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Entre Tejo e Sado

Por dentro dos dias e da vida

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Barreiro - Festa do Teatro «Tributo» a Graciano Simões «O homem que me ensinou a ver teatro»

. Hoje dia 4 de Maio – Grupo de Teatro da Telecom (Lisboa), com “O leitinho do néne”, de Alfonso Paso, encenação de Francisco Alvarez

A Associação Projéctor – Companhia de Teatro do Barreiro arrancou, ontem à noite, com a 3ª edição da Festa de Teatro, que irá prologar-se até ao próximo dia 14 de Junho, aos sábados e alguns domingos.
Na abertura foi prestado um «tributo»a a Graciano Simões , encenador do TEB – Teatro Ensaio do Barreiro, cuja vida está ligada ao teatro há mais de 60 anos.

Luciano Barata, encenador do Projéctor – Companhia de Teatro do Barreiro, referiu que a homenagem era prestada a “um dinossauro do teatro na nossa terra”, acrescentando que Graciano Simões foi – “o homem que me ensinou a ver teatro, ele e o José Brito”.
Referiu que no âmbito das edições da «Festa do Teatro», todos os anos, será prestada uma homenagem a «figuras da cultura, homem ou mulher, que se tenham notabilizado ao serviço da comunidade”.
Sublinhou que a homenagem é um “acto público” de «respeito e gratidão».

TEB oficializado no ano de 1966

Luciano Barata, salientou diversos aspectos da biografia de Graciano Simões, recordou que – “há mais de 60 anos que se dedica a esta arte, estreou-se nesta casa – Os Penicheiros – no ano de 1952, mudou depois para a SFAL, onde foi dirigido por Mário de Oliveira.
Posteriormente, no ano de 1963, foi com o seu grupo de teatro para o Grupo Desportivo da CUF – “onde começou a dirigir o seu próprio trabalho”.
O TEB, que dirigiu durante décadas e ainda dirige, foi oficializado no ano de 1966., um grupo que foi distinguido com diversos prémios nacionais de teatro e gravou uma peça para a RTP.

Declinou convites de profissionalização

Luciano Barata recordou que Graciano Simões recebeu diversos convites para ingressar no teatro como profissional, situações que declinou, optando por manter a sua actividade profissional como bancário e dedicando-se ao seu grupo de teatro – TEB.
Referiu que o TEB viveu um período de dificuldades após, no ano de 1978, ter sido registado um incêndio no Clube 22 de Novembro – “aí começou o desassossego”.
Sublinhou que no ano de 1995, Graciano Simões recebeu a distinção de «Barreiro Reconhecido», galardão atribuído pela Câmara Municipal do Barreiro.
“Hoje, em Maio de 2014, estamos aqui para prestar o nosso tributo a Graciano Simões” – sublinhou.

O tempo do projectores «nazotincos»

Graciano Simões, recordou diversos episódios da sua vida no mundo do teatro, os convites que recebeu de Amélia Rei Colaço ou de Vasco Morgado, para assumir ao nível profissional o trabalho de encenador no Teatro Nacional D. Maria.
Os dias de arranque no Clube 22 de Novembro sem equipamentos de luz, tendo sido inventados os projectores que era feitos de latas de tinta sotinco e criados pelo Nazário, dando origem ao nome que eram conhecidos – “nazotincos”.

Optei por viver o meu TEB

“Optei por viver o meu TEB” – sublinhou.
Recordou que o filho de Alves Redol, quando viu a peça – “A forja” – comentou: “Esta é a Forja que o meu pai gostava de ter visto”.
Graciano Simões recordou a sua dedicação à APTA – Associação Portuguesa de Teatro Amador e à ARTAS – Associação Regional de Teatro Amador de Setúbal.
Graciano Simões, a finalizar, salientou o apoio que o TEB tem recebido por parte da Câmara Municipal do Barreiro que lhe permite manter o seu espaço de actividade regular a Oficina de Teatro Mário Pereira.
Graciano Simões foi distinguido com uma oferta lembrança pela Associação Projéctor – Companhia de Teatro do Barreiro.

Lembranças ao parceiros
Após o tributo, Artur Martins, do Projéctor, entregou lembranças a parceiros – SIRB «Os Penicheiros»; União de Freguesias do Barreiro e Lavradio ( que estiveram ausentes) e procedeu à entrega a Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
Terminado o «tributo», que marcou a abertura da 3ª edição da Festa do Teatro, começou o primeiro espectáculo – “Memórias de um tempo português», uma parceria entre o Grupo de Teatro Sobretábuas e Teatro Projéctor.

FESTA DO TEATRO
Próximos espectaculos

PROGRAMA


Dia 4 de Maio – Grupo de Teatro da Telecom (Lisboa), com “O leitinho do néne”, de Alfonso Paso, encenação de Francisco Alvarez;

Dia 10 de Maio – ATA – Acção Teatral Artimanha (Pinhal Novo), com “Os Adolescentes”, direcção de Rui Guerreiro;

Dia 11 de Maio – Teatro Sem Dono (Pinhal Novo), com “O Zé das Moscas”, de António Torrado, encenação de Carla Castro;

Dia 17 de Maio* – Teatro do Zero (Vila Franca de Xira), com “T’Ulisses”, de Maria Alberta Menéres, adaptação e encenação de Mauro Corage;

Dia 24 de Maio – Teatro Matraca (Oeiras), com “Sob Pressão”, encenação de Vítor Martins;

Dia 31 de Maio – TEB – Teatro Ensaio do Barreiro, com “Sogra de Luís XIV”, de Georges Feydeau, encenação de Graciano Simões.

*Terá lugar no Auditório da Freguesia da Verderena.

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