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Entre Tejo e Sado

Por dentro dos dias e da vida

Por dentro dos dias e da vida

Fila

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Há quem diga segue este caminho

que este é o único caminho da vida.

 

Há quem diga não desistas de caminhar

porque o caminho é feito de caminhar.

 

Há quem diga que é preciso caminhar

Porque só  caminhando havemos de chegar.

 

Há quem diga que dar o primeiro passo,

é o começo de todo o caminho a caminhar.

 

Há quem diga que nunca caminhamos sós,

que até há outros caminham, aqui ao nosso lado.  

 

Há quem diga que o caminho é feito de filas

umas que são únicas, outras que dá para optar.

 

Todos na vida temos o caminho que percorremos,

o nosso, esse inscrito na nossa viagem única, tempo,

que fazemos, todo que vivemos do nascer ao morrer.

Há quem aponte a fila única da salvação.

Há quem aponte a fila única da construção.

A fila única que existe é feita no teu coração!

 

António Sousa Pereira

2 de Janeiro de 2019

 

Tempo

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O tempo tem cores, as cores do nosso tempo,

nascemos por dentro da transparência da luz,

em ecos sonoros que rasgam o ventre a florir.

 

Sentimos o tempo certo, na hora certa,

num compasso sonoro dos nossos passos,

em todos os gestos que nos decobrimos.

 

O tempo afinal não é mais que a distância,

colorida que reluz no brilho dos teus olhos,

azuis, castanhos, verdes, cinzentos e vivos.

 

Nascemos, crescemos, caminhamos, sonhamos,

há tempos de tempestade, há tempos de bonança,

viver é viver o tempo, e olhar no sol a esperança.

 

António Sousa Pereira

2 de Janeiro de 2020  

O teu sorriso

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Se eu pudesse pegar no sol

transportava-o nos meus dedos,

com ele voava entre as nuvens,

rasgando a neblina matinal,

que mergulha o Tejo em silêncio.

 

Voava nos raios de luz,

entre as estrelas e o luar,

beijava teu corpo,

essa lágrima reluzente,

que desce do teu olhar,

para sentir nascer,

outro sol, no teu sorriso.

 

António Sousa Pereira
1 de Janeiro de 2020

 

É isso...são coisas de Velhos

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Quero cantar a vida,

a vida é p’ra morrer

e só uma vida cantada,

será viva pr’a viver.

 

Quero cantar o amor,

esse fogo incandescente,

onde semeamos a flor,

fruto que dá nova gente.

 

Quero cantar Liberdade,

esse motor da história,

que dá força à vontade,

que nos conduz à vitória.

 

Quero cantar, só cantando,

com minha voz, e guitarra,

num trinado transformando,

sendo formiga, ou só cigarra.

 

Quero cantar com paixão,

só no canto eu vou viver,

cantando com o coração,

novo mundo vejo nascer!

 

18 de Dezembro de 2019

António Sousa Pereira

Memórias que "o império tece".

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Escrevo à pressa, as palavras ficam a meio, as letras comem-se umas às outras. Escrevo à pressa para inscrever no papel os pensamentos, que sinto fugir à frente das palavras por escrever.
Páro. Penso. É isso, as pressas dão sempre nisso, há sempre alguém que come outro alguém, há sempre uma coisa que come outra coisa qualquer, afinal, é isso que acontece, nessa sofreguidão de fazer e não pensar, fazer e nem sequer deixar que os pensamentos floresçam, porque o que é feito à pressa não floresce, apenas são as tais coisas que ficam feitas e se afirmarão, como exemplos, das pressas e memórias que "o império tece".

S.P.

Barreiro - 12 de Dezembro de 2019

Habitação é desenvolvimento. Temos futuro! Preços com aumentos de 30% no Barreiro

 

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O PDM – Plano Director Municipal, aprovado em 1993 pela Assembleia Municipal do Barreiro, em vigor desde 1994, já passou vários processos de eventual aproximação da sua revisão, nomeadamente com as definições de pensamento estratégico, quer em gestões socialistas, quer em gestões comunistas, mas, sem qualquer revisão concreta, afinal, é esse documento de gestão do território que continua a ditar os parâmetros da governação.

Longe vão os tempos esses, longínquos, quando o PDM era usado como arma de arremesso nas lutas politicas cá do burgo. Ora porque era um plano megalómano que apontava para cerca de 200 mil habitantes no concelho. Ora porque o conceito expresso na sua elaboração que partia da ideia força «concelho- cidade», era uma visão errada, porque o Barreiro não tinha nada a ver com Nova Iorque.
Ora porque era um PDM que projectava uma cidade de betão.
Enfim, essas coisas bonitas que dizem os senhores que gostam de projectar cidades, prédios, IMIS, taxas de urbanização.

