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Entre Tejo e Sado

Por dentro dos dias e da vida

Por dentro dos dias e da vida

Moita - BB Blues Fest na hora do adeus com «Picnic Blues» Mais de mil pessoas assistiram aos espectáculos

. Trouxemos o blues para junto da população

Rui Guerreiro, Presidente da Direcção Associação BB Blues Portugal, que promove o «BB Blues Fest», em parceria com a Câmara Municipal da Moita e União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira, hoje à tarde, num breve diálogo com o jornal «Rostos, comentou que – “o balanço que fazemos é positivo, sobre vários aspectos, quer pelo entusiasmo do público que assistiu, quer pela qualidade dos espectáculos”.

Rui Guerreiro, que estava atarefado envolvido nos preparativos do «Picnic Blues», no Parque José Afonso, ainda recordava o entusiamo do público, ontem à noite, - “que aplaudiu de pé os espanhóis e o inglês” que marcaram presença no espectáculo final que decorreu no Forum José Manuel Figueiredo.

Trouxemos o blues para junto da população
Recordou o presidente da direcção da Associação BB Blues Portugal que nesta terceira edição do festival – “testámos formatos diferentes abrindo com iniciativas para a população”, referiu que para além dos espectaculos pagos realizados no Forum José Manuel Figueredo, foram realizados eventos, com entrada livre, no espaço público – “trouxemos o blues para junto da população”.

Blues de jovens para jovens
Rui Guerreiro, sublinhou a iniciativa, realizada no Forum José Manuel Figueiredo, tendo como público alvo os alunos quer ao nível do ATL, quer de outros níveis de ensino.
“Contamos com a presença dos participantes do projecto “férias jovens” dinamizado pela Câmara Municipal da Moita” - referiu. 
“Foi uma iniciativa de blues de jovens para jovens, quem actuou foi a Orquestra Geração, do projecto da 
Escola de Música do Conservatório da Amadora. Foi muito bom” – sublinha Rui Guerreiro.

Mais de mil pessoas que assistiram aos espectáculos

“Foram mais de mil pessoas que assistiram aos espectáculos do BB Blues Fest, quer nos espectáculos do Auditório, quer naqueles que foram ralizados ao ar livre. Agora estamos aqui a preprar o evento final de enceramento o «Picnic Blues» que vai animar aqui o Parque José Afonso” – sublinhou Rui Guerreiro.

Já estamos a pensar na próxima edição

“Conseguimos captar mais público da região. Conseguimos fazer do BB Blues Fest como um grande ponto de encontro do blues” – salienta Rui Guerreiro.
“Agora, já estamos a pensar na próxima edição, já começam a nascer novas ideias que queremos concretizar no próximo ano” – refere.

Exposição “Blues Portraits”

Nesta edição do BB Blues Fest, Rui Guerreiro referenciou a realização de uma exposição “Blues Portraits” – com figuras de referência do mundo blues -, de Bruno Contreira e Kiko, ambos do Barreiro, que está patente na Galeria de Exposições do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo.

Picnic Blues

A III edição do BB Blues Fest encerra, hoje, dia 29 de Junho, com o Picnic Blues, que está a decorrer durante a tarde, no Parque José Afonso, na Baixa da Banheira, que irá contar, a abrir com Dj’s do Clube de Blues, depois às 16:00h, com Bar Aberto & Blues Mood Friends, às 17:00h, To Bagorro Blues Band e, às 18:00h, Fast Eddie Nelson.

Foto - Rui Guerreiro e Dúlio Canário, dois rostos que são referência do BB Blues Fest

Quotidianos – Barreiro Estágio nos EUA prejudicou Portugal - afirma o magriço José Augusto

Encontrei-me com José Augusto, o magriço do mundial de 66, e, naturalmente, enquanto por ali estivemos, na conversa não podia faltar uma breve troca de opiniões sobre a presença da seleção de Portugal no Brasil.

Na sua opinião foram cometidos dois dos erros - o estágio nos EUA e a ida tardia para o Brasil, que podem ser apontados como causa da nossa não passagem aos oitavos de final – “erros de planificação” – referiu.

Depois de almoço, como é habitual, vou beber a minha bica, ali, na Esplanada, perto de minha casa. Um momento para carregar baterias. Ler o jornal. E descansar os olhos na distância.
Foi, ali, por acaso, encontrei-me com José Augusto, o magriço do mundial de 66, e, naturalmente, enquanto por ali estivemos, na conversa não podia faltar uma breve troca de opiniões sobre a presença da seleção de Portugal no Brasil.
Lá teci as minhas teorias, sobre a incapacidade de Portugal ter dado a volta à estratégia da Alemanha, que apostou em não nos deixar jogar e explorar o contra-ataque. Enfim, um dos muitos treinadores de bancada.
Mas, o meu amigo José Augusto, que sabe da poda, e pode falar com direito, porque andou no campo e foi técnico nacional, começou por sublinhar que um dos erros da nossa presença no Brasil, começou antes do campeonato do mundo, nomeadamente com a participação num conjunto de jogos nos Estados Unidos, que na sua opinião não se justificavam e em nada contribuíram para a preparação da equipa e dar-lhe entrelaçamento.
O antigo internacional referiu, na nossa conversa, que o estágio nos Estado Unidos apenas teve por objectivos a obtenção de dinheiro para a Federação e isso prejudicou a equipa, que, salientou, devia ter chegado uns dias mais cedo, ao Brasil.

