Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Mais sobre mim

foto do autor


calendário

Setembro 2016

D S T Q Q S S
123
45678910
11121314151617
18192021222324
252627282930


Pesquisar

 


Viver com Rostos!

Domingo, 25.09.16

Chegar a um ponto de chegada não é chegar ao fim, porque, afinal, o fim é sempre mais além, muito para além que qualquer ponto de chegada.

Um ponto de chegada é sempre um ponto de recomeço. Vivemos sempre a recomeçar.

Todos os dias são um recomeço. Até costumo dizer, com muita frequência, que, cada dia é dia de renascer, de descoberta, de reencontro com o presente.

É isso, cada dia é um presente, é o ponto de encontro com a distância de um silêncio que existiu e donde partimos.

Nascemos no silêncio. Nascemos mergulhados em ternura feita de nervos. Abrimos o caminho para a luz do dia, com gritos de esperança e um choro que, dizem que chorámos, mas que ficou perdido no tempo.  

Vivemos no silêncio, esse, nos confins dos nossos nervos, aí, onde, só nós, nos encontramos na ternura da nossa sensibilidade.

Pensam, por vezes, que sabem tudo de nós e quando não sabem inventam. Cada um de nós sabe os caminhos percorridos – os erros e as virtudes.

O belo, afinal, é sentir que fomos sempre nós próprios.

 

Construímos projectos. Inventamos sonhos. Caminhamos porque a vida é para caminhar.

Caminhamos na procura de ser o que desejamos, vivendo, lutando, acreditando, chorando, sorrindo – só assim somos.

A vida é feita de lágrimas. A vida é feita de sorrisos.

 

Festejamos os dias, aqueles que marcam qualquer começo, porque todos os começos, são para festejar e recordar, principalmente, aqueles começos que forjam a nossa identidade e totalidade.

Resistir. Ser resiliente é essa força que nos ergue, sempre que caímos, sempre que as dificuldades fecham as portas, sempre que um passo atrás é a energia que nos empurra para, amanhã, conseguirmos dar passos em frente.

Nunca desistir de caminhar. Nunca desistir de construir.

É isto, tudo isto que sinto neste dia 25 de Setembro, quando celebro um tempo vivido com paixão, entrega, sonho, confrontos, irreverência, superando, como formiguinha teimosa, todas as adversidades.

Sim, adversidades, que foram tantas, tantas, que fizeram doer o coração e os nervos.

 

Foi a resiliência. Foi a vontade de caminhar. Foi essa, de facto, a energia encontrada na raiz dos pensamentos para mover a vontade, dando força, muita força, para dar à loucura a sanidade suficiente para sorrir aos dias e chegar aqui – festejar e dizer, bem alto – vou continuar com a comunidade, para a comunidade e servindo a comunidade.

Obrigado, a todos que festejaram comigo este dia 25 de Setembro de 2016.

Sempre gostei de viver com Rostos!

 

S.P.

aferroviários 015.JPG

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por entretejoesado às 22:09

Ser feliz

Sábado, 24.09.16

Ser feliz, é sentirmos quem somos, sentindo o que sentimos, em tudo, tudo, o que vivemos.

 

S.P.

14370310_10208516458207563_3535306418549381872_n.j

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por entretejoesado às 23:38

Liberdade

Sexta-feira, 23.09.16

Há sempre uma luz que rasga a escuridão.

Há sempre um som que esconde o silêncio.

Há sempre uma energia que brilha no mar.

Há sempre um rio onde corre a esperança

 

Não sei se é temporal.

Não sei se é apenas escuridão.

É talvez todo o tempo, num turbilhão,

a rasgar o pensamento, as memórias,

das naus, dos pescadores e das gaivotas.

 

É o Tejo. Este lugar aberto ao mundo,

aqui, onde as margens tocam, por dentro,

os labirintos de um povo, que no mar,

se diz, foi primeiro, neste centro,

neste coração, neste lugar, neste terreiro,

nesta varanda – onde beijei teu olhar!

