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Entre Tejo e Sado

Por dentro dos dias e da vida

Por dentro dos dias e da vida

Eu vi florir uma lágrima nos teus olhos

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Estava a li sentado, na tua frente, tu falavas da SFAL, da sua história, das suas gentes e, de súbito, senti a comoção tocar tua voz e vi florir uma lágrima nos teus olhos. Suspiraste. Contiveste os sentimentos.

“Foi emocionante, muito emocionante escutar o Hino da SFAL tocado por três bandas. Obrigado. Este dia vai ficar como marca nas comemorações dos nossos 150 anos”, sublinhaste.

Ali, sentado, na tua frente, milhares de imagens percorreram em segundos a minha memória.

Percebi a tua comoção. Percebi. Porque é preciso ter vivido, assim, como tu, hoje, vives e sentes no coração o quotidiano da vida associativa, para perceber por dentro das palavras a emoção que nascem em palavras que florescem de actos vividos à flor da pele.

 

Lá dentro, enquanto soltamos as palavras e olhamos, nos olhos, com verticalidade, a moldura humana que nos rodeia, nesse momento, sabemos porque vale a pena a dedicação o voluntariado, o fazer associativismo.

E, muitas vezes, lá dentro em segundos esvoaçam, aqueles sentimentos que levam a refutar os saudosismos, aquelas ideias que se repetem, sobre o antigamente, como se o antigamente fosse o melhor dos mundos e, o hoje, não passa de uma mera ilusão.

Nesses instantes, sentimos como vale a pena acreditar e sonhar, porque o mundo de hoje é real e real é aquela vivência que faz florir lágrimas de amor à vida e de alegria.

 

Muitos nunca vão perceber isso, o que é o viver para a comunidade e pela comunidade. É por isso que te admiro. Porque eu cansei-me de ingratidão.  

E, por isso, quando vi aquela flor a florir nos teus olhos os meus, naquele instante, humedeceram trazendo à memória momentos inesquecíveis, feitos de mim e de ti, dos nossos frutos, de muitos silêncios que forjaram o cansaço, mas, também de muitas amizades e alegrias que enchem o coração. Sorri. Porque o melhor da vida é sorrir!

 

António Sousa Pereira

A vida amanhã continua…

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Hoje foi o meu primeiro dia após as férias. Aproveitei para tomar o pulso ao tempo, sentir as ruas da cidade, olhar as paisagens, tocar no vento, ali, junto ao Tejo.

Vi, nas ruas, a presença das autárquicas, sem nada de novo, apenas os rostos já conhecidos e aquelas frases que, acho, pretendem marcar as diferenças na forma de pensar a cidade e os seus problemas.

Encontrei amigos e conhecidos. Pouco conversei.

Tratei de alguns assuntos. E, na verdade, enchi o dia com a leitura do suplemento do jornal «Público» que assinalava as suas 10.000 edições. Sou leitor do «Público» desde o seu primeiro número é um jornal que me proporciona, diariamente, os mais diversos temas para pensar e sentir o tempo que vivo. Recordo, com saudade, a rúbrica de Eduardo Prado Lourenço.

 

Um jornal que me ajuda a compreender a importância do jornalismo que motiva a pensar, que rasga caminhos, que ajuda a criticar, que promove confronto de ideias, que se insurge contra o politicamente correcto, que ajuda a sentir que ter opções, é, acima de tudo, ter um suporte de valores onde se enraíza a vida e o olhar para o presente e o futuro. E, digo-vos, ter opções é mais, muito mais, que ter opiniões. As opções estão no coração. As opiniões são feitas pelo movimento dos dias e da vida.

 

É difícil num mundo marcada por maniqueísmos, onde muitas vezes verificamos que para defender pontos de vista, mais que afirmar diferenças, opta-se por rotular e destruir carácter.

Este jornal tem sido para mim um guia para a acção e delicio-me, todos os dias, quando percorro as suas páginas. Não digo que seja a perfeição, mas isso, da perfeição é só para os perfeitos. Mas este jornal, é, sem dúvida, um jornalismo de referência.

Respeitar as diferenças é essência da democracia e a força da cultura democrática. Sinto isso nas suas páginas, na diversidade de ideias e na abordagem de temas.

Tenho pena, por vezes, que a margem sul, não mereça mais espaço nas suas páginas.

 

Enfim, mas, isto do fazer jornalismo é complicado, principalmente, quando se agudizam os conflitos da luta politica.