Na sua opinião estes, de facto, foram os dois dos erros cometidos - o estágio nos EUA e a ida tardia para o Brasil, que podem ser apontados como causa da nossa não passagem aos oitavos de final – “erros de planificação” – referiu.
Por outro lado, José Augusto sublinhou que a equipa com o resultado frente à Alemanha, os 4-0, foi incapaz de recuperar da goleada e arrancar para os jogos seguintes com outro ânimo – “isso sentiu-se no encontro com EUA” .

A conversa é como as cerejas, José Augusto falava do Brasil e recordava outros episódios de outros momentos da seleção portuguesa em Europeus ou Mundiais.
O magriço do Barreiro sublinhou que a seleção portuguesa tem uma estratégia de jogo que aposta em Cristiano Ronaldo, mas, neste caso, devia ter sido tomada em atenção o seu estado físico, porque estava em final de época.
Na sua opinião, se, no jogo com o Gana, Ronaldo estivesse a 100% não tinha falhado os golos que não marcou, mas que esteve quase lá, porque, na verdade, Cristiano Ronaldo, já tinha muitos jogos realizados e isso reflecte-se nas suas condições físicas.

Foi uma lição de mestre e uma análise da participação da nossa seleção no Mundial do Brasil, vista por um magriço, numa agradável conversa, ao sabor de uma bica, que aqui partilho.


José Augusto conversava e ao mesmo tempo recordou episódios diversos e alguns divertidos, evocando memórias de idas à Rússia ou à Roménia. Uma memória que dava um livro de «estórias» do futebol. 
Foi um encontro agradável e um prazer partilhar uma conversa com um senhor do futebol nacional, magriço 66 e campeão europeu pelo Sport Lisboa e Benfica.
Os nossos encontros são sempre uma «guerrilha» ele sabe que sou do Sporting e temos muitos almoços por realizar, de derrotas e vitórias.
Curiosamente, dias depois o jornal Record editava uma entrevista onde, José Augusto, tecia comentários, muito idênticos à nossa conversa, afinal, tive a oportunidade de os conhecer, em primeira mão, e, por essa razão agora aqui ficam neste meu registo do quotidiano.

António Sousa Pereira

 

«Passadiço Ribeirinho de Alburrica» - Barreiro Passagem simbólica assinalou 30 anos de cidade

Hoje, dia 28 de junho, o Barreiro comemora o 30º aniversário de elevação a cidade, entre as várias iniciativas para assinalar a efeméride, pela manhã, realizou-se uma Caminhada com partida do Clube Vela até Alburrica, com uma passagem simbólica pelo novo «Passadiço Ribeirinho de Alburrica».

A Caminhada aberta à população juntou largas centenas de pessoas que participaram numa manhã desportiva, dando uma intensa animação à Avenida da Praia e proporcionando a vivência de um momento histórico com a passagem simbólica pelo novo «Passadiço Ribeirinho de Alburrica».

Bombeiros Voluntários do Barreiro – Corpo de Salvação Pública Garante 65% de todo o serviço prestado no Barreiro

. “Os tempos que aí vêm são difíceis” 

Oliveira Soares, presidente da Direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Barreiro – Corpo de Salvação Pública, no decorrer da sessão solene evocativa do 83º aniversário da Corporação sublinhou que nos últimos quatro anos os Bombeiros Voluntários do Barreiro ocuparam o «top 8», na média diária dos serviços do INEM.

No auditório Municipal Augusto Cabrita, realizou-se a Sessão Solene evocativa do 83º aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Barreiro – Corpo de Salvação Pública.

As realizações falam por nós

Oliveira Soares, presidente da Direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Barreiro – Corpo de Salvação Pública, no decorrer da sessão solene evocativa do 83º aniversário da Corporação, recordou João Sobral o nome que se inscreveu na fundação e analisou o trabalho realizado pelos corpos sociais nos últimos dez anos, sublinhando que estes não assumiram as suas funções para “ser melhor que outros”, mas, disse -“as realizações falam por nós”.

Rejuvenescimento do corpo activo

Oliveira Soares, sublinhou que nos últimos dez anos registou-se um “rejuvenescimento do corpo activo”, perspectivando que este é “um sinal que o futuro está garantido”.
O presidente da Direcção dos Bombeiros Voluntários do Barreiro salientou o trabalho que foi dinamizado mo âmbito da formação que deu frutos ao nível da promoção – “foram dezenas de milhares de euros em formação” que reconheceu como fundamentais para dar garantir aos “voluntários por opção civica” uma segurança ao nível de profissionais.

Crescer de forma sustentada

Oliveira Soares, referiu que no trabalho realizado pelos corpos sociais o principal objectivo foi desenvolver “uma entidade estável do ponto de vista operacional e económico”.
“Crescer de forma sustentada e aumentar o serviço prestado” – sublinhou.
Recordou que no inicio “o passivo era uma preocupação”, que já está “ultrapassada” e garantiu que a actual situação é “estável”.
“A situação económica estabilizou com a ajuda do Corpo Activo” – referiu.

Garante 65% de todo o serviço prestado no Barreiro

O presidente da Direcção do Corpo de Salvação Pública recordou que a corporação garante 65% de todo o serviço prestado pelos bombeiros no concelho do Barreiro.
Referiu o aumento de serviços na área da saúde que eram de 1.000 serviços anos, situando-se actualmente nos 19.000 serviços ano.
Sublinhou que nos últimos quatro anos os Bombeiros Voluntários do Barreiro ocuparam o «top 8», na média diária dos serviços do INEM.

