Um destes dias, uma pessoa que se cruzou por mim disse-me: «Bom Dia, poeta». Sorri.
Recordei as mensagens e cartas que recebia da minha inesquecível “irmã” Maria Rosa Colaço, que me tratava sempre por “poeta” e, na verdade, com esta designação, me inscreveu num dos seus livros.
Hoje, pela manhã, neste final de Abril, este tempo que cheira a Maio, perguntava a mim próprio: O que vais fazer (com o que resta) da tua única vida?
Pensei, só pode ser isso - viver, viver, amar, amar - e, todos os dias, construir esse sonho de ser plenamente um «artesão de poesia».
Estou parado no semáforo, aguardo que a cor verde dê o sinal que posso seguir a minha viagem. Um carro para ao meu lado. “Tem que ir fazer uma reportagem para o Rostos, sobre a horta comunitária”, diz a Isabel. Seu filho Daniel acrescenta que a horta está cada vez mais bonita – “Tem que divulgar”. Acertámos contactar para marcar uma visita. Uma Horta Comunitária que está a funcionar ali para os lados da Cidade Sol. – “Tenho que lá ir”, pensei. O verde acendeu. Seguimos viagem. Antes, pela minha frente passou uma professora do Ensino Básico, que acenou e sorriu. Ia conversando ao telemóvel.
A propósito de Ensino Básico, um destes dias, no âmbito das conversas que tenho ido fazer nas salas de aula, sobre o 25 de Abril, estive na Escola do Ensino Básico nº 1 do Lavradio. Na altura reparei e estive para comentar, numa das crónicas ‘por dentro dos dias”. Não o fiz, faço-o agora. A União de Freguesias do Barreiro e Lavradio está de parabéns. Está feita uma bela obra. São daquelas obras que melhoram o presente e o futuro. A passagem que foi construída para ligar os dois edifícios escolares, valoriza a escola, gera melhores condições e permite a protecção do sol e das chuvas. Uma obra meritória, daquelas que só quem utiliza se apercebe, e ninguém elogia. Gostei. Está de parabéns a União de Freguesias, quer pela construção do Telheiro, quer pelas novas instalações sanitárias, que eliminaram as existentes que remontavam aos idos anos do século XX. Será que no Dia B, deste ano, aquelas colunas do Telheiro vão ser pintadas? Gostava de ver…ficava mais colorido.
Encontrei, na Rua Miguel Bombarda, a minha amiga Margarida. Falou-me de uma entrevista que está combinada. Comentou que Portugal é a sua terra. “Vocês adoptaram-me. Este é o meu país”, disse. Olhei e notei uma lágrima a cair nos seus olhos. Talvez os recentes acontecimentos de Angola estejam a tocar os seus sentimentos. “Vá lá, força!”, disse-lhe. “Gosto muito dos teus textos”, comentou. Beijamo-nos. Sorrimos. Ela tem um rosto lindo e uns olhos rasgados como o luar. Olhei. E senti um sorriso triste, no brilho dos seus olhos. É assim, a vida no Barreiro, em cada esquina encontramos uma memória, um amigo, uma terra onde todos nos conhecemos, e, quando não conhecemos há aquele que conhece alguém que nos conhece. Esta cidade-aldeia. Naturalmente, como em todo ao lado, aqui, de súbito nas esquinas, também aparecem os outros, aqueles que olham de lado- “os amigos do peito”. Houve um tempo que isso me incomodava. Agora sei que isso faz parte da vida real. E, quando os vejo, não os vejo, penso palavras e divirto-me. Cá por mim, prefiro os amigos que abraço e beijo – “os amigos que estão à porta do coração”. Mas gosto mais, mesmo mais, dos “amigos do coração” – esses são mesmo muito especiais. São aqueles com quem partilhei a vida, os dias, e nunca esquecemos os passos que percorremos em comum. Porque nos descobrimos mutuamente nas causas e nas paixões da vida.