Nestes tempos ter opinião é o mesmo que ter opção. Porque existem os possuidores da verdade que não admitem outras verdades. Nem percebem que ter opinião é muito diferente de ter opção.

Posso concordar com alguém subjectivamente, mas não estar dispor a seguir o seu caminho objectivamente. É uma questão de critério, porque, afinal, há mais vida que aquela expressa na interpretação subjectiva.

Se valorizamos uma personalidade pela sua acção, aqueles que a combatem, apenas por combater, muitas vezes sem fundamento, apenas porque é preciso combater, erguem-se logo de dedo em riste, rotulando. Tu és isso… Coisas de puristas.

 

São estas as minhas reflexões, neste final do primeiro dia de regresso de férias, depois de andar pelas ruas da cidade e sentir a cidade. Por aqui termino. A vida amanhã continua…

 

António Sousa Pereira

Acabei de chegar à idade dita terceira!

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Hoje dei comigo a pensar que atingi um novo tempo, por dentro do tempo que sou, esta linda idade de 65 anos. Dizem ser o tempo do começo da terceira idade.  Acho, mesmo, que é uma idade linda. O tempo de sermos intensamente tudo o que somos, com tudo o que fomos, porque tudo isso,  é, afinal, tudo o que seremos.  Como é lindo sentir o tempo a brilhar nos olhos e a sorrir no coração.  

Recebi a saudação de muitos amigos. A todos fica aqui a minha gratidão, um abraço, um beijo, uma fraterna saudação. A vida sem a emoção de sentir a vossa amizade não tinha sabor. A amizade é o sal da vida. Obrigado!

Mas, acima de tudo, o mais belo foi ter, ao meu lado, aqueles que deram o maior sentido à minha vida e, foram, sem dúvida, sempre, a principal motivação de todas as escolhas que fizeram de mim o homem que sou, com todas as dúvidas e certezas, com tudo o que faz o tempo que vivemos, sempre que vivemos a vida intensamente, sendo,  e,  também, sempre, construindo os dias com uma enorme vontade de amar , viver e fazer vida. VIVER!

Acordar, olhar o sol e gritar – BOM DIA!

Pronto, agora, vamos lá viver a terceira idade!

 

S.P.

Uma tarde entre palavras e fotografias

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Hoje, à tarde, num momento de pausa, daqueles que nós gostamos de ter para nós mesmos, sentei-me a ler, o livro «Sintonias», de Rute Pio Lopes. Mergulhei por dentro das suas palavras-poemas e nas suas fotografias. Fui folheando suavemente, assim como quem está a ler, ver e sentir.

Suas palavras-poemas tocam por dentro dos dias, desnudam sentimentos. Suas imagens prendem o olhar, em espaços que fazem parte do quotidiano. É uma leitura suave por dentro de palavras e lugares. Paisagens que são motivo para reflexão. Emoções. Pensamentos.

Sente-se a forma simples e serena como Rute Pio Lopes se debruça sobre os dias e sobre a vida. Um pensar forjado em palavras que nascem de imagens vividas pela sua objectiva. Gostei da pureza das palavras e da força das imagens,

 

Depois, levado neste encontro com a fotografia e as palavras, voltei a reler , o livro que vai ser lançado no próximo dia 9 de Julho, pelas 16 horas, na Igreja de Santo André.

É um livro que podemos abrir uma página, ao acaso, e, nele, mergulhamos, de forma serena numa energia que nos envolve, pelo encanto das fotografias, pelos pensamentos que são propostos para reflexão.

Um livro que permite sentir o tempo, por dentro do tempo, que funciona como um motor que trabalha ao ritmo de sentimentos – a fé!

A fé que pode ser uma crença, ou até mesmo, uma vontade que nos move para agir – Nunca desistas!

Percorremos as páginas e sentimos a força da fotografia – registo de um instante – que se eterniza, no espaço e na vida.

Lemos o pensamento e cruzamos o pensar com o olhar, a imagem refresca os olhos, o pensamento estimula os nervos.

É um livro que nos ajuda, que auto-motiva. Um livro que podemos dizer -  vemos, ouvimos e lemos – e sentimos no coração.

Um livro que é um conselheiro. Um livro que pode ser o ponto de partida de um qualquer dia, acordamos, abrimos uma página - lemos e vemos – e mergulhamos por dentro dos desafios da vida. Uma vida que seja ela aquilo que for, Isabel Mateus Braga no deixa um desafio para ser e fazer o quotidiano, existe uma «arma» essencial – a fé!