 

Sim, foi, aqui, onde as palavras tocaram,

os nervos do teu corpo e uma raiz cresceu,

nas ondas, dos nossos lábios sorrindo, aqui,

num dia feito de escuridão, escutei a canção,

vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar.

 

E descobri, que o Tejo, o Barreiro, o sol, a lua,

o vento, as ondas, a luz, os sons, tudo isso,

é o que fica, numa imagem ou numa miragem.

 

Sim, este lugar com história e estórias,

de mim, de ti, de nós, de todos nós, aqui,

onde as margens se beijam, o dia nasce,

a noite brilha reluzente, em fogo, paixão.

 

Vivemos, criamos, rasgando os nervos,

na escuridão e na penumbra das lamas,

mergulhamos nesse imenso infinito de luz,

descobrindo a musicalidade das trevas,

sentimos, como é lindo viver - a Liberdade!

 

António Sousa Pereira

 

14390650_1179499478760119_3881066006014336895_n.jp

Um texto sobre e com a fotografia de Isabel Braga

Autoria e outros dados (tags, etc)

por entretejoesado às 19:02

Outono

Quinta-feira, 22.09.16

Acordei com o pensamento que, hoje, o Outono acabara de entrar na minha vida. Senti que batia à porta do meu coração.

Uma nova estação. Um novo patamar, para olhar a distância que vai, daqui, até às emoções dos cravos a florir na Primavera.

Chegou o Outono e com ele, nas folhas caídas, inscrevo, a alegria de continuar a sentir o coração a pulsar, por dentro das palavras, que são, afinal, a expressão das minhas vivências quotidianas – as paisagens dos meus nervos.

Chegou o Outono e descubro, nas paisagens, tudo o que lá está - até o que lá esteve – olho o céu azul e só me apetece sorrir. Sorrir!

É que, eu, afinal, estou mesmo no Outono da vida e isso, podem crer, não me incomoda, antes pelo contrário, dá-me a certeza que já vivi a Primavera a florir e o Verão abraçado a uma gaivota.

Agora, quero sentir o Outono com ternura. Quero viver o Outono com paixão.

Tocar, mexer, retocar, remexer, deixar os dias correr, com suavidade. Serenamente!

Não esqueço que a seguir o Inverno vai chegar, e, nesse, quando ele chegar, quero, então, reviver com carinho, todas as experiências acumuladas até este Outono, aqui, neste tempo, todo, onde quero encontrar todos os silêncios, todas as cores e todas as paisagens – a vida, a vida, a vida!

 

S.P.

aenerint 058.JPG

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por entretejoesado às 19:08

O pulsar da cidade

Terça-feira, 20.09.16

Quando percorro as ruas de uma cidade, quer do lugar onde vivo, quer quando retorno a um lugar, costumo observar e registar as mudanças.

Há sempre algo de novo. Um banco num jardim. Uma nova loja que abriu. Outra loja que encerrou. Um novo prédio construído. Um prédio que estava abandonado e agora está mais, muito mais, degradado. Um buraco no passeio. Uma nova via. Uma escola que foi pintada, com desenhos feitos pelos pais, e está mais bonita. Um prédio com cores renovadas que dá um colorido que alegra a rua.

 

Nenhuma cidade pára no tempo. A vida é uma mudança permanente.

Se há uma forma de sentir o tempo, as mudanças e as transformações ao longo das nossas vidas – basta olhar o espaço urbano da cidade onde vivemos.

A cidade agita-se. Transforma-se com mais velocidade que o pensamento que, por vezes, temos sobre a cidade.

Por vezes, o nosso pensamento fixa-se numa ideia de cidade ou até num ideal de cidade, cristaliza nesse sentir e pensar, e vivemos nesse imaginário.

Só que, na verdade, a cidade move-se. A cidade muda. A vida tem um ritmo próprio que vai para além, muito para além, da forma como sentimos ou pensamos, que pensamos, a cidade.

Façam a experiência. Dispam-se de preconceitos. Vão pela rua fora. Olhem ao vosso redor. Basta pensar e sentir. Imaginem o que era há um ano, há dois, anos, há três anos, pronto no limite, há dez anos.

