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Entre Tejo e Sado

Por dentro dos dias e da vida

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Associação Projéctor - Companhia de Teatro do Barreiro «Des (encontros)» - a catarse no mundo das artes

Associação Projéctor - Companhia de Teatro do Barreiro <br>«Des (encontros)» - a catarse no mundo das artesA Associação Projéctor - Companhia de Teatro do Barreiro, no Dia Mundial do Teatro levou a cena a sua 22ª Produção teatral, a peça "Des (encontros)" com textos de Lucien Lambert e Luciano Barata.

A peça vai continuar a subir ao palco hoje, dia 6 de Abril e nos próximos dias 13 e 20 de Abril, pelas 21.30h na SIRB "Os Penicheiros".

Antes do 25 de Abril, assisti no Monumental, em Lisboa, à peça «Insulto ao Público» que guardo, ainda nos dias de hoje, como um registo do meu olhar e sentir o teatro.
Uma peça que era um dedo apontado ao espectador, num contexto de ditadura, de ausência de Liberdade e vida democrática, lançando um apelo à consciência, motivando-nos a pensar e a sentir a força das palavras.
Os actores saíram do palco, colocaram-se em diversos pontos da sala, circularam entre o público, criticavam, citavam e com uma energia intensa condenavam o medo, o silêncio e a passividade perante os acontecimentos e a vida.

Quando começou a peça "Des (encontros)" no Dia Mundial do Teatro, com aquela cena dos actores a «adjectivarem» o «Director», com todas as palavras que conseguiram imaginar, ocorreu-me esta recordação do «Insulto ao Público», mas, agora, num contexto de democracia e Liberdade, não escutei aquele amontoado de adjectivos como um apelo à motivação ou um grito à consciência, mas sim como uma «catarse» que se destinava a apontar um «bode expiatório».
Foi uma cena que sentia-se na energia dos actores, nos rostos, na dicção, vivida com intensidade, com raiva, com convicção, tanta era a força colocada na catadupa de adjectivos, que criava o «caldo cultural» da peça "Des (encontros)" - um mergulho pelos bastidores do mundo do teatro.

A peça "Des (encontros)" conta com um conjunto de quadros que procuram trazer à superfície características humanas, invejas, ciúmes, pedantismo, transportando todos esses sentimentos para o mundo do teatro, como se este fosse um reflexo da vida e dando expressão ao sentimento que a «vida é teatro».

A peça decorre com ritmo e, sem dúvida, os actores interpretam de forma positiva as suas diversas personagens.
A encenação é simples, limita-se a ser enquadradora das marcações e a contextualizar as dinâmicas das personagens.
Os diálogos entre as personagens contribuem para pensar, por dentro, o mundo do teatro ( com base em experiências de vida) e dar ao espectador possibilidade de reflectir que, de facto tem, que haver mais vida para além daquela empatia hipócrita e farsante como é retratado o mundo das artes.

Um espectáculo que, de facto, tem diversos momentos de beleza estética, com o seu momento mais belo na sua cena final, que introduz um momento de alegria, cor, vivacidade e funciona como uma «apoteose» que nos transporta para dentro das emoções reais que o teatro pode dar – arte em movimento.

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