Esta algarvia, minha conterrânea, é mesmo uma marfada!

Está lindo! Beijos.

 

António Sousa Pereira

Amor

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Se eu pudesse viajar entre estrelas,
por galáxias, sorrindo ao infinito,
viajava no silêncio interestelar,
para encontrar as cores do sol,
misturava vermelhos, azuis,
rosas, todas as tonalidades,
raios de ouro, deslizantes,
que guardo feitas de ti, ali,
nesses teus lábios vermelhos,
ponto de encontro de espirais,
o buraco negro da vida, núcleo,
dessa eternidade dita -. Amor!

S.P.

Apetece-me pensar a Avenida da Praia deslocalizada para o Mar da Palha

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Cada um de nós tem, sem dúvida, o dever de dar o seu contributo para legar ao futuro um mundo melhor, e, de facto, abdicar da nossa acção é não só abdicar de fazer futuro, mas, acima de tudo é abdicar de fazer presente.

Tenho procurado acompanhar e manter-me, dentro do possível, informado sobre esse projecto de construção do Terminal de Contentores do Barreiro, facto que, desde a primeira hora, todos sabemos é um negócio e que só avançara se existirem investidores privados disponíveis. Igualmente, também sabemos ou sentimos, que, também devido a negócios, desde a primeira hora, existem outros que não estão interessados que o projecto se concretize no Barreiro. Percebi isso no debate que assisti em Lisboa, na Ordem dos Engenheiros.

Termina hoje, dia 16 de Junho, o período de discussão pública do estudo de impacte ambiental.
Quando o mesmo foi disponibilizado de imediato surgiram as fotografias procurando dar uma visão da implantação do Terminal no território do Tejo, frente ao Barreiro.
Nunca tinha ficado com aquela visão, pelo que foi sendo apresentado, nas várias acções promovidas no período do governo PSD/CDS –PP.
Interroguei-me. E pensei: Adeus Avenida da Praia!?
Sou, sempre fui, um apaixonado da varanda do Tejo, hoje, Passeio Ribeirinho Augusto Cabrita.
Adoro sentar-me por ali e beijar o Tejo com os meus olhos.

Por essa razão, interroguei Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, sobre o projectos que era referido no Estudo de Impacto Ambiental, ele, de forma convicta me disse: “Não é aquilo que nós defendemos. Achas que eu ia aceitar uma coisa daquelas”.
Depois, em conversa com o Vereador Rui Lopo, responsável pelo Planeamento, este proporcionou-me a visão que a Câmara Municipal do Barreiro vai defender no âmbito do Estudo de Impacto Ambiental, e, acrescentou-me que essa, também, é a visão do Governo liderado pelo PS.
Recorde-se que a construção do Terminal de Contentores do Barreiro está inserido no Plano Estratégico Portuário, apresentado pela Ministra do Mar do Governo PS.

Rui Lopo, salientou que o Estudo de Impacto Ambiental não é o projecto de construção do Terminal de Contentores, visa apenas clarificar e definir se existem, ou não, condições para a implementação do projecto.
Quanto à construção essa será a fase seguinte que irá desenvolver-se em duas fases. Numa primeira fase o porto terá os seus limites, aproximadamente, na zona frente ao Clube de Vela do Barreiro, nascendo uma área de ligação ao rio com uma faixa de cerca de 200 metros que vai criar uma zona verde e lazer de vivência pelo rio a dentro, um promontório que vai situar-se na zona que dá para o Mar da Palha.
Pelas explicações e informação que obtive, porque acredito que o Rui Lopo e Carlos Humberto gostam do Barreiro, senti que aquele projecto tem pernas para andar e poderá, efectivamente, ser o ponto de partida para que o território da Baía do Tejo, tenha um equipamento âncora que, finalmente, possa dar um contributo positivo para atrair empresas e fixar população no Barreiro.
O território da Baía do Tejo precisa de equipamentos âncora.
O Barreiro precisa de criar condições de desenvolvimento económico, estratégico e de futuro.
Para mim, de há muito que considero que aquela pérola - o território da Baía do Tejo – deve ser dinamizada e enquadrada no território do concelho e, até, defendo que o município devia fazer parte integrante do Conselho de Administração.
Ali é possível criar emprego, criar habitação, criar espaços lúdicos - culturais, recreativos e desportivos.

