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Entre Tejo e Sado

Por dentro dos dias e da vida

Por dentro dos dias e da vida

Varino «Pestarola» do Barreiro Recebeu a bandeira da «Marinha do Tejo»

No Dia da Marinha do Tejo, uma festa anual, para celebrar o rio, seus marinheiro e embarcações, este ano foram cerca de 80 que marcaram presença junto ao Cais das Colunas, em Lisboa.

Entre elas esteve o varino «Pestarola», propriedade da Câmara Municipal do Barreiro, que recebeu a bandeira da «Marinha do Tejo» .

Foi no dia 14 de Junho, uma celebração para recordar os marinheiros e as embarcações, memórias de um rio que se estende pelas duas margens.

Pelo que nos foi referido, neste dia de 2014, o varino «Pestarola» recebeu a bandeira da «Marinha do Tejo», passando a integrar a frota de uma comunidade cujo objectivo é salvaguardar e valorizar o Tejo, a sua riqueza patrimonial e humana.

O Varino Pestarola, ao que tudo indica, terá sido construído em Vila Franca de Xira, já que o seu primeiro registo o localiza, em 1930, em Alhandra, com a designação de "Camponesa/Camponês".
Na década de 50 é adquirido pelos Armazéns José Luís da Costa Lda., com o objectivo de efectuar o transbordo do bacalhau para terra.
As embarcações tradicionais – fragatas, varinos, botes, batéis e a muleta – enchiam de cor e gentes as praias do Barreiro, no entanto, o comboio, o barco a vapor, o transporte rodoviário, a adesão a novas profissões nos Caminhos-de-Ferro do Sul e Sueste e na CUF levaram ao desaparecimento destas embarcações do rio.
Até chegar à posse da autarquia, em 1999, o Varino teve vários proprietários e designações

Barreiro 30 anos Cidade - Sofia Martins, Vice presidente da Câmara “Vontade de edificar e estruturar um Barreiro diferente»

“Eu acho que o Barreiro criou um estrutura em termos da resposta à cidade muito mais evoluída, muito mais profissional, mais pensada e planeada, não esquecendo que há 30 anos no Barreiro não existia praticamente um planeamento urbano” – sublinhou Sofia Martins, Vice Presidente da Câmara Municipal do Barreiro.

“Hoje a cultura do Barreiro, o teatro, as questões das letras, as coisas ligadas à música criaram um conceito do novo Barreiro” - refere.

A propósito dos 30 anos da Cidade do Barreiro vamos editar um conjunto de entrevistas, efectuadas por dois jovens que, durante 30 dias, fizeram um estágio no jornal «Rostos».
Hoje editamos a entrevista de Sofia Martins, Vice Presidente da Câmara Municipal do Barreiro.

Era um Barreiro muito ativo

Como era o Barreiro há 30 anos?
“O Barreiro há 30 anos… posso dizer que não é de experiência pessoal, não me lembro ou não me recordo, também era uma menina aquando o Barreiro há 30 anos, mas tudo o que é mais assinalável, era um Barreiro diferente em termos de desenvolvimento urbano, um Barreiro diferente ao nível das infra-estruturas, era um Barreiro diferente na forma como as populações se organizavam, era um Barreiro pós 25 de Abril, um movimento popular muito forte e que tinha um dinâmica muito particular e que levava umas noções até da participação das populações da vida ativa da cidade ao resto do país e era um Barreiro muito ativo, e isso do que não me recordo, tenho ouvido contar, tenho ido pesquisando, de facto um Barreiro, muito construtivo, muito maduro nos sonhos, muito maduro na vontade de edificar e estruturar um Barreiro diferente.

Cidade muito mais evoluída

Na sua perspectiva, como é que acha que o Barreiro evoluiu nesses 30 anos?
“Eu acho que o Barreiro criou um estrutura em termos da resposta à cidade muito mais evoluída, muito mais profissional, mais pensada e planeada, não esquecendo que há 30 anos no Barreiro não existia praticamente um planeamento urbano. O planeamento que hoje se conhece da gestão das cidades, há 30 anos, praticamente não existia, e que efectivamente esse crescimento do que temos e do queremos ter em termos de cidade, em termos de resposta às populações, cresceu muito, e que hoje temos efectivamente uma infra-estrutura de resposta às populações a todos os níveis, muito melhor em termos de serviços públicos, de águas e saneamento, limpeza urbana, limpeza de jardins, em termos de tudo em relação há 30 anos atrás. E acho que essa é uma evolução normal que se fez no país todo, através da cultura local que se fortificou e que cresceu e que acabou por construir respostas às populações muito evoluídas e hoje com grande desenvolvimento.” 