Hoje, pela manhã, na esquina da Avenida do Bocage, encontrei o meu amigo Torres. Não o via há mais, muito mais de uma década. Cumprimentei-o. Ele olhou. Fixou-me o olhar. "Não me está a conhecer?", interroguei.~"Não", disse ele. Identifiquei-me. "Olha que malandro", comentou. Recordámos os dias da Escola Aberta da Quimigal, que funcionava no Estádio Alfredo da Silva. Já lá vão anos. "Quanto anos já tem, 80 ?" - perguntei. "Faço dia 26 de Maio, 90", disse o meu amigo Torres. "Mas continua um jovem", disse-lhe. Recordamos tempos idos. E, após aqueles instantes de reencontro, lá fomos cada um para o seu lado. Eu fiquei pensando em tempos idos. E, senti, naquele encontro, as memórias do tempo que guardamos e não esquecemos. Por aqui me fico...
Hoje, pela manhã, sentei-me na esplanada, para tomar o meu café e, calmamente, saborear o meu cachimbo, enquanto lia poemas e textos das duas edições de ORPHEU. Apeteceu-me reler, após, ontem à noite, na RTP 2, ter partilhado o documentário sobre Mário de Sá- Carneiro.
Vou lendo e desdobro o meu pensamento em recordações. Imagino os barcos da minha infância a sair na barra do Guadiana e um navio vermelho a rasgar as ondas do Tejo, saindo do Porto do Barreiro. Imagino D. Quixote, vestido de ganga azul ou cinzenta. Leio e divirto-me.
Um homem, que desconheço, perguntou se podia sentar-se ao meu lado, para fumar um cigarro. Ali esteve. Fumou, fazendo-me companhia. Por fim, disse-me : “Posso dizer-lhe uma coisa”. Respondi que sim. Ele comentou: “Sabe, o mundo da mulher hoje é muito perigoso. Noutro, tempo não”. Olhei os seus cabelos, brancos como os meus. Sorri. Ele levantou-se e seguiu seu caminho. Ele lá sabe.
Chegou uma amiga minha. “Há tanto tempo que não te via!”, comentou.
“Eu sabia que vinhas aqui hoje e sabia que te ia encontrar”, respondi. Dei-lhe um abraço e um beijo. O marido ao seu lado, sorriu e disse-me: “Estás um homem”. Uma amizade que se perde na memória do tempo, que vivi e fiz desta a «minha terra» - Lavradio.
A Cila lá estava nas suas leituras. No Café, os clientes de todos os dias. Um ritmo de vida. Depois há os ausentes, aqueles que o tempo via levando. Quando chego, ali, pela manhã para comprar o pão quentinho matinal, costumo dizer : “Bom Dia!”, rasgando o silêncio.
«Isto demora muito. É que eu não gosto de esperar», acrescento.
Esta zona, aqui nos Loios, acho interessante. É como um pequeno «centro Comercial». Há vida. Um nicho económico, num bairro dormitório. Tenho pensado que no Barreiro, há dispersos nichos desta natureza, espalhados em diversos recantos do concelho, são estes espaços que dão a dimensão do conceito «concelho-cidade». Deviam todos eles ser motivo de avaliação – o que contam em postos de trabalho, em dimensão económica na vida local e que contributo dão para que exista vida e quotidiano activo no concelho. Devia existir um levantamento das actividades especificas e promove-las, divulga-las, potenciando na comunidade e no concelho.
Mas nem tudo resiste. A livraria fechou e sinto um vazio, a ausência matinal do jornal. Vejo as noticias na net ou televisão. Mas falta esse cheiro diário e o ‘saborear’ as páginas impressas.
Há dias, fui cortar o cabelo, aqui, junto à minha porta, tinha por hábito ir a outro lado. Decidi começar a ser cliente na vizinhança. Foi a segunda vez que lá fui. Estava sentado. Entra uma senhora com uns quadros de bordados. Vinha feliz. Mostrava o seu trabalho, realizado em aulas da UTIB. Perguntei se a professora era a Brásia. Ela responde que sim. Então, na próxima aula pode dar-lhe um beijo meu. Identifiquei-me.