A discussão e a importância do Terminal de Contentores que, considero, em boa hora, o actual governo contemplou como projecto de interesse nacional, dando-lhe dimensão estratégica de âmbito nacional enquadrando-o no Plano Portuário, vai colocar o território da Baía do Tejo como de referência na AML, e, simultaneamente, por essa via, pode ser ampliada a sua ligação à cidade.
Acho positivo que neste contexto se defenda a deslocalização do Terminal Ferro-Rodo- Fluvial para aquela zona do concelho, com as devidas ligações ferroviárias.
Isto para mim é pensar futuro.

Depois, fica em aberto, a discussão da segunda fase de construção do Terminal, que aponta-se poderá avançar lá para o ano 2050.
Naturalmente, o projecto que for lançado nos dias de hoje irá condicionar e definir a construção da segunda fase. Mas essa é uma discussão em aberto, que certamente poderá entrar em fase de conceptualização, de forma séria e objectiva, no período pré- eleitoral das eleições autárquicas daqui a 4 anos e não nas actuais.

Agora, a discussão que por ai anda em voga, são meras subjectividades. Consta. Diz-se. Defendo. Vou defender. A exploração de emoções.

E, por aí, surgem todas a vozes, todas, num coro, que devemos preservar a paisagem da Avenida da Praia. Ela é linda e todos dela gostamos de beneficiar.
Uma discussão, afinal, feita apenas de subjectividades, como se diz nos tempos de hoje, todos os tempos têm palavras em voga, agora são «percepções».

É aqui, que, cá estou eu, feito visionário, recordei uma discussão que houve no Barreiro, pelos anos 80, quando se sugeria em termos de planeamento do território que toda a frente ribeirinha – a Avenida da Praia – fosse deslocalizada para a zona do Mar da Palha.
Permitindo à cidade fruir de toda aquela zona que em maré baixa é um imenso lodaçal.

Ocorreu-me isto ao pensamento, porque, afinal, durante décadas, a CUF foi comendo o rio, aterrando enormes fatias do Rio Tejo – onde está a FISIPE, a Tanquipor, a EDP. e onde estavam os Polios, o Zinco Metálico, toda aquela faixa enorme foi «comida» ao Tejo, para fins industrias.

Então, cá com os meus botões, pensava, e, se - lá para o ano 2050 ou 2080 - a cidade decidir aterrar toda aquela faixa frente à actual Avenida da Praia, criando nessa zona o maior parque urbano dentro do Rio Tejo, fazendo nascer uma nova Avenida da Praia junto ao Mar da Palha. Abrindo por ali uma zona de canais, de forma, até, criar um amplo lençol de rio frente ao actual Passeio Ribeirinho Augusto Cabrita, onde podia funcionar uma enorme pista de remo, e, junto ao Clube de Vela do Barreiro, um amplo lago e uma marina.

Imaginem o que seria aquela ampla frente, hoje de lodo, sendo uma grande parque urbano, que ira gerar um enorme areal no mouchão que existe lá à frente, ligando-se ao Mexilhoeiro e Alburrica, criando a maior praia fluvial do Tejo.
Imaginem o que seria aquela ampla zona com canais naturais, para práticas de desportos como remo, a vela e passeios lúdicos e até uma marina, zonas verdes.
E a fechar essa zona verde, uma nova Avenida da Praia, na frente do Mar da Palha, a fruir toda a paisagem do Tejo,
Uma zona de fazer inveja aos Lisboetas, única, onde podiam ser criadas condições para equipamentos de restauração e desporto.
Uma zona verde que se ligava ao Mexilhoeiro, a Quinta Braancamp e Alburrica, criando uma área de atractividae turística de grande dimensão metropolitana, valorizando o Barreiro Velho e todo o território do concelho do Barreiro.

Estava nesta minhas deambulações visionárias.
E pensava, estamos nós a discutir hoje, de forma emocional, algo que poderá, eventualmente, nascer lá para 2050.
Mas, é uma discussão, em principio, vazia, porque os promotores do projecto, desde o governo PSD, passando agora pelo governo PS e a Câmara CDU, todos afirmam que a nossa Avenida da Praia no essencial vai manter-se nos próximos anos.
E, nisto tudo, ocorre-me que as emoções versus percepções são sempre, na verdade um bom argumentário eleitoralista e populista.

