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Entre Tejo e Sado

Por dentro dos dias e da vida

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«In Memoriam Manuel Cabanas» do Barreiro para Lisboa Kira expõe na Fundação Mário Soares

alt="«In Memoriam Manuel Cabanas» do Barreiro para Lisboa
Kira expõe na Fundação Mário Soares" align="right" border="2" hspace="10" vspace="5" />Numa iniciativa do «Grémio do Castelo», no dia 1 de Junho será inaugurada, na Fundação Mário Soares, em Lisboa, com a presença do antigo Presidente da República Mário Soares, a exposição «In Memoriam Manuel Cabanas», do artista plástico barreirense Kira.

MESTRE MANUEL CABANAS

Conheci o Mestre Manuel Cabanas no Café Tico-Tico, Barreiro. Chamou-me a atenção de imediato o seu entusiasmo pela xilogravura que praticava todos os dias em pleno, no dito café.
Nas primeiras impressões fiquei de imediato convencido que estava perante um grande artista e muito mais.
Nas nossas conversas era um homem aberto, sabedor, coerente, bondoso e que gostava de me contar histórias da sua vida de cidadão, da sua actividade política, do seu humanismo perante a vida. A sua frontalidade e a sua coerência levaram-no várias vezes à prisão pelos bufos da PIDE. Nunca ninguém o vergou. As suas ideias vinham ainda com mais força e, perante os jovens que o cercavam na sua mesa de trabalho ( no café) dava conta da sua estadia, dos interrogatórios dos esbirros e, de dedo em riste abria-nos os olhos discursando, sem medo, indicando-nos que o fascismo um dia iria acabar, que havíamos de conhecer a liberdade que nos conduz à democracia.
De braços ao alto e janela aberta para quem olhasse visse o busto da República, lembro-me de, um 5 de Outubro em que a guarda republicana fez carga à sua porta (como era costume em várias ocasiões) ter gritado para a cavalaria: - Que é lá isso? Eu sou um democrata. Fora daqui. A guarda recuou mas no outro dia já não apareceu no Tico-Tico. Levaram-no para o Aljube. Era a vez do Mestre Augusto Cabrita colocar na montra da sua casa de fotografias um grande retrato do Mestre Cabanas. E aí ficava até que o soltassem.
O Barreiro deve muito a Manuel Cabanas e ao que hoje é esta cidade. Salve Mestre e obrigado.

Kira

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