Um conceito do novo Barreiro

Que hábitos ou tradições foram deixadas nesses 30 anos ou que se mantiveram?
“O Barreiro não é propriamente uma cidade de tradições, mas tem um movimento associativo de caris popular muito forte e que desenvolveu uma série de áreas culturais, recreativas e desportivas que construiu uma nova tradição, aquilo que não era da sua génese, da sua tradição, passou a ser. Hoje a cultura do Barreiro, o teatro, as questões das letras, as coisas ligadas à música criaram um conceito do novo Barreiro. O Barreiro tem imagem para todos, para fora principalmente, de um Barreiro desenvolvido culturalmente e essa passou a ser uma tradição também de todos nós. Quase todos nós temos um movimento associativo popular, à cultura, ao desporto, e acho que essa é a grande marca da nossa terra é a forma como soubemos construir uns com os outros e construir novas tradições uns com os outros e fazer disso imagem da nossa terra”. 

Se tem vindo a agravar o partidarismo

Como vereadora, o que vê de diferente na política de agora em relação há anos atrás? 
“Na minha opinião, eu acho que se tem vindo a agravar o partidarismo, ou seja, as pessoas têm muita dificuldade em se envolverem politicamente em projectos que interessem a todos independentemente de algumas dessas barreiras. Essa é uma barreira que no pós 25 de Abril se fazia sentir muito”. 

Um desses problemas é de facto o emprego

Existem alguns projectos para potencializar a cidade do Barreiro no futuro? Se sim, quais?
“Há duas ou três questões para a vereação que são problemas fundamentais no Barreiro que têm que ser resolvidos, e que todos os nossos projectos passam por solucionar esses problemas. Um desses problemas é de facto o emprego, da falta de produção e de riqueza, e por tanto, nós trabalhamos sempre muito em projectos que possibilitem trazer dinâmica e económicas à terra. Procuramos novas empresas, procuramos dinamizar o território para trazer novas indústrias, no sentido de trazer mais emprego, e esse é um dos maiores projectos fundamentais para a cidade. Outro aspeto, é o trabalho que fazemos ao nível da cultura, dos movimentos associativos, de continuar a sedimentar para que a tradição não mude e se continue a perpetuar, a formar pessoas. Esse é um grande projecto, o projecto do desenvolvimento humano. Por último, a questão das infra-estruturas, porque essas permitem nós também darmos ao Barreiro um contributo ambiental muito importante, ou seja, nós continuamos a ser a cidade da vanguarda e precisamos de resolver os nossos problemas ambientais que deram um estigma do passado que interessa hoje resolver.”

Barreiro é uma terra muito solidária

Enquanto cidade, o que é que o Barreiro pode oferecer aos seus cidadãos?
“O Barreiro pode oferecer muito! Acima de tudo, o que o Barreiro tem de muito melhor são as pessoas. O Barreiro é uma terra muito solidária, muito fraterna, portanto é uma grande aldeia e a pessoas são amigas, vizinhas, solidárias, perfazendo um laço entre aqueles que aqui moram, e por isso o Barreiro tem essa força. Podemos de disfrutar da cultura, dos momentos de lazer, tem uma mata nacional da macha lindíssima, um sapal de coina lindíssimo, tem um rio maravilhoso, tem 20 km de frente de rio. Ainda é das terras do distrito que mais emprego dá aos seus habitantes. Embora devesse ter mais emprego, porque nos faz falta. É uma terra em termos de equipamentos muito qualificada, tem hospitais, tem centros de saúde, tem parques infantis de qualidade. É uma terra muito qualificada, tem muito oferta e acima de tudo tem um afeto, uma carga humana muito importante”. 

Entrevista e foto de Bruno Pires e Gonçalo Sargaço 
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