Hoje, cada vez mais, pelos discursos vigentes, através dos quais o PDM em vigor justifica tudo que se pretende projectar para o território, começo a convencer-me que o politico Pedro Canário, tão criticado pelos seus opositores, afinal, era um homem com visão de futuro.
O PDM afinal, cuja revisão foi tão exigida e criticada, confirma-se que está feito à medida para todos os processos de planeamento do território da actualidade – desde as opções para a Quinta Braamcamp, passando pelo Campo do Luso, e, até para as empresas que se vão instalar nos territórios da Baía do Tejo. Está lá tudo previsto. Cabe lá tudo. Portanto, ainda bem que a revisão não foi feita.
Ainda bem que o Masterplan não passou de uma utopia. Ainda bem que o projecto Arco Ribeirinho Sul não avançou, e, que o Plano de Urbanização da Quimiparque foi uma mero exercicio académico.

Bom, mas tudo isto vem a propósito de hoje, pela manhã ao ler o jornal uma noticia refere que o concelho do Barreiro tem registado nos últimos tempos uma evolução constante nos preços das habitações.
Refere a noticia, no jornal Público, que a variação acumulada desde 2007 (no período pré-crise) revela uma subida nos preços, à data do 2º trimestre deste ano, com aumentos de 30% no Barreiro. Em Lisboa o aumento atinge os 75%, Em Sesimbra os 26%, Almada os 24%.

Obviamente que perante este cenário imobiliário o PDM está apto e actual. Era uma das suas linhas orientadoras o crescimento urbano, deixando para trás a revitalização e reabilitação urbana.
Portanto, não vale a pena apressar a revisão, até, porque, já escutei de alguns antigos criticos do PDM em vigor, agora, afirmarem novas visões sobre o dito, nomeadamente que não se estava contra o PDM. As criticas eram feitas por não avançar a revisão. É vida.

Nesta mesma noticia, fiquei maravilhado com as ideias estratégicas em curso no concelho do Seixal, enquadradas no pensamento desenvolvido em torno do projecto Lisbon South Bay, visando a promoção de investimentos na habitação, na área de hotelaria e turismo, na restauração, na náutica de recreio, desporto e indústria, logistica e serviços de inovação. Projectos desde a Ponta dos Corvos até à Mundet, onde vai ser construído um hotel com 84 quartos. Mas, nós na Braamcamp também vamos ter um hotel...zinho.
Lia este artigo e pensava, que, de facto, com o afastamento da construção da ponte pedonal para o Seixal, perdemos uma oportunidade de ganharmos dimensão intermunicipal, massa critica e escala económica para áreas de restauração, desporto, ambiental e lazer. Um erro que um dia terá que a ser corrigido.
Pois, se o PDM tivesse lá a ponte pedonal, talvez tivesse avançado. O PDM só tem o Metro de superficie. É vida. É tal pensar barrerinho, ficar pela «ilha» do território 2830.

Portanto, finalizando o PDM em vigor serve muito bem para os tempos próximos. Não é preciso mexer muito, é só arrumar a casa. O imobiliário é a linha condutora do pensamento estratégico. Construa-se.
Entretanto vamos continuando aqui no cantinho, desligados do resto da Península, com o problema das acessibilidades por resolver. Nem, ao menos, a ponte rodoviária Barreiro – Seixal. Já era tempo de dizer ao governo, qualquer governo: Basta!
Nem sequer há um pensamento estratégico claro, conhecido, que fomente uma estreita relação de diálogo e cooperação entre o Poder local com o Poder Central para que se pense, defina e abra caminhos para os territórios da Baía do Tejo e territórios ferroviários. Valha-nos a Administração da Baía do Tejo, que continua a acreditar que, ali, é possível, encontrar caminhos de diferenciação. Nicho cultural. Abrir ao centro da cidade. Instalar empresas inovadoras.

Pronto, afinal é isso, o imobiliário tudo vai resolver, porque, afinal, habitação também é desenvolvimento. Temos futuro!
O PDM em vigor comprova e defende essa visão. Em conclusão, a CDU tinha razão!

António Sousa Pereira

Dia Internacional dos Direitos Humanos : Obrigado Barreiro!

