Uma das formas lindas de chegar ao fim de um dia é quando, após um encontro, sem nada mais, apenas pela troca de palavras e de sorrisos, momentos depois recebemos uma mensagem que nos diz:”Olá, meu novo amigo!”
É lindo e dá energia positiva. Só a amizade dá essa força, tudo o resto – nunca esqueças – são invenções.
São invenções os perfeitos. São invenções os puros. São invenções os não pecadores. São, até, invenções aqueles que nunca falam mal de ninguém.
Cá por mim prefiro criticar, falar mal, desabafar, comentar, e, por fim, sorrir. Isto é viver.
Prefiro chegar ao fim de cada dia e, se, nesse final de dia, descobrir uma nova amizade, acho que valeu a pena. Digo AMIZADE, essa que se descobre com sorrisos de cumplicidade, nessa partilha de sentir a forma mais bela de estar e viver a vida que vivemos - fazendo o que gostamos, amando os dias - porque o resto é ficção.
Afinal, cultivar a amizade é cultivar uma energia criadora e positiva.
A nossa mais profunda relação com a vida reside na nossa capacidade de a pensar. Pensar a vida significa senti-la, por dentro, em ideias, em conceitos. É, aí, quando pensamos e fazemos o que sentimos, que, nós, de facto, nos encontramos e somos.
O que conta é esse nosso encontro, por dentro, uma musicalidade única, que dá tranquilidade – o pensar e sentir.
Os momentos mais lindos das nossas vidas são aqueles em sentimos que, naquele momento, algo se acrescentou nesse caminho de aprendizagem que é a vida.
Ter a consciência que há sempre algo a descobrir, algo a aprender e tudo, tudo que vivemos não é inútil, é, isso, apenas isso, uma aprendizagem – isso é que é lindo.
É óbvio que cada um de nós tem um ponto de vista, sendo, a partir dele, que observa o mundo, a vida e os dias. O facto é que essa observação é vivida num contexto e no tempo que vivemos. A experiência diz-nos que ao longo do tempo, há mudanças, o mundo de hoje, não é o mesmo de outros «tempos» que já vivemos.
Talvez por tudo isso, temos que pensar o tempo de hoje com a realidade do tempo de hoje, vivendo e tudo fazendo para realizarmos, com a nossa acção, o que seja possível para alcançarmos aquilo que é central nas nossas vidas – ser feliz! Sorrir!
Na vida, por vezes, os momentos de decadência, de quebras, podem ser momentos difíceis, mas, depois, pensados, são experiências vividas que ajudam a sentir a necessidade de regeneração, e, portanto, são sempre um ponto de partida para apostar na mudança.
Só há progresso e sentimos o progresso, quando encontramos respostas a perguntas nascidas no presente ou àquelas que herdámos do passado.
É, por isso que, por vezes, cansa ver a história repetir-se, com as mesmas perguntas, as mesmas respostas, num permanente marcar passo, preso nas memórias do tempo. Os mesmos brancos e pretos. Os mesmos maus e bons.
Se não há novas perguntas, não encontramos novas respostas, nem descobrimos novas cores.
O progresso abre sempre as portas a novas perguntas e a novos olhares sobre a vida.
Uma coisa é certa, só há progresso quando a história avança e acrescenta ao passado – um presente grávido de futuro.