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Entre Tejo e Sado

Por dentro dos dias e da vida

Por dentro dos dias e da vida

Politica feita de ideias requentadas

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Há assuntos que, de facto, de tão repetidos deixam de ser assuntos, são coisas que surgem como meras escórias da memória.

Há assuntos que são causas justas, outros são meras simulações de causas, um jogo de ideias, onde não conta sequer o que se diz, mas apenas aquilo que se diz, aquilo que se repete, caixa de ressonância de causas enferrujadas pelo tempo, retomadas dos confins do hipotálamo, para justificar de forma solene e casual que se tem ideias diferentes ou que se tem uma visão diferente da vida.

 

O que mais me impressiona, por vezes, são aqueles que se dizem defensores do futuro, tolerantes, amplamente democratas, mas, na prática o que fazem é olhar para a vida como um «mercado de ideias», para usar como convém,  vasculham nas escórias da memórias, para gerar ódios de estimação – sejam as histórias de criancinhas, sejam fomentar as questiúnculas em torno dos mais que estafados temas acerca do «bom e mau patrão».

 

 Um destes dias escutava, na TVI, um comentador, que a propósito da análise dos discursos políticos, salientava que estes, por vezes, atingem os “limites da irracionalidade” e “chegam aos limites da estupidez”.

De facto, na nossa vida politica, em Portugal, naquilo em tempos definiam por “narrativa”, a forma de fazer politica atinge muitas vezes um nível de que toca o fanatismo, o populismo, explorando coisas e loisas, que são mera espuma do tempo.

 

Claro que há a batalha da memória, claro que é preciso manter viva a memória, principalmente aquela memória de instantes e momentos que a vida deu saltos em frente, que o mundo cresceu, que a vida do presente superou o passado e fez nascer futuro. Essa memória é que é linda.

Nós todos, temos muitas lições e aprendizagens arquivadas nos neurónios. É preciso aprender para não voltar a repetir os mesmos erros, afinal, os nossos erros são momentos de aprendizagem – a memória lição.  

 

As pessoas, todos nós, ao longo da vida nascemos e morremos muitas vezes. De cada morte, quando renascemos, transportamos a lição de vida. Recomeçamos.

As cidades, como as pessoas, também sofrem ao longo da sua existência muitas mortes e, de facto, o importante, é serem capazes de renascer da morte e começar de novo, reconstruir. Renovar uma nova linha cronológica voltada para o futuro.

 

Estou cansado de temas gastos, de politicas feita de ideias requentadas. Quero pensar futuro. Quero viver, em cada presente, a certeza que estou a construir futuro.

Digam-me, isso sim, que cidade querem e desejam construir, de contrário, penso mesmo…para pior já basta assim.

 

António Sousa Pereira

 

 

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