Estamos para aqui a discutir o sexo dos anjos e, fica esta minha reflexão visionária, já que toda esta discussão não passa de argumentos visionários.
Digam, lá se os barreirenses e os governos lá para 2050 ou 2080, acharem que esta minha visão é realizável e permite dar ao Barreiro uma a escala metropolitana, dando-lhe dimensão para se integrar na cidade de duas margens, atraindo Lisboa e Lisboa atraindo o Barreiro.

Se tudo isto de momento não passam de discussão de emoções. Para que serve todo este burburinho local?
Ah, é verdade, estão perto as eleições autárquicas!

E, afinal, porque termina hoje o prazo de discussão pública do Estudo de Impacto Ambiental, aqui fica esta minha reflexão.

António Sousa Pereira

O Lavradio, hoje, ficou um pouco mais bonito…

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Quando chega o fim do dia, por vezes, como hoje, procuro descansar, escutando música e escrevendo, assim, por dentro dos dias.

Hoje pela manhã, lá estive no Mercado Municipal e fiquei deliciado com os trabalhos produzidos pelos alunos do Clube de Azulejos da Escola Álvaro Velho. Lindas peças, muito bem enquadradas naquele espaço, pela sensibilidade artística da minha amiga Isana.
O que foi colocado é um começo, outros vão seguir-se, dando um colorido e criando um espaço de arte, único, que liga a escola à comunidade. 
Uma boa iniciativa. Aqui registo.

Quando regressava a casa, reparei que a zona ajardinada, na Praceta José Domingos dos Santos, está a carecer de um olhar atento com urgência. É uma pena que aquele canteiro, sempre verdejante se perca, pelo que me apercebi, talvez, devido a uma avaria no sistema de rega. Antes que tudo seque e nada se aproveite, de facto, seria bom dar uma atenção. Aquilo estava bonito. Não deixem degradar.

Começo cada vez mais a acreditar que são os tempos de confrontos que nos motivam para agir, para optar, para fazer escolhas. Nós, todos nós, afinal, somos também feitos no e pelo tempo que vivemos.
Como eu, e, na verdade, muitos cantámos em tempos idos – “Vemos, ouvimos e lemos. Não podemos ignorar”. É isso, nós, acabamos por fazer escolhas por aquilo que vemos, ouvimos e lemos.
E neste, ver, ouvir e ler, nos tempos actuais existem dois mundos – o mundo real, aquele feito de pessoas, e, o «novo mundo», virtual, onde muitos, ou alguns, imaginam que tudo se decide, porque transformam a realidade à dimensão dessa visão virtual da vida.
Hoje, de facto há seres humanos e há os «humanofaces».
Os seres humanos andam por aí, vivem o seu tempo. 
Outros, os «humano faces», principalmente aqueles que se consideram «modelos de vida» e «exemplos únicos», de «superioridade», esses não comunicam - insinuam, usam linguagem estilo «lança chamas».
Por vezes, parece que só lhes falta dizer : “Matem-nos” ou «Crucifiquem-nos». São essas palavras, que, naquilo que se costuma dizer ser a «interpretação hermenêutica», que, na verdade, se sente o discurso que está por trás do dito, o não dito. Ainda bem que vivemos em democracia. O tal caldo onde as diferenças devem confrontar-se e saber coexistir.

É que, na verdade, não se discutem ideias, critica-se, critica-se, fala-se, fala-se…e, quem ousar não concordar, com as ditas criticas, esse, então, não é independente, e está no lado errado, porque, afinal nestes tempos de confrontos – ou se está de um lado ou de outro.
São estes pensamentos que me ocorrem ao fim da tarde, escutando uma suave melodia e sentindo que gosto de viver este tempo, sorrindo e sonhando.
Ser humano sim, no mundo real, isso sim, ser «humano face» dispenso, até, porque esse, é, cada vez mais, um mundo do estilo «big brother» e, isso, não gosto, nunca gostei de viver nessa dimensão, gosto de ver rostos e partilhar rostos. 

