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Entre Tejo e Sado

Por dentro dos dias e da vida

Por dentro dos dias e da vida

Vamos ao trabalho!

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Há dias que ficam gravados, dias que não esquecemos, dias que marcam mudanças, dias que guardamos e recordamos, são as efemérides inscritas no tempo que percorremos. Registos.

O dia 1º de Maio, é um desses dias que guardo e recordo - o de 1974, esse, vivi, ali, dentro do quartel, apenas sentindo a agitação na rua e os cravos lançados para nós, militares, que junto ao muro saudávamos a multidão em festa.

Depois, ao longo dos anos, no dia 1º de Maio, lá íamos rumo a Lisboa, eu e a Lurdes ( um companheiro permanente, sempre, era o Helder Marques).  Subir do Martim Moniz até à Alameda. Sonhar. Acreditar.

Houve, um destes 1º de Maio, que no dia seguinte, lá vinha, na primeira página do «Diário de Notícias», a caminhar de casaco ao ombro e de gravata. Era o único de gravata no meio da multidão, eu, de facto, marcava, ali, uma diferença, entre gangas. Uma foto, a cores, que enchia toda a primeira página do DN, naquele dia de Maio, que um olhar atento do fotógrafo registou. Não recordo o ano, mas sei que foi nos anos 80.   

 

Mas, o 1º de Maio que ficou gravado na minha memória foi no ano de 1981.

Nesse dia findava as minhas férias de ex-operário da Quimigal, onde laborei na fábrica de Zinco Metálico.

Nesse dia, era, igualmente, o meu primeiro dia de funcionário público na Câmara Municipal do Barreiro.

E, nesse, findava a minha função de Director de «O Jornal Daterra», que passou a ser exercida pelo meu saudoso amigo Manuel Seixo.

 

O 1º de Maio foi, de facto, para mim, um dia que se inscreveu, por dentro dos nervos da vida. Um dia que marcou mudanças.

Ontem, véspera do 1º de Maio, dei uma volta pelos territórios da Baía do Tejo, recordei os dias de operário, senti os cheiros do Contacto 7, recordei as ruas de terra batida e de lamaçal ou pó. Revivi por dentro das memórias aqueles dias que se inscreveram, feitos de sonhos e lutas.

 

Sentei-me, ali, nas bancadas do antigo campo de Santa Bárbara, do Grupo Desportivo da CUF/Fabril, a olhar a distância, recordando que aquele era um espaço fechado, inacessível à cidade, e, agora, ali estava, num espaço aberto e livre, no meio daquele silêncio, apenas quebrado pelo suave ruído da Sovena.

Recordei que foi nesses dias de operário, nos anos de 1979/80 que entrei para associado do Grupo Desportivo da Quimigal, onde fui frequentar a Escola Aberta e, onde, por várias vezes, integrei o Júri dos Jogos Florais da Quimigal, que contava com centenas de participantes de todo o país e do Brasil. Era uma referência e um grande projecto de promoção da cultura.

E, agora, neste ano de 2017, a convite de Faustino Mestre, aceitei partilhar com ele os sonhos de uma equipa que quer dar força e revitalizar o Grupo Desportivo Fabril.

Fui eleito para exercer o cargo de Presidente da Mesa da Assembleia Geral, espero cumprir e dar o meu contributo. Sinto uma enorme honra por assumir este cargo, num clube com uma longa história de referência local, regional, nacional e internacional.

Foi uma enorme alegria, sentir que, todos nós, merecemos a escolha dos associados, naquelas que foram das eleições mais participadas do clube nos últimos anos. Obrigado.

 

Ali, em véspera do 1º de Maio de 2017, sentado ao meio da tarde, no antigo Campo de Santa Bárbara, no último dia de Abril, estive, intencionalmente, para recordar na memória os dias que vivi na fábrica, onde senti as palavras a fugir dos nervos, o calor das escórias dos dias e uma grande esperança de futuro a marcar os vincos das ideias numa enorme vontade de pensar e agir com sonhos no coração. Sonhando!