Os bombeiros e o SNS

Oliveira Soares alertou para as dificuldades que foram criadas “pelos dois últimos governos” e apontu o dedo à Liga de Bombeiros que, disse – “não fica inocente”.
“Como se somos um país rico desperdiça-se recursos” – sublinhou.
Na sua intervenção analisou o processo relativo às relações entre as corporações de bombeiros e o Serviço Nacional de Saúde, iniciada no ano de 1978, que motivou compra de equipamentos e admissão de recursos humanos, passado pelo ano de 2010, quando todo este processo – “foi mandado às urtigas”, criando problemas e conduzindo ao fecho de corporações de bombeiros.
“O Serviço Nacional de Saúde não paga, os doentes não podem pagar” – referiu.


Pouca Responsabilidade social

A encerrar a sua intervenção Oliveira Soares, referiu que o “reconhecimento é escasso da sociedade” em relação ao serviço prestado pelos bombeiros.
Referiu que ao nível de “responsabilidade social” são poucas as empresas que concretizam esta prática.
“Os tempos que aí vêm são difíceis” – disse.

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Pedro Gonçalves, Secretário de Estado da Inovação no Barreiro Portugal tem ao nível europeu o mais baixo número de doutorados nas empresas

. Permanentes alterações do sistema educacional não ajudam à proximidade com as empresas

Pedro Gonçalves, salientou que como economista sempre estabeleceu a relação entre a «oferta e procura», para acrescentar que ao nível do sistema escolar – “temos muita oferta que não tem base real na procura”.
Na sua opinião a oferta que temos no sistema de ensino não corresponde “à procura que temos e sentimos nas empresas”. 

Hoje, pela manhã, no decorrer da Conferência sobre «Empreendedorismo», realizada no âmbito da Semana de Homenagem a Alfredo da Silva, promovida pela Baía do Tejo, Pedro Gonçalves, Secretário de Estado da Inovação, Investimento e Competitividade, respondendo a uma pergunta de João Martins, da Escola Profissional do Montijo, acerca do modelo de ensino em Portugal e as sucessivas reformas que se registam no sistema, referiu que Portugal tem o maior número de doutorados per capita ao nível europeu, mas, simultaneamente é o país que tem o mais baixo número de doutorados nas empresas.

Temos muita oferta que não tem base real na procura

Pedro Gonçalves, salientou que como economista sempre estabeleceu a relação entre a «oferta e procura», para acrescentar que ao nível do sistema escolar – “temos muita oferta que não tem base real na procura”.
Na sua opinião a oferta que temos no sistema de ensino não corresponde “à procura que temos e sentimos nas empresas”. 
Neste contexto, defendeu que – “temos que diminuir esta relação entre o sistema educacional promovendo mais proximidade com a realidade das empresas”.

CUF foi pioneira

O Secretário de Estado sublinhou que a CUF foi uma empresa “pioneira” no estabelecer essa relação, promovendo “formação de pessoas”, estimulando o “escolas profissionais” tendo em vista “promover a formação em função das necessidades da empresa”.
“É muito claro que tem que haver mais proximidade entre as empresas portuguesas e o que está sendo produzido no sistema educacional” -. sublinhou Pedro Gonçalves.
Sublinhou que a promoção da proximidade entre as empresas e o sistema educacional irá contribuir para “assegurar mais empregabilidade” das pessoas que estão sendo formadas, e essas pessoas para as empresas irão significar “um valor mais elevado”.
Pedro Gonçalves, expressou a sua concordância que as “permanentes alterações do sistema educacional, não ajuda”.

Barreiro - Regina Janeiro, vereadora da área cultural Divulga inauguração do «Espaço Memória» no Parque Empresarial da Baía do Tejo

. Passadiço de Alburrica abertura no Feriado Municipal

No âmbito das comemorações dos 30 anos de cidade, no dia 29 de Junho, pelas 18 horas, será inaugurado o «Espaço Memória», localizado na proximidade do Museu Industrial, no Parque Empresarial da Baía do Tejo.
Segundo Regina Janeiro o «Espaço Memória» irá enquadrar o Arquivo Municipal e as Reservas Museológicas.

Ontem à tarde, no decorrer da reunião pública da Câmara Municipal do Barreiro, realizada na Escola do Ensino Básico de Palhais, Regina Janeiro, vereadora responsável pela área cultural, divulgou que no âmbito das comemorações dos 30 anos de cidade, no dia 29 de Junho, pelas 18 horas, será inaugurado o «Espaço Memória», localizado na proximidade do Museu Industrial, no Parque Empresarial da Baía do Tejo.
Segundo a autarca, o «Espaço Memória» irá enquadrar o Arquivo Municipal e as Reservas Museológicas.

Passadiço de Alburrica abertura no Feriado Municipal

Por outro lado, Regina Janeiro, divulgou que no dia 28 de Junho – Feriado Municipal – pela manhã, realiza-se uma visita à zona onde decorrem as obras do programa REPARA, na Avenida Bento Gonçalves e também um passeio pelo novo «passadiço» de Alburrica.
No mesmo dia, pelas 11h30, realiza-se a cerimónia do hastear solene das bandeiras.
Pelas 17 horas, realiza-se a tradicional cerimónia de entrega do Galardão «Barreiro Reconhecido» .

