Uma coisa que desde sempre ouvi falar, em diversos contextos e circunstâncias, é que não há informação. Falta informação. Não se divulgam as actividades. Isto aos mais diversos níveis, desde a associação local, até outros projectos de dimensão local, regional ou nacional.
Esta coisa da falta de informação é, desde sempre, a culpa de ausências a iniciativas sejam desportivas, culturais ou de mero lazer. Assim empurra-se para os promotores, sejam eles quais forem, a culpa das falhas de participação e da indiferença.
A falta de informação é o bode expiatório é, até, um meio de ficar no espaço de conforto.
Em tempos idos até podia ser uma causa, mas, nos dias de hoje, com tantos recursos disponíveis, por vezes é estranho esse argumento.
Será que não há informação ou será que muitas vezes não se procura a dita informação?
É mais fácil dizer que não há informação, que, assumir, não procurei informação!
Só está informado quem procura informar-se, sobre o que quer, sobre o que gosta, sobre o que deseja.
Obtemos sempre informação quando pretendemos estar informados.
E, na verdade, estar informado não é mais que viver a nossa cidadania e uma forma de acção e intervenção cívica - na associação ou na comunidade.
A informação e estar informado é um direito e um dever da democracia e do ser cidadão de corpo inteiro.
Não há amor como aquele que nos conquista para a vida e para gostar de viver a vida.
Pode ser o primeiro, o segundo, o terceiro, pode ser o último, pode ser o renovado, seja ele qual for, de certeza que o amor, o verdadeiro amor – por muitas voltas que a vida dê – é aquele que nos dá energia para gostar de viver e partilhar os dias, sorrindo.
É por isso que não há amor, como o verdadeiro amor – aquele que, mesmo perante adversidades, desistências, alegrias, tristezas, combates, sonhos, desilusões, confrontos, afirmações, motiva a nossa vontade e nos faz viver, de mãos dadas, apaixonados pela vida!
Há uma grande diferença entre viver e gostar de viver. Viver é apenas viver, ir vivendo. Gostar de viver é sentir o viver, vivido.
Viver por viver é sentir o cansaço da vida.
Gostar de viver é sentir a felicidade de viver.
Acho que todos nós, ao longo da vida, sentimos estas diferenças, em contextos, em circunstâncias.
Quando pensamos, a vida que vivemos, a vida que já vivemos, a vida que gostávamos de viver, ou a vida que não queríamos voltar a viver, nesses instantes, sentimos, dentro de nós, onde a vida pulsa, a diferença entre viver e gostar de viver.
Quando estamos longo tempo sem ver alguém com quem partilhámos a vida, com quem percorremos caminhos de luta e esperança.
E, um dia, passadas décadas, de repente, numa verdadeira surpresa, nos reencontramos. É, nesse instante que sentimos a força e a natureza pura da palavra amizade.
Sentimos na força de um abraço e na troca de olhares que falam, emergir, todo o tempo num silêncio interior e cúmplice de memórias.
Sabemos, sim sabemos, que seguimos caminhos diferentes e cada um tomou as suas opções e rupturas.
Mas, no coração continua semeada uma flor, aquela, do conhecimento mútuo feito de vivências que não são destruídas pelo tempo.
Naquele instante de reencontro, aquele abraço, feito de ternura e de nervos, e, as palavras ecos das memórias e paixões, são a expressão real do que é ser amigo e do valor da amizade.
É por isso que acredito, quando a amizade se inscreve em duas vidas nunca se perde…tudo o resto, acreditem, não passa, ou, nunca passou, de ficção.