Vejam o que mudou. O café que abriu. A loja que fechou. O novo recanto.

 

É que para pensar e sentir a cidade, é preciso pensar e sentir a vida. Se ficarmos com a cidade metida num «modelo de pensar» ou num «modelo de imaginar», nós não sentimos a cidade, não vivemos a cidade – vivemos pensamentos e os pensamentos não são a cidade.

Ah, é verdade, os pensamentos podem ser um espelho da cidade, se os pensamentos evoluírem e acompanharem as mudanças da cidade, na cidade.

Quando sentimos e pensamos a «cidade ideológica» não sentimos, nem pensamos a «cidade ecológica».

A «cidade ideológica» serve para combate politico.

A «cidade ecológica» serve para viver.

 

É por isso, quando caminho pelas ruas da cidade, gosto, todos os dias de sentir as mudanças, as transformações - sentir o pulsar da cidade.

Quando sentimos o pulsar da cidade, de certeza somos capazes de sentir que um passadiço, um simples passadiço, pode levar-nos a algum lado, mais não seja a sentirmos que algo mudou na paisagem. Podemos gostar ou não gostar.

Mas que a paisagem mudou e vai para algum lado…basta olhar, caminhar e descobrir!

É por isso que gosto de sentir a cidade pulsar, respirar, crescer, mudar e não acredito que uma cidade pare no tempo…se o tempo não para como pode parar uma cidade no tempo.

Sinto isso todos os dias… no colorido da Primavera, no verde do Verão, no amarelo do Outono ou no azul do Inverno!

 

S.P.

a20set 005.JPG

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por entretejoesado às 20:05

Os três eus

Segunda-feira, 19.09.16

«O que é a mente?». Leio esta pergunta e interrogo-me. Não sei. Nem tenho saber para encontrar uma definição.

Mas, nas minhas reflexões, já há algum tempo desenvolvi, para orientar o meu pensar e sentir o mundo, aquilo que defini por «Teoria dos três eus”.

Acho que é por aí, talvez, que somos capazes de desocultar, um pouco, aquilo que muitos procuram conceptualizar sobre a mente.

A nossa vida é um pouco o caminhar nessa descoberta dos nossos «três eus». Eles acompanham-nos a vida inteira.

 

O nosso “eu emocional”, que brota das vivências das nossas emoções – no olhar, ouvir, sentir, cheirar – que liga o nosso «eu» à natureza, ao mundo, às experiências que passam pelo nosso corpo.

Para mim, esta é a nossa dimensão estética. O nosso «eu estético», que move a nossa criatividade.

 

O nosso «eu racional», que emerge nas dinâmicas do nosso cérebro, na conceptualização das nossas experiências de vida.

Esta considero ser a nossa dimensão ética, que faz de nós seres solidários – é por aqui que desenvolvemos a nossa acção politica, religiosa, social e nos integramos nas dinâmicas da sociedade em que vivemos. Por aqui procuramos desenvolver a nossa intelectualidade.

 

Por fim, temos o nosso «eu espiritual», aquele onde encontramos a síntese dos «eus», aqui, forjamos o nosso «ser» - a nossa fé, a nossa ideologia, as nossas crenças, as nossas não crenças.

Este é o lugar da nossa interioridade que marca a nossa forma de estar, pensar e viver a vida. Os nossos erros e virtudes. Sim, porque todos temos erros e virtudes.

Este é o «eu» da nossa totalidade. Aqui forjamos o nosso carácter e a nossa identidade.

Aqui, nos encontramos com o tempo que vivemos, com aquilo que fomos, somos ou queremos ser. Este é ponto de encontro com a nossa Liberdade.  

É esta, afinal, a nossa dimensão ontológica.

O ponto de encontro onde assumimos a síntese do nosso «eu emocional» , do nosso «eu racional» com o nosso «ser».

Sentimos, vivendo, que a nossa felicidade reside no conforto que encontramos, no equilíbrio entre o sentir, pensar e ser.