Encontro com os Trabalhadores das Autarquias

Regina Janeiro, referiu também que no dia 27 de Junho, decorre o «Encontro com os Trabalhadores das Autarquias», onde serão entregues as distinções.
De referir que na reunião foi aprovada, por unanimidade, a atribuição de medalhas de antiguidade aos funcionários da Câmara Municipal do Barreiro, Juntas de Freguesia do concelho e Serviços Municipalizados dos Transportes Colectivos do Barreiro.
Igualmente, por unanimidade, foi aprovada a proposta de Distinção do «Bebé da Cidade 2014», que será entregue ao bebé que nascer, no dia 28 de Junho, filho de pais residentes no concelho do Barreiro.

Dedicação dos trabalhadores da autarquia

Marcelo Moniz, vereador eleito pelo Partido Socialista, referiu que a entrega de medalhas aos trabalhadores – “é uma proposta que saudamos e consideramos muito importante”.
O autarca expressou o reconhecimento pela – “dedicação dos trabalhadores da autarquia”.

 

http://www.rostos.pt/inicio2.asp?cronica=15000068&mostra=2

Barreiro - Protocolo CMB Associação Cultural «Um Lugar Improvável» «Vamos trabalhar mais, esperamos que melhor»

Na reunião pública da Câmara Municipal do Barreiro, ontem à tarde, realizada na Escola Básica de Palhais, foi aprovada, por unanimidade, a proposta de «protocolo entre a Câmara Municipal do Barreiro e a Associação Cultural Um Lugar Improvável».

No decorrer da ordem de trabalhos da reunião pública da Câmara Municipal do Barreiro, Regina Janeiro, vereadora responsável pela área cultural, apresentou a proposta de celebração de um protocolo entre a autarquia e a Associação Cultural «Um Lugar Improvável».
A autarca sublinhou que o protocolo visa estimular a «cooperação» entre a Câmara Municipal do Barreiro e a Associação Cultural «Um Lugar Improvável».
com a finalidade de “promover a actividade cultural».
Sublinhou que «os objectivos» da Câmara e da Associação Improvável – “são comuns”.
Referiu que esses objectivos estão expressos no “acordo de parceria e colaboração” e espelhados num “quadro de intenções”.
Regina Janeiro, salientou que com este protocolo pretende-se promover a “actividade cultural” quer ao nível “interno”, quer ao nível “externo”.

Vamos trabalhar mais

Carlos Humberto, a propósito da celebração do protocolo sublinhou – “Vamos trabalhar mais” e “esperamos que melhor”.
O documento não foi objecto de qualquer discussão, tendo sido aprovado por unanimidade.
De referir que na reunião pública, entre os presentes a assistir, estavam dois membros da Associação Cultural «Um Lugar Improvável» - o actor António Cordeiro e Guerra Soares, que, nos anos 80, foi Director do Departamento Cultural da Câmara Municipal do Barreiro.

Barreiro 30 anos Cidade - Carlos Humberto, Presidente da CMB «70% do transporte fluvial do Tejo tem origem no Barreiro»

“Perderam-se coisas ligadas à actividade industrial. Para se ter uma ideia, cerca de 70% dos trabalhadores trabalhavam no Barreiro e trabalhavam no sector secundário, ou seja, na indústria. Hoje 70% ou mais trabalham fora e mais de 60% trabalho no sector terciário. Portanto isto é uma alteração qualitativa importantíssima.” – refere Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro.

“Somos a terra do país com maior mobilidade colectiva na relação entre o transporte colectivo e o transporte individual” – sublinha.

A propósito dos 30 anos da Cidade do Barreiro estamos a editar um conjunto de entrevistas, efectuadas por dois jovens que, durante 30 dias, fizeram um estágio no jornal «Rostos».
Hoje editamos a entrevista de Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro.

Barreiro tinha emprego

Como era o Barreiro há 30 anos? 
“Nestes 30 anos, Portugal, o Barreiro evoluiu no ponto de vista urbano. Agora é verdade que o Barreiro de há 30 anos atrás tinha duas mais-valias, três se quisermos que hoje não tem. Primeiro tinha emprego, já que funcionava que a CP e a EMEF tinham centenas, milhares postos de trabalho, a CUF tinha milhares postos de trabalho, e portanto isso era uma coisa importantíssima. 
O Barreiro tinha mais dezoito a vinte mil habitantes que hoje tem por fruto de encerramento das fábricas e fruto das construções das pontos vasco da gama e da ponte 25 de abril e por isso ficámos equidistantes e portante não tivemos as mais-valias que os concelhos que ficaram mais próximos que tiveram e têm uma acessibilidade mais facilitada a Lisboa. Agora se associarmos esta questão da perca do emprego, do encerramento das fábricas, perca de população e acessibilidades, vemos que isto teve consequências negativas no conselho. 
De qualquer forma o Barreiro tem evoluído muito. Tudo o que tem sido feito no sentido da requalificação urbana de frente rio, no parque da cidade, são muitas as coisas que continuamos a ter uma intensíssima actividade cultural indiscutível. A actividade cultural aumentou, actividade desportiva se mantém num nível muito elevado, que a intervenção social aumentou significativamente, e portanto, eu diria que o concelho do Barreiro sofre as consequências da evolução do mundo e da evolução do país. 
Portanto, o país cresce, o concelho do Barreiro cresce, o país decresce, o concelho do Barreiro decresce como a característica específica que é aquela que vos falei que é o encerramento das empresas. Foi uma situação dramática que se inseriu na estratégia nacional de encerrar a actividade industrial, as pescas e a agricultura, e que hoje toda a gente fala que é preciso revoltar à industrialização, revoltar ao mar, revoltar à terra, o que foi pena nessa altura não se ter aproveitado as potencialidades e não se ter aprofundado as capacidades do povo português e do território nacional para que hoje não sofrêssemos estas consequências tão graves ao nível nacional e ao nível do concelho do Barreiro. 