 

Hoje, dia 1º de Maio, escrevo estas palavras, revivendo todos os sentimentos que marcaram e marcam este dia, no seu simbolismo histórico e real, de muitas homens e mulheres que viveram acreditando que é possível, é sempre possível, construir um mundo melhor.

Eu acredito, sim, apesar de tudo acredito, continuo a acreditar que é possível cada um, com a sua pequena acção, dar um contributo para deixarmos o mundo um pouco melhor que o encontrámos.

Vamos ao trabalho!

 

António Sousa Pereira

As causas e os efeitos

A história é o que é, a vida é o que é, nada, nada mesmo, se transforma separando-se o real da sua real realidade.

Podemos pegar numa parcela do real e, na verdade, a partir dele, pensarmos que por magia, nesse fragmento, elaboramos um lindo ensaio, uma tese académica, assim, pronto, aí está o mundo real. Só que esse não é o mundo real, ele, na realidade, é o mundo da nossa invenção. Distorcido. Ampliado. Minimizado.

A realidade distorcida pode servir para nos consolarmos, pode até ser um meio de gerar efusivas discussões, colocando o nosso ego em confronto com o nosso superego. Sim, Freud explica isso!

Através de ficção, nós podemos imaginar tudo o que quisermos, inventar que o céu é cor-de- rosa, porque ele, na verdade, hoje, às seis da tarde estava cor-de-rosa, mas isso, é, de facto, uma mera distorção da realidade, circunstancial.

Orquestrar. Distorcer. Desfigurar. São tudo faces da mesma moeda. Há quem pense mesmo, que, dessa forma encontra o rumo certo, e vive, repetindo, repetindo, com paragens de intervalo de tempo, mas regressando sempre ao mesmo modelo, uma espécie de catarse, deslumbrante, sem conteúdo, apenas com a motivação de desfazer e explorar sentimentos de aversão.

Uma mensagem, seja ela qual for, tal como um texto, tem sempre uma diversidade de leitores e interpretações. Cada um retira do texto o seu contexto. Um contexto histórico.

Mas, o facto, os factos, é que uma cidade tem a história, e, ela, a história, é inseparável dos factos.

Por isso, quando se apontam factos, é preciso falar dos factos e enquadrá-los na história. Ah, é verdade, e apontar opções!

É por isso, só por isso, que, por vezes, no prolongamento dos meus sentimentos, por dentro dos dias, entristece-me quando no uso de técnicas, meramente técnicas, ou interpretações da história, leio, leio, e, matematicamente, no final sinto que o resultado é zero. Zero de ideias. Zero.

Leio. Volto a ler. Depois de tanto discurso. Volto de repente à minha consciência, mergulho por dentro de causas e efeitos. Olho para a história. Repete-se!

Pasmo. Sinto que tudo se desfaz. Com o caraças – é uma rúbrica, porra!

Olho, pela janela. Está a chegar o fim do dia. Penso, sim, já vi o céu cor de laranja, hoje está cor-de-rosa, mas o real, o mundo real, não se inventa – ou se compreende, ou não se compreende.

Dou comigo a reflectir sobre a história, as estórias, as causas e os efeitos. O dito e não dito. É vida!

São formas de agir e pensar. Fazer. Desfazendo. Só que o real é o real. Está aí…é preciso é saber ver e sentir. O resto, sim o resto é invenção!  

 

S. P

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Proibir o acesso ao silêncio.

Hoje não vou falar do meu silêncio. Hoje vou sentir o meu silêncio. Fecho os olhos. Beijo os meus pensamentos.

Olho para dentro e sinto que sou mesmo bipolar. Convicatmente bipolar. Sinto-me perseguido, por fantasmas que não existem. É a minha imaginação.

Ninguém escreveu nada. Fui eu que inventei. O silêncio, qual silêncio. Todo eu sou um megafone. Sento-me e penso neste drama que toca os meus neurónios.  

De um lado está o meu eu – aquele que conversa comigo. O meu eu louco. O meu eu, aquele, que sorri, apenas, porque ouviu um gato miar.

O meu eu onde a consciência se confunde com a emoção.