Descobrimos que somos, tudo o que queremos ser, na medida em desenvolvemos uma energia – nossa só nossa – que é nuclear e, afinal, é ela que move – a criatividade, a solidariedade e a Liberdade.

Essa energia é a nossa vontade.

A vontade de fazer, ou não fazer, a vontade de agir ou não agir, a vontade de estar só ou partilhar, a vontade de sermos tudo e não sermos nada, tudo isso que nos conduz a descobrir – o emocional, o racional, o espiritual.

É, afinal, a descoberta e o aprofundamento da nossa «espiritualidade» - o ser - que está o sentido da nossa vida.

O encontro com o cósmico e o universal. Nós somos seres num universo infinito.

De há muito que tenho pensado neste «três eus» e procuro descobrir, no meu quotidiano, esse sentido universal da vida.

Não sei se isto é a nossa mente. Nem penso isto como verdade, é, apenas isso, e só isso, uma mera reflexão, que nada tem a ver com qualquer tipo de dogmatismos.

É uma forma de estar, sentir e pensar os dias, este tempo que vivo.

É por isso, só por isso, que para mim a Liberdade é o motor da história e a vontade a força que move a vida.

Quando perdemos a Liberdade, perdemos o rumo da nossa história, mesmo que seja a história colectiva.

Quando perdemos a vontade, perdemos a energia que nos empurra, que faz, dá a força, para todos os dias ao acordar, olharmos o sol e construirmos, com os outros, o tempo que vivemos.

  

S.P.

aferias 113.JPG

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por entretejoesado às 01:49

Mudar os hábitos

Domingo, 18.09.16

Todos nós temos defeitos. E, até, temos consciência plena das situações que vivemos e nos incomodam. Apostamos em mudar, mas, depois, há sempre um depois, repetimos, voltamos a repetir.

O hábito, a força do hábito. Quantas vezes o hábito nos condiciona. Um dia, outro dia, há lugares e contextos que se inscrevem nas nossas vivências.

Fumar. Beber um café. Ler um jornal. Dar uma volta pelo facebook. Escutar um pouco de música. Dar uma volta por aquele sitio que nos agrada. Lavar os olhos no rio ou no luar. Ter um momento de pausa para conversar. Ou aquele recolhimento para meditar e escrever.

Há hábitos saudáveis, aqueles que nos dão energias positivas, que nos movem e levam-nos a viajar por dentro do tempo e da vida.

Há hábitos que nos incomodam, porque retiram energia, porque, afinal, são hábitos que nos condicionam e limitam.

 

Os hábitos, por vezes, são naturais, fluem com a cadência e o ritmo dos nossos dias.

Outros hábitos, incomodam, porque são um ruído.

Quantas vezes, para nós mesmos, dizemos : Vou deixar de fazer isto ou aquilo, e, depois, o tempo passa – paramos por uns dias e regressamos.

Os hábitos são mesmo uma característica que nos marca. Inscrevem-se na pele dos nossos dias.

 

Mudar os hábitos, ou manter os hábitos, afinal, é uma decisão que contribui para sentirmos, ou não, o tempo que vivemos.

Decidir mudar um hábito, que nos incomoda, é por ponto final, naquilo que não queremos e, que, indelicadamente, ocupa o nosso tempo, e faz do tempo um tempo não vivido.

Manter um hábito, que nos faz feliz, é dar continuidade ao que nos agrada, preenche o tempo que vivemos, ajuda-nos a sentir e viver a vida.

 

O pior hábito será, afinal, manter o hábito de querer mudar os hábitos, que nos incomodam e retiram a criatividade. E repetir, repetir.

Se vivermos a nossa vida, apenas, no viver os hábitos, pelos hábitos, então, a nossa vida, torna-se, de certeza, uma rotina.

A rotina dói, e, acreditem, é pela rotina que nos afastamos do sabor da vida. A vida tem sabor, é preciso saber saborear.

 

O maior drama que enferruja os dias é, de certeza, habituarmo-nos a viver com os hábitos que não abrem caminho ao sorriso!