Hoje 70% ou mais trabalham fora

Que hábitos ou tradições foram deixadas para trás nesses 30 anos?
“Eu diria que o processo do Barreiro é um processo natural. O respeito pelo ser humano aumentou. O respeito pelas minorias aumentou significativamente, o respeito pela diferença de género aumentou significativamente. É verdade que nos últimos tempos temos tido retrocessos que considero civilizacionais, enquanto a tendência era para trabalharmos mais horas, agora mentem-nos a trabalhar mais horas, enquanto a tendência era para termos melhor qualidade de vida, mais salário, mais pensões, mais reformas, etc, agora diminuem. 
Mas, apesar de tudo, tenho uma visão positiva nestes últimos 30 anos no concelho do Barreiro e do país. Perderam-se várias coisas mas também ganharam-se outras. Perderam-se coisas ligadas à actividade industrial. Para se ter uma ideia, cerca de 70% dos trabalhadores trabalhavam no Barreiro e trabalhavam no sector secundário, ou seja, na indústria. Hoje 70% ou mais trabalham fora e mais de 60% trabalho no sector terciário. Portanto isto é uma alteração qualitativa importantíssima.

Intervenção da câmara é muito mais qualificada

Como presidente o que vê de diferente na política de agora em comparação há 30 anos atrás?
“Ao nível das autarquias nós temos uma intervenção mais vasta, mais diversificada, mais rica. Praticamente as autarquias acabam por ser chamadas directa ou indirectamente em todos os aspectos na vida das pessoas, enquanto há 30 anos atrás estávamos mais focados naquilo que eram competências directas nas autarquias e nós hoje temos uma intervenção mais diversificada ao nível das questões sociais, a intervenção da câmara é muito mais qualificada, a nossa intervenção sobre a gestão da água e da qualidade da água são passos gigantescos qualificáveis no tratamento dos esgotos. Portanto, tudo se alterou no meu ponto de vista para melhor.” 

A nossa maior riqueza são as pessoas

Enquanto cidade o que oferece o Barreiro no lazer, turismo e emprego?
“A nossa maior riqueza são as pessoas, é a relação entre nós e as pessoas é uma grande intervenção social, para as questões do movimento associativo, são pessoas com preocupações culturais e desportivas. Temos uma excelente frente rio que precisa de ser requalificada, sendo uma intervenção para uma ou duas décadas, mas que é uma coisa que claramente podemos oferecer. Somos a terra do país com maior mobilidade colectiva na relação entre o transporte colectivo e o transporte individual e portanto tem mais transportes colectivos se quisermos. 
Somos o 4º estuário do mundo que tem mais transporte fluvial, não só do Barreiro, mas 70% do transporte fluvial do Tejo tem origem no Barreiro. Portanto esta grande diversidade para os jovens, diversidade cultural, desportiva, musical, uma certa cultura um bocadinho alternativa e são coisas que podemos oferecer. Uma coisa que ainda está pouco explorada, mas que acho que é também importante mas só daqui a uma década é que estará em desenvolvimento que é todo o património industrial. Não há um concelho no país que tenha um património industrial tão rico como o nosso e tão importante como o nosso. O facto de termos uma reserva ambiental local, a Mata da Machada e do Sapal do Rio Coina. Não são coisas para grandes massas, mas é uma coisa para nichos”. 

«Rota do trabalho e da Industria» é um grande projecto

Existem alguns projectos para potencializar a cidade do Barreiro no futuro? 
“As questões da actividade empresarial particularmente à volta do território, o parque da CUF-Quimigal e do território ferroviário. As questões da nova acessibilidades, seja da nova 3ª travessia, seja novas acessibilidades como Barreiro-Seixal através de uma ponte, uma ligação directa do Barreiro à ponte Vasco da Gama e o Metro Sul do Tejo. 
Na área do ambiente queria referir dois importantíssimos projectos, um é continuarmos a trabalhar cada vez mais para que todo o sistema de águas e saneamento e até de resíduos seja uma coisa de grande qualidade.Com as obras que estamos a fazer na avenida da praia passaremos a tratar cerca de 97% das águas residuais do concelho. 
Ainda na área do ambiente, recuperar a pouco e pouco a frente ribeirinha do Tejo e do Coina, fazer do Tejo e do Coina um grande uso fruto e associado a isto todo o espaço de zonas verdes em que naturalmente o mais significativo é a Mata Nacional da Machada e o Sapal de Coina, mas também grandes espaços verdes como são o Parque da Cidade, o parque daquela zona junto à Ribeirinha, da Verderena, Santo André, que em principio, em 2015 será concluindo, e há mais espaços verdes que estão previstos de grande dimensão no interior do território Quimiparque. 
Na área do património, acho que aquilo que chamei a “Rota do trabalho e da Industria” é um grande projecto de grande qualidade que se há-de implementar por si, e depois é preciso um projecto mais complexo, mais demorado que estamos a trabalhar afincadamente que é a consolidação, o reforço e o alargamento do centro da cidade e metendo neste “bolo” também o Barreiro Velho e a zona Ribeirinha do Barreiro Velho. 
Estes são alguns dos projectos que nós consideramos importantes. 
Deixem-me só fazer uma referência a uma coisa final, a um grande projecto, que é um grande projecto ligado à qualificação das pessoas. Os seres humanos cada vez mais precisam de ser qualificados ao longo da vida. Já começa a passar o tempo em que nós vamos para a escola, aprender, tirar o curso e depois vamos para a vida. O papel do ensino é fundamental, por isso uma grande aposta na qualificação das pessoas e dos equipamentos escolares é também uma coisa determinante para o futuro do Concelho do Barreiro”. 

