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Entre Tejo e Sado

Por dentro dos dias e da vida

Por dentro dos dias e da vida

Agarra-te à vida!

Agarra-te à tua vida. Ela é tua. Só tu é que a tens que viver. Acredita.

A derrota começa na fadiga. Não deixes que ela te canse.

Sonha, luta e vive !

Nunca esqueças que há sempre, sempre, uma candeia acesa que ilumina o coração!

 

SP

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A informação

Uma coisa que desde sempre ouvi falar, em diversos contextos e circunstâncias, é que não há informação. Falta informação. Não se divulgam as actividades. Isto aos mais diversos níveis, desde a associação local, até outros projectos de dimensão local, regional ou nacional.
Esta coisa da falta de informação é, desde sempre, a culpa de ausências a iniciativas sejam desportivas, culturais ou de mero lazer. Assim empurra-se para os promotores, sejam eles quais forem, a culpa das falhas de participação e da indiferença.
A falta de informação é o bode expiatório é, até, um meio de ficar no espaço de conforto.
Em tempos idos até podia ser uma causa, mas, nos dias de hoje, com tantos recursos disponíveis, por vezes é estranho esse argumento.
Será que não há informação ou será que muitas vezes não se procura a dita informação?
É mais fácil dizer que não há informação, que, assumir, não procurei informação!
Só está informado quem procura informar-se, sobre o que quer, sobre o que gosta, sobre o que deseja.
Obtemos sempre informação quando pretendemos estar informados.
E, na verdade, estar informado não é mais que viver a nossa cidadania e uma forma de acção e intervenção cívica - na associação ou na comunidade.
A informação e estar informado é um direito e um dever da democracia e do ser cidadão de corpo inteiro.
 

SP

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AMOR

Não há amor como aquele que nos conquista para a vida e para gostar de viver a vida.

Pode ser o primeiro, o segundo, o terceiro, pode ser o último, pode ser o renovado, seja ele qual for, de certeza que o amor, o verdadeiro amor – por muitas voltas que a vida dê – é aquele que nos dá energia para gostar de viver e partilhar os dias, sorrindo.

É por isso que não há amor, como o verdadeiro amor – aquele que, mesmo perante adversidades, desistências, alegrias, tristezas, combates, sonhos, desilusões, confrontos, afirmações, motiva a nossa vontade e nos faz viver, de mãos dadas, apaixonados pela vida!

 

SP

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Viver e gostar de viver

Há uma grande diferença entre viver e gostar de viver. Viver é apenas viver, ir vivendo. Gostar de viver é sentir o viver, vivido.

Viver por viver é sentir o cansaço da vida.

Gostar de viver é sentir a felicidade de viver.

Acho que todos nós, ao longo da vida, sentimos estas diferenças, em contextos, em circunstâncias.

Quando pensamos, a vida que vivemos, a vida que já vivemos, a vida que gostávamos de viver, ou a vida que não queríamos voltar a viver, nesses instantes, sentimos, dentro de nós, onde a vida pulsa, a diferença entre viver e gostar de viver.   

 

SP

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Lugares vazios

Ao longo da vida há lugares, sítios, contextos, que nós vamos assimilando e fazem parte do nosso encontro diário com as vivências quotidianas.

Há pessoas que ligamos a lugares. Entramos e, ali, sabemos, sempre, quem vamos encontrar e quem vai dizer-nos : Bom Dia!

Mas, um dia, chegamos e sentimos o lugar vazio, um vazio feito de silêncio e de ausência.

Depois, continuamos, vivemos olhando os lugares vazios. Ficamos tristes. Sentimos. Pensamos : “É vida!”.

E, de súbito, a realidade cai dentro de nós, com essa dolorosa e única certeza - todos os lugares um dia serão lugares vazios.

 

SP

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Dias históricos..

Há dias que são históricos. Dias que se inscrevem na nossa história. Dias que fixamos na nossa memória.

São aqueles dias que sentimos a vida para além do tempo que vivemos.

São aqueles dias em que o passado toca no presente e o presente toca no futuro.

São esses os dias históricos.