A cabeleireira, então perguntou-me : “O senhor é do Rostos?”. Esclareci que sim.
“Sabe, eu leio o Rostos há muitos anos, todos os dias. Durante o dia trabalho e há noite vou ao Google para ler as noticias. As noticias do Barreiro, que lá encontro são do Rostos. Por isso todos os dias o que sei do Barreiro é pelo Rostos”, disse-me ela.
Senti, afinal, que o trabalho que realizo diariamente, com muita paixão, vale a pena. Aliás tenho consciência dessa realidade. Mas, assim, num encontro inesperado conhecer uma leitora de anos, com a qual me cruzava regularmente, é gratificante.
Ah, é verdade, também um destes dias, uma empregada de caixa de um minimercado, voltou-se para mim e disse-me : “Ei conheço-o. Vi a sua fotografia, não sei onde. Ah, já sei foi no facebbok do Rostos”.
Dou comigo a reflectir sobre estes micro acontecimentos e penso como, na verdade, há mais vida que a vida que alguns pensam que uma cidade é, mexe, ou tem, porque vivem, todos os dias, enterrados nessa epopeia que os afasta do mundo real. Principalmente os políticos, esse, por vezes, acham que a informação é politica e que deve existir para servir os políticos.
Estes pequenos registos, levam-me a pensar que há vida, muita vida numa cidade e fico satisfeito por sentir que o Rostos contribui para dar vida e rostos à cidade.
Cada dia é uma tela, um espaço onde desenhamos e colorimos o tempo que vivemos. Todos os dias, tudo nos é permitido, quando vivemos com essa vontade de criar esse mural que é o nosso quotidiano. Sentir, sim sentir. Basta olhar à nossa volta e sentir com sentimentos, sentidos.
Observar uma janela, aberta, na distância e encontrar a vida que se agita. Escutar o som do comboio que percorre, invariavelmente, todos os dias a distância, cumprindo horários. Voar nas asas de um pássaro que rasga o azul, lindo, deste tempo que é Primavera. Olhar o autocarro que se cruza, feito de rostos pensativos.
Navegar pelas montanhas azuis que se agitam nos corpos que se cruzam, sorrindo.
Cada dia é uma tela, uma viagem, um tempo que vivemos, assim, olhando e sentindo – até ao limite – do sol.
Cada um de nós escreve a sua história. Não há outra. É única. Podemos pensar a história perdida nas memórias. Podemos reflectir sobre a história recente. Verificamos que fomos sempre nós os protagonistas de um tempo vivido, com os outros.
São as nossas escolhas. São as nossas lutas. Foi sempre o sentido da nossa história.
O corpo foi envelhecendo e irá sempre envelhecendo.
O que não envelhece é a memória. Ela é a nossa dimensão do tempo vivido.
A nossa história converge na nossa memória.
A «energia» que brota da nossa memória determina a nossa dimensão cultural. A nossa memória é o «eu» da nossa identidade. Pode tranquilizar. Pode atormentar.
A nossa memória não é uma ideologia, é o acumulado de experiências, paixões, adversidades, que moldaram o caminho feito em toda a temporalidade.
A nossa memória pode ajudar a a abrir roços de caminhos a percorrer, mas a nossa memória não é o caminho a percorrer.
As nossas crises de identidade podem resultar de falhas de memória, mas também de excesso de memória.
Essa é a tragédia, o drama, a comédia da actualidade, este tempo que vivemos.
É por isso, talvez por isso, que, por vezes, seria bom fazermos um exorcismo da memória.
Não para matarmos a memória, mas para lhe retirar os fantasmas.
Os fantasmas são ruídos da memória. Traumatizam. Instituem o medo.
Uma memória marcada de medos e penumbras é uma memória entricheirada em tempo vivido. É uma memória que não deixa nascer futuro.
O importante é sentirmos a memória como energia criadora – uma experiência única – que nos dá a riqueza de sermos este presente. Sorrindo. Sempre sorrindo!
