. «Estou a falar de cidades como Barreiro, o Seixal, a Moita ou Setúbal»
Vitor Costa, presidente da Entidade Regional e Turismo-Região de Lisboa, em entrevista inserida no jornal «Público» sublinha que na península de Setúbal – “foi feito um trabalho de requalificação das sonas ribeirinhas muito importante”.
Vitor Costa, presidente da Entidade Regional e Turismo-Região de Lisboa, em entrevista inserida num Suplemento de Turismo, anexo ao Caderno «Fugas», do jornal «Público», afirma que- “Existem ainda nesta região à volta de Lisboa alguns preconceitos. Muita gente que ao pensar na Península de Setúbal a coloca em realidades e universos passados, relacionados com indústria e poluição. Hoje não são nada disso. Estou a falar de cidades como Barreiro, o Seixal, a Moita ou Setúbal”
Comecem a querer conhecer o vizinho do lado
Interrogado se são os “preconceitos da margem sul”, afirmou – “Com a margem sul, é certo”. Acrescentou que – “A realidade da área metropolitana do Porto, por exemplo, é muito diferente da de Lisboa. No Porto nem se percebe onde bem começa Porto, Matosinhos ou gaia, os municípios confundem-se. Em Lisboa persiste a ideia de que há Lisboa, e o resto. Temos que conseguir que as pessoas comecem a querer conhecer o vizinho do lado”.
Há muitos eventos e de muita qualidade
Vítor Costa, na entrevista, salienta que a estratégia da Entidade Regional e Turismo-Região de Lisboa visa, “desenvolver uma linha de trabalho” apostando “muito na divulgação dos eventos municipais” “Há muitos eventos, e de muita qualidade, que são organizados pelos municípios. Temos esse objectivo: levar os lisboetas, e não só, os moradores de toda a região, a conhecerem melhor a sua envolvente.” “O que já existe é muito. O que precisamos é dar a conhecer o que já existe ou levar as pessoas a esses eventos.” – refere. Entre os exemplos sublinha as ofertas gastronómicas existentes em Setúbal, Sesimbra e Costa da Caparica. “O que temos que fazer é que as pessoas conheçam. Primeiro, os residentes da região, depois os portugueses em geral, depois o mercado internacional” – afirmou.
Esplanadas e vistas excepcionais de mar e rio
Vítor Costa, salienta na entrevista as potencialidades de toda a “região da península de Setúbal, onde foi feito um trabalho de requalificação das sonas ribeirinhas muito importante”. São zonas, sublinhou, onde é possível – “usufruir de esplanadas e vistas excepcionais de mar e rio”.
Eduardo Brito Henriques, ex- presidente da CCDR, professor da Universidade de Lisboa, no decorrer do Fórum de Desenvolvimento Local, realizado nas Oficinas da EMEF, na sua intervenção tendo como tema: “Desenvolvimento Regional no contexto do Portugal 2020”, defendeu a criação de um «Gabinete do Estuário do Tejo» que pudesse funcionar como “plataforma para agregar os parceiros da região”.
A “democracia Cultural” sublinhou, Eduardo Brito Henriques, “não passa por garantir às populações o acesso” aos bens culturais, passa pela “possibilidade de se exprimir culturalmente”.
Eduardo Brito Henriques, salientou que “estudar as grandes metrópoles”, que “são mais que grandes cidades” é estudar os “territórios que estão para além das cidades metrópoles”. No caso de Lisboa, salientou que é estudar – “a região em redor do estuário do Rio Tejo” e a “centralidade do estuário”.
Capacidade do capital humano do Barreiro e do Seixal
O ex- presidente da CCDR referiu que a Área Metropolitana de Lisboa e a Península de Setúbal têm – “três grandes recursos” para a sua “estratégia de desenvolvimento”- a “cultura industrial”, que tem “um saber adquirido” e “está difuso na sociedade”. Sublinhou a grande “capacidade do capital humano do Barreiro e do Seixal”.
Vida associativa uma economia institucional
Por outro lado, salientou a “vida associativa” – uma economia institucional -, igualmente como “um capital importante” para o “desenvolvimento local” pela capacidade do seu «capital social». Defendeu a necessidade de existir “uma estratégia articulada de desenvolvimento local” que “aproveite” estes recursos.
Criação de um «Gabinete para o Estuário do Tejo»,
Referiu, ainda o «estuário do Tejo» um espaço em torno do qual existe uma “referência urbana, no sentido mais lato a Baía do Tejo”, onde é preciso continuar a investir na “descontaminação dos solos” e na “despoluição das águas” . Um espaço para promover actividades de recreio e pesca. Neste contexto , Eduardo Brito Henriques, defendeu a criação de um «Gabinete para o Estuário do Tejo», não passando necessariamente pela «criação de um novo organismo», mas pela sua implementação interna numa instituição com escala que servisse de “plataforma para agregar os parceiros da região”.
Sobre as «oportunidades» 2014-2020
Eduardo Brito Henriques, salientou a importância que vão ter os projectos que possam integrar os programas operacionais ao nível da “inovação e tecnologia”. Referiu as PME’s como um sector ao qual devia ser dada uma atenção especial, de forma a “criar escala” e “conferir escala” , numa estratégia de cooperação e melhoria de práticas com o sistema cientifico e com as autarquias. Na sua opinião deviam ser dinamizadas “estufas” ou “incubadoras” que disponibilizam-se serviços, fomentando “clusters” de PME’s.
Economia criativa é um dos sectores chave
Eduardo Brito Henriques, salientou que a “economia criativa é um dos sectores chave” que está “concentrado em Lisboa”, mas “é possível criar polos secundários”. “Há oportunidades para criar condições e desenvolver este tipo de actividades” – salientou. Referiu que o “acesso aos bens culturais” é “uma janela de oportunidades” com importância na actividade económica. A “democracia Cultural” sublinhou “não passa por garantir às populações o acesso” aos bens culturais, passa pela “possibilidade de se exprimir culturalmente”.