Gosto da vida humanizada. Os «humano faces» são demasiado perfeitos. É por isso que não gosto de alimentar discussões nesse mundo, porque aí, não se discute, vive-se a cultura dos phones – cada um só se escuta a si próprio e a sua ultra verdade – politica, religiosa, cultural, antropológica, filosófica. Eu gosto de conversar, dialogar, viver democracia…errando, corrigindo, caminhando, sempre caminhando. 
Sempre gostei de conversar. Trocar ideias. É na troca de ideias que se aprende e apreende o mundo. E, os «humano faces», aqueles que cultivam esse mundo como centro da vida de uma comunidade, de facto, são imbatíveis.
Sou um acérrimo vivenciador da POLIS e ser vivenciador da POLIS, é saber que tudo o que se faz na POLIS - é politica. Eu vivo a POLIS. Mas gosto de viver em diálogo, na valorização das diferenças. Chegou-me ter vivido, muitos anos, mesmo muitos anos, com silêncio, com palavras proibidas, por serem politica, e, até, obrigado a ver o mundo a preto e branco. Amo a Liberdade. 

O Lavradio, hoje, ficou um pouco mais bonito, ali, no Mercado Municipal. Gostei. A vida é assim, constrói-se aqui, está por arranjar ali, mas o mundo mexe. Será sempre assim…

António Sousa Pereira

Um saco de uma jovem com 31 anos

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Quando chega o fim do dia, por vezes, como hoje, procuro descansar, escutando música e escrevendo, assim, por dentro dos dias.

Hoje pela manhã, lá estive no Mercado Municipal e fiquei deliciado com os trabalhos produzidos pelos alunos do Clube de Azulejos da Escola Álvaro Velho. Lindas peças, muito bem enquadradas naquele espaço, pela sensibilidade artística da minha amiga Isana.
O que foi colocado é um começo, outros vão seguir-se, dando um colorido e criando um espaço de arte, único, que liga a escola à comunidade.
Uma boa iniciativa. Aqui registo.

Quando regressava a casa, reparei que a zona ajardinada, na Praceta José Domingos dos Santos, está a carecer de um olhar atento com urgência. É uma pena que aquele canteiro, sempre verdejante se perca, pelo que me apercebi, talvez, devido a uma avaria no sistema de rega. Antes que tudo seque e nada se aproveite, de facto, seria bom dar uma atenção. Aquilo estava bonito. Não deixem degradar.

Começo cada vez mais a acreditar que são os tempos de confrontos que nos motivam para agir, para optar, para fazer escolhas. Nós, todos nós, afinal, somos também feitos no e pelo tempo que vivemos.
Como eu, e, na verdade, muitos cantámos em tempos idos – “Vemos, ouvimos e lemos. Não podemos ignorar”. É isso, nós, acabamos por fazer escolhas por aquilo que vemos, ouvimos e lemos.
E neste, ver, ouvir e ler, nos tempos actuais existem dois mundos – o mundo real, aquele feito de pessoas, e, o «novo mundo», virtual, onde muitos, ou alguns, imaginam que tudo se decide, porque transformam a realidade à dimensão dessa visão virtual da vida.
Hoje, de facto há seres humanos e há os «humanofaces».
Os seres humanos andam por aí, vivem o seu tempo.
Outros, os «humano faces», principalmente aqueles que se consideram «modelos de vida» e «exemplos únicos», de «superioridade», esses não comunicam - insinuam, usam linguagem estilo «lança chamas».
Por vezes, parece que só lhes falta dizer : “Matem-nos” ou «Crucifiquem-nos». São essas palavras, que, naquilo que se costuma dizer ser a «interpretação hermenêutica», que, na verdade, se sente o discurso que está por trás do dito, o não dito. Ainda bem que vivemos em democracia. O tal caldo onde as diferenças devem confrontar-se e saber coexistir.

É que, na verdade, não se discutem ideias, critica-se, critica-se, fala-se, fala-se…e, quem ousar não concordar, com as ditas criticas, esse, então, não é independente, e está no lado errado, porque, afinal nestes tempos de confrontos – ou se está de um lado ou de outro.
São estes pensamentos que me ocorrem ao fim da tarde, escutando uma suave melodia e sentindo que gosto de viver este tempo, sorrindo e sonhando.
Ser humano sim, no mundo real, isso sim, ser «humano face» dispenso, até, porque esse, é, cada vez mais, um mundo do estilo «big brother» e, isso, não gosto, nunca gostei de viver nessa dimensão, gosto de ver rostos e partilhar rostos.

