Festroia homenageia Rogério Samora
Na sua 26ª edição, o Festroia – Festival Internacional de Cinema de Setúbal decidiu voltar a homenagear o cinema português, atribuindo um Golfinho de Carreira ao actor Rogério Samora, no ano em que este comemora 30 anos de vida artística.
Com este galardão do Festroia, Rogério Samora torna-se no quinto actor português a receber a distinção individual máxima do festival, depois de Ruy de Carvalho (2003), Raul Solnado (2004), Joaquim de Almeida (2006) e Nicolau Breyner (2008).
Sobre Rogério Samora
Nascido em Lisboa a 28 de Outubro de 1958, José Rogério Filipe Samora estudou teatro no Conservatório Nacional, em finais da década de 1970 e estreou-se profissionalmente na Casa da Comédia, com a peça A Paixão Segundo Pier Paolo Pasolini, de René Kalisky, encenada por Filipe La Féria. A sua interpretação valeu-lhe o Prémio de Actor Revelação em 1981 e, desde então, tem sido presença regular nos palcos e em telenovelas, telefilmes e séries.
Nas últimas três décadas foi também assíduo no grande ecrã, tendo participado em películas de Manoel de Oliveira (Os canibais, Party), Fernando Lopes (Matar saudades, O delfim, 98 octanas), Luís Filipe Rocha (Sinais de fogo), João Mário Grilo (Longe da vista), António Pedro Vasconcelos (Os imortais), João Botelho (O fatalista, A corte do Norte) ou José Fonseca e Costa (Viúva rica solteira não fica).
O seu mais recente filme “Os Sorrisos do Destino”, de Fernando Lopes, será exibido no 26ºFestroia.
Assumidamente teimoso, entrega-se a cada papel com dedicação e é muito apreciado junto do público feminino, tanto pelo seu aspecto físico como pela sua voz quente, que usou tanto para interpretar o cruel Scar na versão portuguesa de O Rei Leão, da Disney, como para ler poemas de Mário Cesariny ao som de Rodrigo Leão.