Fotografia e Entrevista de Bruno Pires e Gonçalo Sargaço 
Trabalho de Estágio

Moita - No Fórum Cultural da Baixa da Banheira Nova geração do blues em destaque no III BB Blues Fest

É já na sexta-feira, dia 20 de junho, que se inicia o III BB Blues Fest, no Fórum Cultural José Manuel Figueiredo e espaços exteriores, na Baixa da Banheira. Até ao dia 28, este festival promete mostrar o que de melhor a nova geração do blues produz, em Portugal e além-fronteiras.
Promovido pela Associação BB Blues Portugal, em parceria com a Câmara Municipal da Moita e a União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira, este festival internacional apresenta, nesta edição, um cartaz reforçado e variado entre o novo blues inglês, espanhol, holandês e português.

A abrir este BB Blues Fest, vai estar o holandês Jean Paul Rena, no dia 20, às 22:00h, no café-concerto. Para encerrar o festival, no dia 28 de junho, pelas 23:00h, vai subir ao palco do auditório o inglês Paul Lamb, um dos expoentes máximos da harmónica a nível mundial.
Nos restantes dias do festival, a qualidade e diversidade dos espetáculos mantêm-se com nomes como Chantel Mcgregor e Li’L Twister, no dia 21, às 21:30h e 23:00h, The Yellow Dog Blues Band, na noite do dia 25, e The Ramblers e Budda Power Blues, no dia 27, às 21:30h e às 23:00h. No último dia do BB Blues Fest, 28 de junho, os espetáculos iniciam, às 17:00h, no palco exterior, com os Stonebones & Bad Spaghetti, seguidos das bandas Nobodys Bizness e Mingo & The Blues Intruders. Ainda no dia 28, e antes da atuação do “cabeça de cartaz”, Paul Lamb, vai subir ao palco, pelas 21:30h, a banda sensação de Espanha, A Contra Blues. 
Do programa, fazem igualmente parte um Blues Workshop, no dia 24 de junho, a partir das 17:00h, no Centro de Experimentação Artística, no Vale da Amoreira, e muito mais música com os Dj’s residentes, do Clube de Blues.
Durante o festival, aproveite para visitar a exposição “Blues Portraits”, de Bruno Contreira & Kiko, patente na Galeria do Fórum Cultual.

Mais informações em www.bbbluesfest.com.pt

Barreiro 30 anos Cidade - Bruno Vitorino, Vereador do PSD «Valorização dos nossos espaços naturais para a mudança da imagem do Barreiro»

“Hoje há legislação que pode ajudar o Barreiro naturalmente a ter um papel importante a nível nacional e a ajudar atraindo novos investidores fixando novas empresas, a dar uma nova vida e uma nova dinâmica à cidade” – afirma Bruno Vitorino, vereador do Partido Social Democrata.

“Acho que o PCP , a CDU ainda estão muito presos, por ventura a questões ideológicas que não ajudam efectivamente ao desenvolvimento do concelho, portanto acho que aí nada mudou” - refere.

A propósito dos 30 anos da Cidade do Barreiro vamos editar um conjunto de entrevistas, efectuadas por dois jovens que, durante 30 dias, fizeram um estágio no jornal «Rostos».
Hoje editamos a entrevista de Bruno Vitorino, vereador responsável pelo Centro de Educação Ambiental, eleito pelo Partido Social Democrata.

