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Entre Tejo e Sado

Por dentro dos dias e da vida

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Luis Tavares, Administrador da Quimiparque - Uma grande revolução dar utilidade diferente aos espaços que durante 100 anos foram industriais

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Uma grande revolução dar utilidade diferente aos espaços que durante 100 anos foram industriais" align="right" border="2" hspace="10" vspace="5" />. LEIA ENTREVISTA INTEGRAL NA REVISTA ROSTOS ON LINE Nº 2


Segundo Luís Tavares, Administrador da Baía Tejo /Quimiparque, no novo Plano de Urbanização, que está em discussão pública, a ideia de Parque Empresarial não se vai perder.
“Continuamos a achar perfeitamente válida e correcta a existência de um Parque Empresarial” - sublinha.

Uma conversa com Luís Tavares, engenheiro, membro do Conselho de Administração da Quimiparque, actualmente Baía Tejo, permitiu-nos um reencontro com memórias e com os sonhos daqueles que acreditaram que era possível evitar a degradação e manter vivo um território afectado pela desindustrialização.
Luis Tavares, está ligado ao Barreiro desde o ano 1978.
Recorda que, quando iniciou a sua actividade profissional no concelho do Barreiro, já se sentiam os efeitos do “processo de desindustrialização”.

Crise fruto do choque do petróleo

“Quando cheguei ao Barreiro, já se começava a verificar o não êxito de algumas actividades que tinham sido montadas nos anos anteriores.
Existiam um conjunto de novas fábricas que tinham sido instaladas e começou a verificar-se que não tinham resultados – Fibras de Vidro, Poliois, Kowa Seiko, Zinco Metálico – umas demorando mais que outras, no seu processo negativo.
Tudo, possivelmente, foi um resultado do choque do petróleo, a subida dos preços dos combustíveis, que teve um impacto negativo sobre esses grandes investimentos que se fizeram no Barreiro” – refere Luís Tavares.
Luis Tavares sublinha não ter informação directa da situação anterior a 1978, o que conhece foi resultado de conversas e diferentes informações.
Está convicto que o aumento do preço do petróleo terá tido um efeito negativo sobre os investimentos realizados no complexo industrial da Quimigal, e, também, considera que alguns desses investimentos poderão não ter correspondido à “oportunidade que se julgavam ter na altura”.

Degradação acelerada do Parque

“Há todo um conjunto de factores que conduziram, efectivamente, no princípio dos anos 80, ao desaparecimento sucessivo de várias actividades industriais, e, em simultâneo, deu-se a degradação acelerada das infra-estruturas” - salienta.
Recorda que na época, anos 80, no complexo industrial da Quimigal trabalhavam na ordem dos 5000 trabalhadores.
“Há uma degradação muito visível e muito rápida. Em vários locais do Parque as estradas começaram a abater, porque não havia manutenção. Os esgotos deixavam de funcionar. Os problemas infra-estruturais que eram cada vez mais graves” – recorda, porque enquanto responsável pelo Departamento de Projectos, no dia-a-dia acompanhava directamente estas situações.
Salienta Luis Tavares que as empresas existentes, estavam, elas mesmas, fechadas dentro de si próprias – “cada uma tratava do seu espaço, mas para o Parque em geral, ninguém tratava. Havia uma Direcção de Serviços, mas, esta, não conseguia resolver as dificuldades, porque não tinha recursos, devido à crise económica e financeira.
Este foi o tempo da crise dos salários, das dificuldades de pagamentos”.

O modelo de Manchester

“A situação que existia no complexo industrial da Quimigal colocava um problema complicado.
Era como ver um indivíduo que se está a afogar e temos que o puxar pelos cabelos se não ele afoga-se e desaparece.
A pergunta que se colocava todos os dias era – O que se vai fazer aqui?” – salienta Luís Tavares.
Refere que, nessa altura a Administração resolveu efectuar uma série de visitas ao estrangeiro, para analisar o que tinha sido feito em complexos industriais que viveram situações idênticas.
“Eram vários que estavam a sofrer as mesmas consequências.
Estivemos em Manchester, em Itália e na Áustria. Foi em Inglaterra, em Manchester, que se encontrou o modelo mais adequado” - sublinha.
O Traford Park em Manchester, nos finais dos anos 80, é um grande Parque Empresarial com 800 hectares, que resultou da reabilitação de uma zona industrial muito antiga. Nós temos 300 hectares.
No Traford Park pegaram nos edifícios utilizáveis, que deixaram de ser úteis às fábricas que fecharam, reabilitaram os edifícios, e, começaram a alugá-los para outras actividades.
Este foi o maior exemplo na Europa e no mundo, de um Parque Empresarial criado a partir de uma zona industrial desactivada” – refere Luís Tavares.

LEIA ENTREVISTA INTEGRAL NA REVISTA ROSTOS ON LINE Nº 2

 

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