Sinto o desconforto. Que hei-de fazer, será que ele vai pensar que estou a escrever isto para ele, enquanto, de facto, eu estou a fazer psicanálise. Acordo de noite, a suar, a transpirar, com o Freud, sentado ao meu lado, dizendo-me: “Deita-te António!”.

Ele quer explicar. Eu não o entendo. Adormeço com um sorriso nos lábios. Feliz!

Do outro lado, está o meu eu – aquele que discute com discussões inúteis. Aquele meu eu que emerge das experiências de vida.

Aquele meu eu que me obriga a puxar os cabelos. Que me faz saltar aos berros e rebolar pelo chão.

O meu cão, que escuta os ruídos, reais, desta minha agitação – todas as noites, um pouco antes de passar o comboio da 1h30, rumo a Setúbal - começa a ladrar. Salta para a cadeira, onde estou  a escrever este texto – psicodramático - e lambe-me os dedos dos pés.

Este meu eu é terrível. A catarse é total. Os gritos batem nos neurónios. Imagino que sou Van Gogh. E, então, começo a segurar as orelhas com medo que saltem e vão pelas ruas a escutar as conversas.

De repente imagino que estou a correr todo nu, ali, junto às ondas, nos areais do Baleal. É terrível. A correr e nu. Onde chegou a minha degenerescência.

Isto, de certeza, já nem Freud consegue explicar.

 

Levanto-me. Vou beber um Licor Beirão. Escuto músicas angêlicas. E encosto-me de olhos fechados.

Bolas! Cá estou de novo com o meu silêncio.

Ouço o grito, até penso que é a voz de Dante, lá dos confins do Inferno: “Sai já daí desse teu mundo do silêncio!”

Foi então, que, finalmente percebi os perigos do futuro.

Mais que nos calarem o direito de falar, pensar e dizer os pensamentos, pelos vistos, vão mesmo proibir o acesso ao silêncio.

Porque o silêncio é uma coisa muito perigosa, pode fazer-nos descobrir a consciência e encontrar a tranquilidade.

 

No meio de tudo isto, penso – tenho este defeito de às vezes pensar – e registo, que, certamente, António Damásio, tinha razão – “usamos a mente para esconder parte do nosso ser”.

É que, sublinho,  o silêncio é mais forte que a consciência. O silêncio, somos nós, aí, dentro, bem dentro – o resto é o mundo.

Deixem-me ao menos ter este direito - poético - de me encontrar comigo todos os dias e sorrir com o meu silêncio!

Fiquem com a vossa superior consciência. Eu fico com o meu silêncio.

Acreditem, é mesmo um silêncio que grita. E digo-vos, grita tão alto, que as gaivotas assustadas, neste dias de férias, sujaram-me o carro todo, por vingança!

 

Parei de escrever. Li. Comecei a rir às gargalhadas.

Só então, tomei consciência – bipolar - que a loucura entrou por dentro da janela e sentou-se na minha frente a sorrir.  

Eu, silenciosamente, tinha que ser silenciosamente, levantei os olhos e pensei – Hoje é sábado, é dia de descanso. Vou dormir!

Ah, é verdade, vou em silêncio, deitar-me, espreitar e esconder-me por dentro das cores e dos sons, silenciosamente.

Hoje, de certeza, o Freud não me vai acordar. Se ele aparecer ao meio da noite, chamo o meu cão e mordo-lhe a perna.

Não, não mordo a perna ao cão. Mordo a perna ao Freud.

 

E se for preciso começo a ladrar. Ou, será que também não posso ladrar!?

Fiquem bem. Acreditem. Freud, explica isto!

 

S.P.

 

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Aprendizagem

Os momentos mais lindos das nossas vidas são aqueles em sentimos que, naquele momento, algo se acrescentou nesse caminho de aprendizagem que é a vida.

Ter a consciência que há sempre algo a descobrir, algo a aprender e tudo, tudo que vivemos não é inútil, é, isso, apenas isso, uma aprendizagem – isso é que é lindo.

 

S.P.