Barreiro desde há 30 anos perdeu população

Como era o Barreiro há 30 anos? 
“Eu tenho 42 anos portanto a minha imagem do Barreiro de há 30 anos atrás é uma imagem de um miúdo de 12 anos e portanto de um miúdo que nasceu no Barreiro, que estudou sempre no Barreiro, que frequentava o futebol clube barreirense como atleta, primeiro na ginástica e depois no basquetebol, e portanto era de alguém sempre ligado ao movimento associativo, nomeadamente juvenil, escuteiros e portanto tinha , digamos assim, uma visão do concelho aos olhos de alguém com essa idade. 
Despertei para a politica com 16, 17 anos primeiro para a vida associativa depois mais para a vida politica ou partidária um pouco depois, mas acho que há matérias que nós hoje percebemos que efectivamente mudaram, evoluíram, e nem sempre uma evolução no sentido positivo, digamos assim dos termos.
O Barreiro desde há 30 anos perdeu população, portanto o Barreiro hoje é uma cidade com menos gente e com uma população muito mais envelhecida, o que é um problema porque é uma terra na área metropolitana de Lisboa das poucas que não conseguiu renovar os seus activos, que tem um índice de envelhecimento dos mais preocupantes a este nível de cerca de 157 ou 167 , ou seja, 167 idosos por cada 100 jovens e portanto temos uma população cada vez mais idosa, uma população cada vez mais envelhecida e isso quer dizer que a cidade também vai envelhecendo com a sua população, e se perdemos também população perdemos habitantes, perdemos a capacidade de regenerar o nosso parque habitacional , perdemos dinâmica, perdemos pessoas que pagam imposto municipal sobre imoveis que consomem no comércio local , perdemos os filhos que se fixam e compram novas casas ou que ficam a habitar a casa dos seus pais ou que já foi dos seus avós o que dá origem quando isso acontece a zonas como o Barreiro Velho, em que nós temos um problema muito complicado de falta de capacidade de gerar dinâmicas de regeneração de recuperação urbano, portanto temos uma cidade mais envelhecida, uma cidade abandonada , mais deserta a esse nível, onde se percebe que não há capacidade também de criar essas dinâmicas de regeneração urbana e apostarmos na reabilitação do edificar , temos cada vez mais casas velhas, casas devolutas, zonas pouco habitadas e quando é assim há problemas também em termos de tecido social, há problemas também ao nível de insegurança que tem vindo infelizmente a aumentar com níveis que eu acho que são preocupantes e isto tem muito a ver com a incapacidade que na minha opinião existiu de termos uma estratégia para a cidade de pensamos num novo plano municipal que crie essas dinâmicas, que tivesse a capacidade de atrair novos investidores, porque é que é que as pessoas mais novas não se fixam no Barreiro e se vão embora ? Porque por um lado não temos uma cidade capaz de as fixar pela criação de emprego, por outro lado porque não cria dinâmica económica nenhuma, não é capaz de fixar o seu comércio tradicional que tem vindo a morrer e a câmara municipal aqui tem muitas responsabilidades porque teve durante muito tempo, uma politica de achar que o que era bom para a cidade era atrair o fórum, novos continentes , o Retail Park, só grandes superfícies, não percebendo que isso ia matar a pouco e pouco o comércio tradicional e aliando a uma crise que existe isso ainda acelerou mais naturalmente o processo que se adivinhava, e que tem a ver com politicas e decisões municipais. Por outro lado, a cidade também não é atractiva para os jovens ao nível de ser uma cidade que se possa dizer que tem qualidade de vida, que tem uma serie de outras coisas que fixem em termos de oferta cultural, desportiva, recreativa, não é uma cidade atractiva, é uma cidade que o espaço publico está descuidado, está degradado, é uma cidade suja e portanto não é uma cidade que tem capacidade de fixar os seus jovens nem com a lógica da criação de emprego nem por ser uma cidade efectivamente atractiva aos olhos dos jovens e portanto foi definhando, e eu acho que o que aconteceu nestes últimos 30 anos infelizmente isso, nós de uma cidade pujante que vinha com actividade económica, temos uma cidade completamente envelhecida, sem qualquer vida, sem qualquer capacidade e sem qualquer estratégia para o futuro, que acho que é o mais preocupante e portanto eu acho que de forma reduzida o que foram estes 30 anos, esta evolução dos 30 anos da cidade do Barreiro”.

Artérias principais da nossa cidade vazias

Que hábitos ou tradições foram deixadas para trás nestes 30 anos de Barreiro como cidade?
“Com a insegurança, com a população mais envelhecida, com o despovoamento que existiu destas freguesias, os hábitos de fazer as compras no mercado foram desaparecendo, porque as pessoas também foram desaparecendo, o hábito normal de sair à rua e conviver a partir de determinadas horas, nós vemos muitas das artérias principais da nossa cidade vazias, despidas completamente de pessoas, de vida, e antes havia muito esse hábito, o convívio, esse tipo de hábitos também foram desaparecendo, o hábito de ir ao café ao final do dia ou à noite, esse convívio essa troca de impressões, eu acho que isso foi desaparecendo.
Não digo morrendo, mas foi perdendo força aquilo que era a tradição do movimento associativo do concelho do Barreiro. Nós ainda temos muitas associações e colectividades, temos uma história rica a esse nível, mas os dirigentes associativos que hoje temos são os primeiros a dizer precisamente que têm vindo a perder, à excepção de duas ou três colectividades de dois ou três clubes com mais dinâmica e mais pujança, têm perdido muito da sua vida daquilo que era a tradição do antigamente. E não é só a nível de massa associativa, de iniciativas, de actividade, tem perdido muito ao nível da sua capacidade até de gerar novos dirigentes, de rejuvenescer também por aí e portanto isto tá muito ligado aquilo que eu falei anteriormente. Há excepções, estou a pensar no trabalho que se faz ainda hoje na S.F.A.L, Fabril, o Barreirense, mas tem-se perdido muito desta dinâmica em muitas colectividades que nós temos no concelho”.

