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Entre Tejo e Sado

Por dentro dos dias e da vida

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Um modelo de cidade. Um modelo de concelho-cidade (I) . Barreiro uma comunidade policêntrica

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No «Forum Participativo» que encerrou o «Congresso Barreiro 2030», depois de ter participado em algumas das Oficinas, considerei que deveria expressar algumas das minhas opiniões, sobre a visão estratégica para o concelho do Barreiro.

A primeira matéria que considero central na definição de uma estratégia para o concelho do Barreiro passa pela necessidade de se pensar duas coisas – “um modelo de cidade” e “um modelo de concelho-cidade”.
Ou seja, pensar uma «centralidade» e pensar como criar outras «centralidades» no território.
Se não querem pensar com base no conceito expresso no actual PDM, então pensem a partir do conceito – “um modelo de concelho policêntrico».
O importante é que o concelho seja pensado como um todo e parte integrante da «massa critica» da ideia de «cidade» - de Coina à Ilha do Rato.

O principal problema de hoje do concelho-cidade é a criação de condições para atrair empregabilidade, gerar empregabilidades.
Neste contexto considero existirem dois eixos centrais de desenvolvimento do concelho do Barreiro.

O eixo Coina/Palhais ( onde incluo a Quinta das Rebelas), que deve ser enquadrador e atractivo para a «massa critica» do concelho de Sesimbra.
Uma zona do concelho que está a 30 minutos de Lisboa, por via ferroviária.
Uma zona que considero deve ter como linha estratégica uma visão para o território direcionada para a expansão urbana e criação de zonas empresariais.
Uma zona que tem no seu centro o nosso futuro «Central Park» e zona de lazer – Mata da Machada e Sapal do Rio Coina - o nosso Jardim Ecológico.
Em tempos os homens criaram jardins nas cidades, porque se afastaram da natureza e pretendiam trazer a natureza para a cidade.
Nós, neste concelho-cidade, vamos ter o privilégio de no futuro construirmos um concelho «policêntrico» que já tem a natureza no seu coração.

O segundo eixo para pensar o território será de Santo André ao Lavradio, que fica a 15 minutos de Lisboa por transporte fluvial.
O eixo que é nuclear para ligar o concelho-cidade a Lisboa Moita e Seixal.
Nesta área a estratégia central deve centrar-se na requalificação urbana, na regeneração dos espaços públicos e na recuperação do edificado consolidado.
Uma zona com potencialidades para colocar as artes, a cultura e o desporto como polos dinamizadores de empregabilidade e de vivências comunitárias.
E, considero que é preciso pensar tudo isto, independentemente, dos sonhos que possam ser pensados para o territórios da ex-CUF.
O território da ex-CUF ou se desenvolve por si próprio, com projectos específicos e volta a ter um papel crucial na empregabilidade do concelho, ou mais tarde ou mais cedo, se integra, de forma plena, no tecido urbano. E, esta, é uma matéria da responsabilidade da Administração Central, que, até pode vir a decidir vender aos Chineses. O Barreiro não pode é estar eternamente à espera de um futuro sucessivamente adiado – de Cidades de Cinema a Terminais de Contentores.

No pensar o território é essencial ver as prioridades ao nível de acessibilidades, neste caso, considero que a primeira será a ligação rodoviária Barreiro- Seixal, até para dar escala e dimensão regional ao Hospital do Barreiro, que ficará praticamente dentro do Seixal, a cinco ou dez minutos.
Por outro lado, é importante pensar a rede viária do concelho, criando faixas que unam as suas diferentes polaridades e criando condições para que a ligação ao centro seja rápida e centrípeta.

Por fim, considero que ao nível das acessibilidades, os Transportes Colectivos do Barreiro, são estruturantes, na ligação e coesão territorial, sendo fundamentais na promoção de um concelho-cidade e valorizando a sua dispersão policêntrica. Há muito para fazer e estudar, de forma a estimular o uso do transporte colectivo.
Ou seja os TCB’s tem que ultrapassar o paradigma da ligação ao Terminal Fluvial e fomentar um novo paradigam - que sinto já está em marcha – de ligação de núcleos urbanos e de ligação ao concelho da Moita.

No essencial é preciso pensar o concelho do Barreiro, nos seus 36Km2, com um ponto de distância, de uma ponta a outra, de cerca de 8km, e, deixar de pensar que o Barreiro tem as suas potencialidades de empregabilidade, apenas – “para cá da linha férrea e o resto é paisagem”.
O tecido empresarial do Barreiro, tal como é hoje, e, nas próximas décadas, vai continuar a ser, tem por base as pequenas e médias empresas.

O Barreiro é um concelho que viveu nos seus cerca de 120 anos de vida (é mais novo que a SFAL) naquilo que é a sua realidade territorial actual, com três patrões – o primeiro foi os Caminhos de Ferrro/CP, que trouxe a Cortiça, o segundo foi a CUF, o terceiro foram os construtores civis.
Hoje o Barreiro não tem patrões, é feito de gente de trabalho – por conta de outrem ou por conta própria. O Estado é um dos principais empregadores.
De facto o Barreiro é uma terra há procura de patrões – geradores de empresas, promotores de investimentos, líderes produtivos.
E todos os pequenos «patrões» deste concelho-cidade têm que ser capazes de pensar, sentir e viver a cidade – com e a para a cidade!

António Sousa Pereira

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