Acabei de assistir a um espectáculo feito de olhares, de silêncios, movimentos, trocas de lugares, estórias de vida e perguntas. Senti a vida. Interroguei-me com as perguntas dos actores.
Agora, estou aqui, neste final de dia e as perguntas continuam a soar como contínuas interrogações e penso, afinal, a vida não tinha sentido sem perguntas.
São as perguntas que nos movem e abrem o caminho para nos descobrirmos. É por isso que eu gosto de interrogar-me e, todos os dias, interrogar: Valeu a pena o teu dia de hoje?
O «facebullying» é o comportamento que se expressa nas redes sociais, com intencionalidade, de forma regular e tácita, visando atingir grupos, indivíduos, entidades ou instituições. São atitudes agressivas, que se repetem, repetem, por vezes, sem motivação ou que aparentam não ter motivação, mas que, na verdade, são objectivamente intencionais, para agredir psicologicamente e gerar no(s) outro(s) complexos de inferioridade ou de má consciência. O promotor de «facebullying» assume-se como um ser superior, com plena superioridade moral e torna-se mais superior, muito mais, quanto maior for a sua potencialidade de acção critica e corrosiva. A critica e ironia são proporcionais à sua superioridade. Quanto mais importante, perfeito e superior o «facebullyinguiano» se considera nas suas virtualidades de ser único e exemplar maior é a sua energia de produção «facebullyinguiana». É por isso que adoro o facebook. Aqui só existem pessoas perfeitas. E, de facto, o facebullying até ajuda a perceber o mundo que vivemos. Como dizia o Fernando Pessoa – sinta quem lê! Eu, como não sou perfeito, nem nunca serei perfeito, fico-me pela minha inferioridade de ser menor, marcado de defeitos, e, tento, apenas tento, ser eu, na busca de mim mesmo, e, em cada dia - Viver!
Leonardo Boff, tem um livro, com o título «A águia e a galinha» - uma metáfora sobre a condição humana – cuja principal lição é motivar cada um de nós a descobrir as suas próprias asas para voar, nesse grande voo que é o encontro com a nossa singularidade.
Escolher a própria vida e viver.
Afinal, este é o nosso desafio de todos os dias. Será que todos descobrem as asas que têm dentro de si?
Viver é mesmo isso – VOAR – e isso nem todos sabem, por vezes, nem sequer sabem imaginar o que é voar. Barafustam! Dói, dói mesmo, quando olham os pássaros à solta – sorrindo.
É que, para voar todos os dias é preciso ter asas e antes disso é preciso descobrir as asas. Libertar-se!