Criar uma imagem do Barreiro do século XXI

Como vereador o que vê de diferente na politica de agora, desde há uns anos para cá ?
“Eu sou Vereador de um partido sem tempos mas de um partido de oposição e portanto é normal que tenha uma visão diferente daquela que tem sido a maioria ou as maiorias, porque o Partido Socialista também foi poder no concelho do Barreiro. Eu vejo que há neste momento uma tentativa, fruto dos tempos e de muita legislação que foi seguindo, de tornar a câmara do Barreiro mais sustentável do ponto de vista financeiro e acho que aí se tem feito algum esforço que tende a dar os seus frutos, mas não tem havido a capacidade (e esse é o principal) de gerar dinâmicas de atracção de emprego, de fazer com que o Barreiro seja uma cidade atractiva para o investidor porque só os investidores privados é que criam postos de trabalho, só esses é que criam depois outras dinâmicas e aí eu não vejo grandes alterações. Acho que o PCP , a CDU ainda estão muito presos, por ventura a questões ideológicas que não ajudam efectivamente ao desenvolvimento do concelho, portanto acho que aí nada mudou. Por outro lado , o trabalho que nós PSD , temos vindo a fazer na área do ambiente, eu acho que também tem sido positivo e tem ajudado, não e um só um trabalho fique só , digamos assim , na Mata Nacional da Machada , no Sapal da Coina, com a criação da reserva natural local , com a criação da agencia de energia, com o trabalho que se tem feito na educação e sensibilização ambiental, com escuteiros , com as escolas, com as ditas Forças vivas do concelho, com o programa eco-desafio com as colectividades, eu acho que é um trabalho que é importante a este nível da sustentabilidade ambiental, mas acima de tudo é muito importante, por exemplo a criação da reserva natural local, para ajudar a mudar a imagem do Barreiro para o exterior, porque hoje quando se fala um pouco por todo o pais do Barreiro, ainda é muito associado a uma imagem negativa, de uma cidade feia, de uma cidade ainda com os problemas que subsistiram e que felizmente alguns têm vindo a ser resolvidos, das fabricas. Portanto, neste momento, nós temos também contribuído com esta área do ambiente e com a valorização dos nossos espaços naturais, muito, para a mudança da imagem do Barreiro além fronteiras. Aposte-se mais nesta área, fruto do resultado de um corpo técnico mas também de vereadores, eleitos do PSD têm ajudado muito a mudar esta imagem do concelho do Barreiro e a criar uma imagem do Barreiro do século XXI porque é isso que nos temos de ter capacidade para fazer, se queremos ser competitivos numa logica de área metropolitana mas acima de tudo numa logica nacional, e esse é o contributo que nós também temos procurado dar numa logica positiva, construtiva, apesar de termos grandes diferenças ideológicas, e muitas vezes de questões concretas com a maioria, tentamos sempre ter e manter essas nossas diferenças mas construir algo, e com o nosso trabalho tentarmos mudar para melhor o que está ao nosso alcance portanto acho que somos uma oposição construtiva, que critica quando tem que criticar, mas constrói, trabalha dentro das áreas que lhes são atribuídas e, creio eu, nesta logica com o senhor presidente da câmara, acho que é uma tradição do PSD aceitar pelouros para trabalhar para o desenvolvimento do concelho do Barreiro”.

Ter uma estratégia para a cidade

Referiu que o Barreiro está-se a tornar numa cidade velha porque os jovens estão a sair daqui e gostaríamos de saber se existe algum projecto para potencializar a cidade do Barreiro no futuro? E se sim quais são?
“Não há uma única ideia que por milagre transforme naturalmente um concelho, seja este ou outro qualquer. Mas há naturalmente a necessidade de definirmos políticas que visem essa transformação sustentada e a prazo. E o que eu entendo é que essas políticas de momento não existem. Precisamos de ter um conceito do que e a nossa cidade, ter uma estratégia para a cidade. Dou dois exemplos, Mora é um pequeno concelho, no meio do Alentejo e com uma ideia do fluviário, consegue neste momento com o desenvolvimento da sua imagem também além fronteiras do seu próprio concelho e do seu próprio distrito, consegue levar a esse fluviário 200 000 pessoas por ano. Estou a falar de um concelho pequeno, mas que consegue ter esta dinâmica. Porquê ? Porque fez uma aposta. Nós temos aqui a nossa ligação ao rio, temos a nossa ligação ao que foi a Cuf, a Quimigal, temos a Baía do Tejo a investir na recuperação do seu património. Nós temos de ver a nossa história, a nossa memória preservando-a mas ao mesmo tempo potencializar para o futuro. Óbidos era uma vila medieval o seu centro, apostou no festival do chocolate, apostou em meia dúzia de acções concretas que pôs Óbidos no mapa, neste momento com meia dúzia de iniciativas turísticas eles conseguem captar milhares de pessoas que vão e visitam o seu concelho, quando estão de pé aquelas iniciativas e quando estão de pé outras iniciativas e aquelas iniciativas foram o rastilho para muito mais investimento que se seguiu do ponto de vista turístico naquela cidade e nós temos de fazer o mesmo. Nós temos a nossa ligação ao rio que potencia efectivamente esta questão que estou a dizer e devemos valorizar a nossa historia e a nossa ligação ao rio através de centros de pratica de desporto, centros náuticos, apostar na formação, trazer para cá centros de estágio que possam até em termos internacionais, ser aqui a nossa afirmação para essa nossa ligação ao rio, dinamização de outras actividades económicas em toda a frente ribeirinha, como podemos e devemos ter uma ligação mais profunda à Baía do Tejo e ser a câmara Municipal também a liderar, uma coisa que nunca teve capacidade de fazer até aqui, porque nós temos este território. Aquilo que é o processo da reindustrialização em Portugal ser esta zona da Baía do Tejo a ter aqui um papel central e hoje quando falamos de indústria em Portugal fala-se o que falávamos há 50 anos. Hoje há legislação que pode ajudar o Barreiro naturalmente a ter um papel importante a nível nacional e a ajudar atraindo novos investidores fixando novas empresas, a dar uma nova vida e uma nova dinâmica à cidade, porque se as pessoas virem para cá à procura de trabalho, vem para cá para comprar uma casa, para ficar, para criar os seus filhos, para dar nova dinâmica a escola que têm perdido alunos, para comprar no comércio local que tem perdido vitalidade e tem encerrado muitos estabelecimentos, para ir aos restaurantes e dinamizar a gastronomia local, enfim, dar uma nova dinâmica à cidade. Se o poder politico que está em maioria percebesse e apostasse, podiam ajudar a preparar o Barreiro para o futuro e não deixar e assistir calma e serenamente ao definhar completo do nosso concelho.”

Entrevista e fotografia de Bruno Pires e Gonçalo Sargaço 
Trabalho de Estágio

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