Gosto da vida humanizada. Os «humano faces» são demasiado perfeitos. É por isso que não gosto de alimentar discussões nesse mundo, porque aí, não se discute, vive-se a cultura dos phones – cada um só se escuta a si próprio e a sua ultra verdade – politica, religiosa, cultural, antropológica, filosófica. Eu gosto de conversar, dialogar, viver democracia…errando, corrigindo, caminhando, sempre caminhando.
Sempre gostei de conversar. Trocar ideias. É na troca de ideias que se aprende e apreende o mundo. E, os «humano faces», aqueles que cultivam esse mundo como centro da vida de uma comunidade, de facto, são imbatíveis.
Sou um acérrimo vivenciador da POLIS e ser vivenciador da POLIS, é saber que tudo o que se faz na POLIS - é politica. Eu vivo a POLIS. Mas gosto de viver em diálogo, na valorização das diferenças. Chegou-me ter vivido, muitos anos, mesmo muitos anos, com silêncio, com palavras proibidas, por serem politica, e, até, obrigado a ver o mundo a preto e branco. Amo a Liberdade.

O Lavradio, hoje, ficou um pouco mais bonito, ali, no Mercado Municipal. Gostei. A vida é assim, constrói-se aqui, está por arranjar ali, mas o mundo mexe. Será sempre assim…

António Sousa Pereira

O lugar é o lugar e o tempo

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Um lugar, qualquer lugar, é muito diferente, mesmo muito diferente, pela forma como o olhamos e sentimos.
Um lugar é muito diferente, mesmo muito diferente, de acordo com os objectivos que colocamos na forma de olhar e o sentir.

A nossa rua, a nossa Colectividade, a nossa escola, a nossa empresa, as pessoas, os cães – como diz Pessoa, que também existem – tudo o que encontramos no nosso lugar, são, afinal, expressos pela nossa liberdade de sentir, ou pela prisão dos pensamentos, com os quais queremos sentir ou teimamos em imaginar que sentimos.
Há aqueles que imaginam o lugar perfeito sem mácula. Um mundo, certamente, apenas irónico, porque não existe.
Há outros, que imaginam um lugar com defeitos, só com defeitos, olhando para o lugar vendo-o apenas cercado de mágoa e rancor.

 

O lugar onde vivemos, onde apenas sentimos o tempo passar, é, muito diferente de um lugar onde nós nos inscrevemos – vivendo.
O lugar é o lugar e o tempo. Vamos envelhecendo e transportamos na memória as memórias do tempo.
Sentimos as mudanças.
Um dos medos que por vezes sinto, é, se um dia, este lugar onde vivi a minha vida, possa, eventualmente, transformar-se num lugar onde não posso viver. Um lugar impróprio para velhos, perdendo as memórias, ou refugando as memórias.

 

Um lugar que nós sentimos, como nosso, é aquele que gostamos de partilhar, todos os dias, é um lugar onde sentimos pulsar o coração – olhamos as flores, o céu azul, os espaços verdes que existem e tocamos na paisagem com a alegria de viver, sem perfeição, com todas as lacunas próprias de qualquer lugar, onde, os homens e mulheres constroem as suas vidas.
Gosto do Barreiro por ser uma terra feita de muitos lugares, sítios, pontos de encontro – cafés, colectividades, ruas, feitas de gente, muitos velhos que continuam a mexer e a sentir… e os novos que empurram, querem mais e melhor, sonham mais e melhor, essa geração nascida na Liberdade, que viveu sem CUF e sem Ferroviários, que sonha, que constrói, que vive – como pode – mas acredita no que faz com criatividade.´

É tudo isto que dá força, calor humano, essa energia que move dificuldades, motiva e mobiliza – que senti no Dia B, que senti no Depósito do Alto da Paiva, que senti na homenagem a GDESSA, ou no Futsal do Fabril, em festa nas ruas da cidade, que senti nas peças do Arte Viva, do TEB ou do Projéctor, que senti no Sarau da SFAL, ou nos concertos da Banda do Barreiro, que se forja do Barreiro Rocks, no OUT.FEST, na ADAO, na Escola Conde Ferreira…que pulsa no AMAC, ou nas escolas.

Esse lugar que tem espaços que são resíduos, mas, onde, ali, já vi o Vhils lançar as sementes da utopia.

É esse lugar que gostamos, ou não gostamos, feito de pessoas, com diferenças, um lugar que mais que estigmatizar, criticar, o que eu gosto, e, digo-vos, é isso que me apaixona é acordar, todos os dias e com o meu olhar, abrir os olhos e sentir que está vivo.

S.P.

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