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Entre Tejo e Sado

Por dentro dos dias e da vida

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Terminal de Contentores do Barreiro vai ficar em «banho maria» até 2017

O Terminal de Contentores segundo o anterior governo PSD/CDS só seria uma realidade se existissem investidores privados.
Agora este governo, não retira o assunto da agenda, nem podia retirar, até porque as eleições autárquicas estão a chegar e remete o assunto para 2017.
Agora, vão ser feitos estudos de dragagens e estudos económicos.
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro coloca dúvidas e acha estranhos estes novos estudos.

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O Terminal de Contentores do Barreiro – Plataforma Intermodal, lá o que queiram chamar, tem sido, nos últimos dias, tema de alguns comunicados e trocas de galhardetes.
Tudo isto porque no Programa inicial do Governo e Orçamento de Estado, estava inscrita a intenção de ser definida a localização do novo terminal de contentores para a área da Grande Lisboa.
E, no processo de discussão foi retirada essa intenção, e, nesta matéria, é perspectivada a decisão de intensificar a estratégia portuária de Portugal, com referência apenas ao Porto de Leixões e Sines e a necessária articulação entre o Porto de Lisboa e Setúbal.

Nem uma palavra para o Porto de Setúbal

De repente, parece que esta matéria surgia como uma novidade. Não é nada disso. O governo limitou-se a contemplar no Orçamento de Estado a posição já conhecida desde Setembro de 2015, tornada pública em comunicado pela Federação do Partido Socialista de Setúbal.
No texto divulgado podia ler-se: “Os propósitos do Governo PSD/CDS para o setor marítimo portuário, em particular no Distrito de Setúbal, revelam a falta de conhecimento e de visão para o setor: Um dia a expansão do terminal de contentores de Lisboa é para a Trafaria, no outro dia já são para o Barreiro. E no meio de tudo isto, nem uma palavra para o Porto de Setúbal.”
Acrescentando que existia a “ total demissão do Governo quanto a decisões importantes e estratégicas para o desenvolvimento do Porto de Setúbal e consequente aumento do seu hinterland”.

A adenda do Orçamento de Estado, portanto, visa corrigir as politicas referenciadas de responsabilidade do Governo PSD/CDS e dar sentido à estratégia defendida pela Federação de Setúbal do Partido Socialista.
Aliás, não é por mero acaso que socialistas do Barreiro, em certo momento, defenderam em reunião pública da Câmara Municipal do Barreiro que devia ser realizado um referendo local sobre o Terminal de Contentores e, até, promoveram, directa ou indirectamente, debates cuja visão era contestar o Terminal e defender o projecto do Arco Ribeirinho Sul.
E Setúbal tem peso nesta matéria, porque, afinal, por Setúbal vai-se para a Assembleia da República.

Todos pelo Terminal

Na reunião da Assembleia Municipal do Barreiro o Terminal de Contentores foi motivo de debate em torno da apresentação de três documentos – CDU, PS e PSD.
Discutiu-se. Procurou-se com politica de “pinças” criar espaço para gerar unanimidades.
Todos pelo Terminal. Uns com uma intenção. Outros com outra intenção. A unanimidade estava criada em torno de uma ideia central – “entalar” ou “pressionar” António Costa”.

O Terminal de Contentores segundo o anterior governo PSD/CDS só seria uma realidade se existissem investidores privados.
Agora este governo, não retira o assunto da agenda, nem podia retirar, até porque as eleições autárquicas estão a chegar e remete o assunto para 2017.
Agora, vão ser feitos estudos de dragagens e estudos económicos.
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro coloca dúvidas e acha estranhos estes novos estudos.

A discussão vai voltar ao principio. As conversas sobre esta matéria, tudo indica, vão entrar na fase que costuma dizer-se “mesa limpa”.
Em suma, quem decide, ou não decide sobre o que se pode fazer, ou não, nos territórios da antiga CUF são os governos. É isso que volta de novo para debate.
Trata-se afinal de pensar aquele território a partir de conceitos de uso diferentes, ou ter estratégias âncora diferentes – Terminal de Contentores versus Arco Ribeirinho Sul – que decisões?

Para já, de certeza que até às eleições autárquicas o Terminal de Contentores vai ficar em “banho maria”.
Vão sendo aprovadas umas moções. Produzem-se uns comunicados de troca de galhardetes.
Geram-se unanimidades. Critica-se.
Os estudos até podem colocar cá fora alguns dados de diagnóstico para criar empatias.
Depois, sim depois das autárquicas, vê-se...né verdade!

Por mim, fico a pensar nas palavras de um homem com experiência, com saber acumulado sobra a actividade portuária, que em entrevista ao «Rostos» dizia - “Gostava que se desenvolvesse um Porto a sério no Barreiro, mas tem que ser mais que um Porto de Terminal de Contentores, tem que ser um Porto Multimodal. Se for multimodal tem pernas para andar ”.
Estas são palavras de Ramalho Nascimento, um homem cuja história de vida se confunde com a evolução e desenvolvimento da actividade portuária no Barreiro.

Eu também gostava…mas começo a não acreditar, pelo menos se tudo voltar a conceitos verosimilhantes em torno de «master plan», com predominância de visões imobiliárias.

E, no meio de tudo isto, o Barreiro se continuar a pensar o seu futuro sempre com os olhos no «diamante» que é o território da ex-CUF, cujas decisões passam pelo Terreiro do Paço e seus decisores…então, vá esperando!

António Sousa Pereira

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