 

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Ter princípios e ter opinião

Há uma grande diferença entre ter princípios e ter opinião. Ter princípios é ter objectivos, é ter valores que se traduzem em actos que dão sentido às nossas vidas. Os princípios são marcas que mantemos ao longo da vida. Vivemos e assumimos.

Ter opinião é expressar olhares sobre os acontecimentos. As opiniões mudam com as circunstâncias e, normalmente, estão sempre actuais movem-se com a história e com as estórias.

As opiniões mudam. Os princípios prevalecem.

 

SP

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Rosto da Semana - Barreiro Carlos Humberto – pelo diálogo abre portas ao futuro

Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, tem uma capacidade de acção política que merece um registo nesta semana, aquela que fica a marcar a decisão do governo de instalar o Terminal de Contentores no Barreiro.

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Nos últimos tempos, sempre ouvi o autarca afirmar o mesmo, que a instalação do Terminal de Contentores do Barreiro é bem vinda, porque pode ser um contributo para resolver o passivo ambiental, assim como tornar-se num equipamento âncora para o desenvolvimento do território da Baía do Tejo.
Sempre o ouvi defender que problemas ambientais, de mobilidade de enquadramento urbano no tecido da cidade eram matérias de relevância no estudo e implementação do Terminal de Contentores.
Sempre o vi em diversas sessões presente, na Ordem dos Engenheiros – onde esta opção era contestada, nas reuniões de Câmara e Assembleia Municipal onde se expressavam opiniões, de critica e jocosas, sobre transformar o Barreiro num contentor.
E, em todas as situações voltava a repetir os mesmos pensamentos e aguentava, com calma e serenidade, as “irreverências” e as “intencionalidades” com segundo sentido, quase como sendo apontado como alguém que só desejava a malfeitoria para o Barreiro e dobrava o joelho ao malévolo governo do PSD/CDS.
Alguns comentários só findaram e mudaram de agulha após a assinatura do Protocolo com a presença de António Costa.

Carlos Humberto foi um homem de diálogo, abriu portas, fez pontes, distanciou-se de “querelas ideológicas” colocando acima de tudo a valorização dos factos que contribuíam para o desenvolvimento do Barreiro.
Carlos Humberto soube gerir politicamente um processo complexo, no qual não é decisor, mas sabia que podia ser uma alavanca e contribuir para criar condições de forma que, de uma vez por todas, o Poder Central encontre um caminho e soluções para um território que corresponde a 2/3 do concelho do Barreiro e que desde os anos 80, anda em bolandas.

Carlos Humberto, certamente, deu o contributo para que nesta fase final do processo o conceito do Arco Ribeirinho Sul, também fosse assumido como uma linha estratégica a enquadrar no desenvolvimento estratégico do Porto de Lisboa, com a inclusão da revitalização do Porto do Seixal.

Tem sido incansável. Tem sido um dos grandes activistas conjuntamente com Marina Ferreira – Presidente da APL – nesta busca de caminhos.
O Terminal de Contentores está aprovada a sua localização no Barreiro, tal não significa que seja uma certeza a sua futura instalação. É um ponto de partida.
Mas, venha ou não venha o Terminal de Contentores, Carlos Humberto, é o grande vencedor politico deste processo.

Soube, colocar em «banho maria» o Programa de Requalificação da Quimiparque e zonas envolventes, de forma a ser uma referência para o futuro.
Soube dialogar e ir ao encontro das opções da Baía do Tejo, que, sublinhe-se, também teve um papel de referência neste processo.
Soube calar, silenciar, falar quando necessário e agir.
Um politico que sabe fazer politica com acção e para o qual as palavras são reflexo do pensamento em acção.

Por essa razão, é reconhecidamente o «Rosto da Semana».

António Sousa Pereira

Rosto da Semana Frederico Rosa – Barreiro tem que acreditar na sua força empreendedora

InspiraBarreiro um evento que lança o desafio para a importância de incubar empresas, integrar pessoas, fomentar partilha de conhecimentos, desenvolver talentos colocar ao Barreiro e à região o desafio de acreditar nas suas potencialidades.

