Artesão de poesia
Um destes dias, uma pessoa que se cruzou por mim disse-me: «Bom Dia, poeta». Sorri.
Recordei as mensagens e cartas que recebia da minha inesquecível “irmã” Maria Rosa Colaço, que me tratava sempre por “poeta” e, na verdade, com esta designação, me inscreveu num dos seus livros.
Hoje, pela manhã, neste final de Abril, este tempo que cheira a Maio, perguntava a mim próprio: O que vais fazer (com o que resta) da tua única vida?
Pensei, só pode ser isso - viver, viver, amar, amar - e, todos os dias, construir esse sonho de ser plenamente um «artesão de poesia».
Serenamente.
SP