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Nós somos aquilo que somos, mas, na verdade, nisso que somos está, igualmente, inscrito o legado que recebemos do espaço social onde crescemos, aprendemos, vivemos e realizamos os nossos dias. O legado do lugar e o legado das pessoas.
É por isso que, aqui e agora, neste dia que se celebra o Dia Internacional dos Direitos Humanos, quero expressar o meu profundo Obrigado, a minha reconhecida gratidão, aos muitos homens e mulheres que nesta terra Barreiro, ergueram as suas vozes, sentiram na pele a tortura, para erguer bem alta a bandeira da Liberdade.

Foi, nesta cidade, que um dia descobri o valor e o sabor da palavra Liberdade. Aqui, abracei essa palavra, ao longo do tempo que vivi, na vida associativa, na vida profissional, no fazer jornalismo, no viver cidadania, sempre com uma enorme paixão, talvez, até, por vezes com infantilismo, ou sonho de criança.
Recordo aquele dia quando, antes do 25 de Abril, a Comissão Organizadora dos Jogos Juvenis do Barreiro, que eu integrava, promoveu um evento para assinalar o Dia Mundial dos Direitos do Homem – era assim que, então, se designava.
Ainda escuto, o som daquela canção em eco no espaço – “Eles não sabem, nem sonham/ Que o sonho comanda a vida/ E que sempre que um homem sonha/ O mundo pula e avança/ Como bola colorida/ entre as mãos de uma criança”. Era o Alberto Graça, o grande animador do evento.

É por isso, por esses tempo de resistência, de paixão pela Liberdade, de sementes de cravos que se lançavam na vida quotidiana, por amor, por se acreditar num mundo melhor e de tolerância, que, hoje, a propósito desta efeméride, quero apenas sublinhar e agradecer ao Barreiro, e, naturalmente, aos muitos barreirenses, o legado que recebi e todos recebemos da acção de muitas e diferentes gerações.
Podia dizer Flávio Alves ou Manuel Cabanas, podia dizer Francisco Fanhais ou João Azevedo do Carmo. Foram 423 que sentiram na pele.
De Anarquistas a comunistas, de socialistas a católicos, de gente operária a intelectuais, de familias inteiras unidas em torno de valores que fizeram do Barreiro uma cidade de referência nacional e internacional. A cidade da Liberdade.

E, hoje, neste final da segunda década do século XXI, neste dia que se assinala o Dia Internacional dos Direitos Humanos, quero agradecer e, simplesmente, recordar dois artigos, apenas dois artigos desses direitos, que são uma marca dos fundamentos da essência da dignidade humana.
Todos sabemos que, cada vez mais, em nome da democracia e da Liberdade, por gente anónima sem rostos, diariamente estes dois artigos são violados, por quem se diz livre e portador de valores nobres e causas nobres, por isso, aqui ficam esses dois artigos:

Artigo 12.º

Ninguém sofrerá intromissões arbitrárias na sua vida privada, na sua família, no seu domicílio ou na sua correspondência, nem ataques à sua honra e reputação. Contra tais intromissões ou ataques toda a pessoa tem direito a protecção da lei.

Artigo 19.º

Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão.

Sendo este, de facto, o Dia Internacional dos Direitos Humanos, e, por nesta cidade, no viver e fazer cidadania, ter aprendido e sentido o significado da luta pela Liberdade e pela Tolerância, aqui fica o meu Obrigado Barreiro. Uma luta de confronto de diferenças. Porque é isso a democracia.
Fica este registo, talvez com a esperança e o sonho que, um dia, neste século XXI, os exemplos do passado, abram caminhos ao futuro. Talvez, talvez...

S.P.

 

Uma alma colorida

Ao Homem que tem uma alma colorida
Kira

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Se a alma tivesse cor não era alma,
porque a alma é a ausência, o silêncio,
a infinitude, a eternidade, o ser no ser.

Se a alma tivesse cor, era paleta colorida,
era teclado de piano, era timbre, melodia,
era luz abraçando a terra, o céu e o mar.

Se a alma tivesse cor, não era alma, era flor,
pássaro, criança, tudo que se diz esperança,
porque alma és tu, sou eu, é a vida a respirar.

Se alma tivesse cor, ela, tinha dor, tinha sabor,
tristeza, alegria, ansiedade, era quente, era fria,
mas a alma só tem cor, se existir a cor do amor!

António Sousa Pereira
Barreiro
4 de Dezembro de 2019

A politica

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A politica não é um jogo. A politica é a energia que faz cidade. As ideias politicas são o sangue da democracia. O problema é jogo - o jogo das vitórias, porque as vitórias é que fazem história, o ganhar ou perder o poder. Esse é, afinal, o jogo das decisões e opções. E quando o poder se coloca no centro do fazer politica, a politica que não devia ser um jogo, ela é um jogo...a guerra dos tronos!

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