Neste dia que começa o ano 43 da nova era de Portugal, pela manhã fui buscar o jornal, na Vitorius, ali no Pingo Doce. O meu amigo Adelino aproveitou para dar uns toques a propósito da vitória do Benfica. Eu comentei que sofri até quase ao fim à espera de um empate. Mas, não perdia a esperança. Vai ser assim até ao fim.
Depois fui assistir ao içar das bandeiras, na extinta Junta de Freguesia do Lavradio. Sem fanfarra de bombeiros. Sem banda. Enfim, sinais mesmo da sua clara extinção. Isso das bandas e bombeiros é para as gentes da cidade e para as terras que, apesar de tudo, conseguem manter a chama da sua identidade. Vivido este momento da extinta freguesia do Lavradio. Lá fui até aos Paços do Concelho. Entretanto passei pela SFAL, onde, senti, respirava-se o ambiente de Abril naquelas montras sempre decoradas com os símbolos da Revolução da Liberdade.
Nos Paços do Concelho registei algumas palavras da intervenção do Presidente da Câmara, principalmente quando sublinhou que - “o Poder Central tem que olhar para o Barreiro”. Registei e pensei que, de facto, há mais de quarenta nos que aquele território das extintas CUF/Quimigal – uma pérola do concelho – anda por ali às bolandas.
Um território que deu emprego, deu cultura, deu identidade., que faz parte do «adn» do Barreiro. Mas que por ali está, sem soluções. Valha-nos, em boa hora, a boa vontade e dedicação de Sardinha Pereira e equipas que seguiram seus passos, que deram um contributo para evitar que aquilo se transformasse num território fantasma.
Depois, já foram «Cidades do Cinema», projectos do Arquitecto Salgado, Masterplan, Arco Ribeirinho Sul, Plano de Reconversão do Território da Quimiparque, agora, anda por aí, o Terminal de Contentores.
Uma coisa é certa, ali, naquele território, quem decide o seu futuro é o Poder Central. Seja liderado pelo PS, ou pelo PSD, como tem sido ao longo de décadas. Estas duas forças politicas são os grandes responsáveis pelas indefinições de um futuro concreto. Mudam os governos, mudam os planos. E esta pérola do Barreiro, sempre adiada em projectos que anulam projectos, em nada contribui para criar emprego ou gerar dinâmicas de desenvolvimento local.
Por isso tenho dito que o Barreiro pensa excessivamente CUF, vive excessivamente de algo que foi e nunca mais se sabe o que vai ser, talvez, por essa razão percebo as palavras do Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, neste dia de Abril de 2016.
Depois do içar da bandeira, dei uma volta pela cidade. Fui ver o painel feito pelos alunos do Agrupamento de Escolas do Barreiro no Parque da Cidade. Gostei. Uma memória que fica desta cidade – a cidade da resistência e da Liberdade. A resistência do passado e resiliência do presente. A luta pela Liberdade no passado e força motivadora de diferenciação no futuro. Barreiro uma palavra que é uma marca na região. Que inspirou canções e poemas.
Fiquei a pensar que este painel pode ser um pontapé de saída para nascer ali um espaço de arte – Parque da Cidade da Liberdade. Convidar artistas para criar esculturas. Espalhar no Parque da Cidade a Liberdade em Arte, com as escolas.
O Américo Marinho – grande vulto da arte do Barreiro - que se inspirou nas tágides, deve estar feliz ao ver a arte nascer no edifício com o seu nome.
Parabéns!
Dou comigo ao fim da tarde, a escrever esta crónica e a recordar aquela fotografia que fiz esta manhã, junto ao Tejo, com os cravos a florir nas suas margens.
Imaginei, como seria lindo, todos os anos em Abril, a varanda do Tejo amanhecer com cravos nas suas margens. Tenho a certeza que o Mestre Augusto Cabrita, que dá o nome ao Passeio Ribeirinho – lá longe, sorria!