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Na Escola Superior de Tecnologia do Barreiro do Instituto Politécnico de Setúbal realizou-se o evento “InspiraBarreiro – Conferência Anual de Empreendedorismo”, com a finalidade de estimular, promover projectos, abrir espaço aos sonhos.
Foi uma tarde viva que catalisou vontades, juntou estudantes e empreendedores, divulgou ideias em construção.
Um projecto que segundo os seus promotores visava abrir um campo de promoção de projectos e rasgar caminhos para os estudantes do ensino secundário e superior, jovens, desempregados que procuram inserção no mercado de trabalho, gestores de PME, empresários e empreendedores.

Esta iniciativa foi ao encontro de dinâmicas que têm vindo a ser implementadas pelo IPS na valorização de uma cultura empreendedora, envolvendo a comunidade académica e agentes da região.

Uma tarde que abriu caminhos, lançou reptos, onde cada um dos participantes deu a conhecer os desafios que enfrentou e enfrentam para realizar os seus projectos. Nunca desistindo perante as dificuldade e acreditando que como pessoas empreendedoras só uma palavra dá sentido à realização do sonho: Acreditar!

Foi uma tarde de partilha de experiências. Um ponto de encontro. Um repto à comunidade.
Um desafio para que se acredite na criatividade local e que essa criatividade pode ser uma energia que contribui para o desenvolvimento local.

O evento contou com uma equipa organizadora, uma união de vontades, mas teve um rosto que foi decisivo - Frederico Rosa.
Um evento que lança o desafio para a importância de incubar empresas, integrar pessoas, fomentar partilha de conhecimentos, desenvolver talentos colocar ao Barreiro e à região o desafio de acreditar nas suas potencialidades.

Num tempo tão marcado por dificuldades, num tempo em que por vezes a esperança parece ser uma ténue bandeira que esvoaça apenas como miragem, escutar jovens e adultos – empreendedores – a dar força aos sonhos, este evento é um sinal que não pode passar à margem dos dias.

Por essa razão, esta semana - O Rosto da Semana é merecidamente – Frederico Rosa.

Barreiro - Relatório da Inspecção Geral de Finanças Vai ser ponto de análise em reunião de Câmara

Presidente da Câmara sugere ao vereador Luis Ferreira, eleito pelo Partido Socialista, que sobre “ética” faça uma introspeção 

Luis Ferreira, vereador eleito pelo Partido Socialista defende que o Relatório da Inspeção Geral de Finanças refere situações que não estão de acordo com a Lei.
Calos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro afirma - “acho que é um bom relatório para a Câmara” .

Luis Ferreira, vereador eleito pelo Partido Socialista, na última reunião pública da Câmara Municipal do Barreiro, propôs o agendamento de um ponto na ordem de trabalhos sobre o Relatório da Inspecção Geral de Finanças.
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro expressou a sua concordância de agendar o tema para uma próxima reunião de Câmara.

Avaliado impacto do ponto de vista politico e ético

Segundo o autarca socialista o Relatório do IGF é muito grave e coloca em causa medidas implementadas pela autarquia.
Na sua opinião no Relatório são referenciadas situações que não estão de acordo com a Lei.
Por essa razão, considera que o Relatório deve ser objecto de análise em reunião de Câmara para ser avaliado o seu “impacto do ponto de vista politico e ético”.

Um bom relatório para a Câmara

Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu – “tenho uma leitura diferente”.
“Acho que é um bom relatório para a Câmara. São feitos pequenos reparos e não são questões de fundo” – disse.
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro disse que do ponto de vista ético e politico no Relatório – “não são referenciadas questões de fundo”.
Dirigindo-se a Luis Ferreira, sublinhou – “digo-o com mágoa” que sobre ética, “até do seu percurso pessoal” , “devia fazer uma introspeção”.

Não existam aspectos que mereçam reparos

O presidente da Câmara Municipal do Barreiro sublinhou – “é impossível haver uma inspeção que não existam aspectos que mereçam reparos”.
O autarca afirmou que no Relatório não existe “nada de essencial que ponha em causa a gestão do município”.

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