironicamente.

Aquele que, como tu, era “um apaixonado pelo socialismo”, que tu afirmaste vivia – “ num país sem classe operária, a qual, só nasceria com Alfredo da Silva”.

Foste livre. Viveste a Liberdade. A liberdade foi sempre o teu tempo.

Até sempre!

 

S.P.

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