 

SP

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A noite

A noite é um ponto de encontro com a nossa interioridade. Sentir a noite é sentir o silêncio.

Sentir a noite é acordar para adormecer por dentro dos olhos. Gosto da noite, como gosto do mar.

A noite é um mar imenso onde mergulhamos para renascer.

 

SP

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Um abraço

Quando estamos longo tempo sem ver alguém com quem partilhámos a vida, com quem percorremos caminhos de luta e esperança.

E, um dia, passadas décadas, de repente, numa verdadeira surpresa, nos reencontramos. É, nesse instante que sentimos a força e a natureza pura da palavra amizade.

Sentimos na força de um abraço e na troca de olhares que falam, emergir, todo o tempo num silêncio interior e cúmplice de memórias.

Sabemos, sim sabemos, que seguimos caminhos diferentes e cada um tomou as suas opções e rupturas.

Mas, no coração continua semeada uma flor, aquela, do conhecimento mútuo feito de vivências que não são destruídas pelo tempo.

Naquele instante de reencontro, aquele abraço, feito de ternura e de nervos, e, as palavras ecos das memórias e paixões, são a expressão real do que é ser amigo e do valor da amizade.

É por isso que acredito, quando a amizade se inscreve em duas vidas nunca se perde…tudo o resto, acreditem,  não passa, ou, nunca passou, de ficção.

 

SP

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Uma viagem

Uma viagem é um caminho que vamos percorrendo, descobrindo, conhecendo, onde, afinal, o caminho realizado está concluído – é irreversível.

A vida é isso, apenas isso – uma viagem.

 

SP

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Há dias que as palavras são…

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Há dias que as palavras são papoilas,

ladeando caminhos de sentimentos.

Plantam-se nos nervos. São lágrimas,

silenciosas,  são cristais, são rumores,

são memórias, são murmúrios, o limite.

 

Há dias que as palavras são pétalas, voando,

nas ondas do Tejo e no mar, nas margens,

ali, onde as pegadas são sinais de passos,

palmilhados, com os olhos na Arrábida,

observando as naus, encobertas, no tempo,

trazendo todas as estórias e a história,

em bandeiras e sons a rasgar, o vento,

marinheiros, aprumados, cantando Portugal,

em Junho, nesta margem  sul, aqui, Barreiro,

este lugar, dos fornos da Mata da Machada,

ditos de Alhos Vedros, agora Barreiro,

que foram a epopeia de uma vida, de paixão,

que foram inscritos numa memória colectiva,

do homem que acreditou ter sido o mar, no mar,

e pelo mar, que esta terra nasceu e vai ter futuro.

 

Há dias que as palavras são bandeiras, um som,

evocando manuscritos, Camões e Pessoa, aqui,

mesmo a gritar sozinho no deserto, pelo Álvaro,

aquele que (para ti) foi o primeiro jornalista,

erguias-te na tua loucura, de saberes, protestando,

epistemologicamente, afirmando as ciências,

numa vontade enérgica de quebrar a solidão,

dos anciãos empurrados para esquinas da cidade.

 

Há dias que as palavras são ondas hertezianas,

por dentro do tempo e do pensamento, a vida,

traduzida em muitos sons que são o epitáfio,

possível, de discussões, de confrontos, de ser,

de todos esses significados  e significantes,

escritos, aqui e agora, neste dia de sol, de Maio,

aqui ficam estas palavras, de uma memória,

feita de irreverências, confrontos e diálogos.

Uma eloquência gerada na insatisfação.

Um sonho transformado pela amargura.

Uma solidão que rasgou o vento e o tempo

 

Um homem lúcido e irrequieto com os olhos,

no Tejo, no  Mar, no nevoeiro e nas brumas,

colocou o Barreiro a navegar com Gama

e gritou - Aqui d´el rei D. Manuel, o Barreiro,

é operário, mas no seu território está inscrito,

esse feito, lendário, de um país que navegou,

deixando para trás os Velhos do Restelo,

cruzou os mares, sonhou, isso escreveu,

o Velho, Álvaro, do Barreiro – o tal, o primeiro!

 

António Sousa Pereira

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