Feliz Ano Novo. Que tudo corra bem neste ano 43, da nova era!
Ah, é verdade, a Liberdade, dizem alguns não tem cores, mas, cá por mim, gosto mais da Liberdade que tenha todas as cores do mundo.
Porque, essa, é, afinal, a verdadeira cor da Liberdade!
Escutei hoje, deliciado, o Sermão de Sto. António aos Peixes'', do Padre António Vieira, dito por Ary dos Santos. Feliz coincidência, ser neste dia, que marca a passagem de ano, com a entrada no ano 43, da nova era deste torrão à beira mar plantado. Escutei. Revisitei Portugal. De ontem e de hoje. Senti a força da palavra. A energia dos sentimentos.
«Sois o sal da terra: e chama-lhes sal da terra, porque quer que façam na terra o que faz o sal. O efeito do sal é impedir a corrupção; mas quando a terra se vê tão corrupta como está a nossa, havendo tantos nela que têm ofício de sal, qual será, ou qual pode ser a causa desta corrupção? Ou é porque o sal não salga, ou porque a terra se não deixa salgar. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores não pregam a verdadeira doutrina; ou porque a terra se não deixa salgar e os ouvintes, sendo verdadeira a doutrina que lhes dão, a não querem receber. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores dizem uma cousa e fazem outra; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes querem antes imitar o que eles fazem, que fazer o que dizem. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores se pregam a si e não a Cristo; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes, em vez de servir a Cristo, servem a seus apetites. Não é tudo isto verdade», palavras do Padre António Vieira, escritas em 1654.
Cá estamos nas vésperas de mais uma efeméride, um tempo que quis se quis novo, foi novo, e, apesar de tudo é sempre novo.
Afinal, os frutos de Abril continuam a ser o “sal da terra” deste nosso torrão lusitano. Estão inscritos na Constituição. O mal não está no “sal da terra”. Todos sabemos isso. «A maldade é comerem-se os homens uns aos outros», lá dizia no «Sermão aos Peixes» o Padre António Vieira. Por aqui me fico. FELIZ ANO NOVO!
Um dia, um senhor do poder, disse-me que eu tinha um grande defeito – “pensas demasiado”. E, na verdade, tenho vivido ao longo da vida com esse dito «defeito» - pensar - pensar por dentro das palavras, pensar por dentro dos gestos, pensar por dentro dos acontecimentos, pensar as coisas, mesmo as pequenas coisas. É que, por vezes, uma pequena coisa, muito simples, pode fazer nascer um poema ou iluminar um pensamento escondido nas experiências de vida. Os poetas têm esse enorme defeito – pensam. Como sempre gostei dos poetas, lá vou, tentando pensar e viver as palavras. Ah, acima de tudo viver por dentro das palavras. Talvez, porque criei o hábito de ler nas entrelinhas, antes de Abril acontecer. Talvez, porque procuro escutar no dito, o que lá existe não dito. Talvez, porque gosto de hermenêutica ou de Filosofia da Linguagem. Talvez por tudo isso, talvez, as palavras tocam-me – umas doem, outras dão alegria, mas, só guardo aquelas que me cativam o coração. O resto são meros fonemas, pequenos sinais que servem para entender o mundo que me rodeia e perceber o sentido da história e das estórias. A palavra tem o peso da nossa consciência. Por essa razão, as palavras que digo, ou escrevo, têm a leveza da minha liberdade. E isso, sim, é que marca o ritmo da vida. Talvez por essa razão, chego à conclusão - é mesmo verdade - pensar todos os dias também cansa!
Estive ontem, pela manhã, em mais uma escola. Desta vez, na Quinta da Lomba, a conversar sobre o 25 de Abril. Quando sai perguntei aos alunos se sabiam o que era o 25 de Abril . Eles responderam - É voar! Já à porta, voltei-me para trás, e perguntei-lhes para mantermos vivo o 25 de Abril, todos os dias, o que temos que dizer de manhã ao acordar - bem alto - e eles gritaram : BOM DIA! Sorri!.