Mudar esses hábitos é mudar a vida!

Mudar esses hábitos é viajar na busca do desconhecido – é viver!

 

S.P.

aferias 174.JPG

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por entretejoesado às 01:53

Interpretar as palavras

Sábado, 17.09.16

Houve um tempo que eu sonhava que podia ajudar a mudar o mundo.

Hoje, conclui, foi o mundo que me mudou a mim.

Não significa que tenha deixado de acreditar que, afinal, cada um de nós, no seu percurso de vida, se quiser, se desejar, pode dar um pequeno contributo para deixar o mundo melhor.

Mas, ninguém muda o mundo. O mundo é, com a sua natureza, com o seu humanismo, com a sua espiritualidade. Transforma-se.

Nós vivemos no tempo que somos, com o tempo que somos, com todas as experiências, com todas as mudanças. E, de facto, foram tantas as mudanças.

O mundo de hoje, não é aquele que eu vivi na minha infância. Nem o que descobri na adolescência. Nem sequer aquele que vivi na minha maturidade.

 

Hoje, quero continuar a sentir o meu mundo de criança, também aquele que descobri na adolescência e o que vivi na maturidade.

Sinto, que tudo isso existe, na memória, mas a memória não é o mundo real.

Olho para todos esses registos, por dentro dos nervos,  e encontro-me com todos esses mundos que fazem parte de mim. Imagino as aventuras vividas. Sorrio. Registo que ajudei a transformar. Transformei-me.

Tantos sonhos. Tantas partilhas de ideais. O mundo mudou. E, concluo mesmo, eu também mudei com o mundo.

O que resta, energicamente, é este sentimento que me leva a interpretar as palavras.

Agora, neste ano de 2016, mais que dizer, mais que gritar, sinto a necessidade de sentir, sentir conscientemente as palavras.

Palavras que, na verdade, sejam mais que slogans. Palavras que, na verdade, sejam mais que 'ideias emprestadas'.

E, no final, estar consciente, comigo, sentindo, que  mesmo que sejam 'ideias emprestadas' - como todo nós vivemos a vida - que sejam palavras e ideias das quais brotem energia, que motivem para a acção, e, não sejam estímulos, meros estímulos, para a mobilização.

Essas, para mim, foram. 

O mundo mudou. O mundo mudou-me.

Agora, quero palavras-acto, ideias-força, porque, já sei como é difícil mudar o mundo, mas, também sei, se quisermos, podemos deixá-lo um pouco melhor.

É por isso que, considero, é importante, muito importante, interpretar as palavras e sentir as palavras.

Vivendo-as!

 

S.P.

.

aalburrica 048.JPG

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por entretejoesado às 22:26

Os perfeitos

Sexta-feira, 16.09.16
Tenho cometido muitos erros na minha vida. Assumo. Confirmo. Isso nunca me levou a pensar, ou, até mesmo, sentir que a minha vida é um erro.
Errei. Espero continuar a errar. Espero continuar a aprender com os erros.
O dia que pensar que não erro, que tenho a verdade, nesse dia, de certeza, é porque enlouqueci. Até lá, espero, ir, vivendo, tranquilamente, todos os meus erros, nessa bipolarização permanente, entre as certezas e dúvidas.
É que, há dias, como hoje, que me sinto cansado de tanta perfeição, de tanta capacidade de prever futuro e de criticas ao tempo perdido.
Isso, cansa, sim cansa, e, digo-vos, cansa muito mais, quando essa perfeição nasce em diálogos, que, registo, condenam o direito de ter opinião – uma simples opinião!
É por isso, só por isso, que prefiro estar do lado dos que erram e defender os que erram, do que estar do lado dos perfeitos, e defender os perfeitos.
Os perfeitos, não precisam de defensores. Eles são o melhor do mundo e conceptualizam o melhor para o mundo.
Sabem, quando escuto os perfeitos, por experiência vivida, tenho medo, muito medo, do mundo perfeito!
 
S.P.

aamacset 011.JPG

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por entretejoesado às 22:03

Inesperadamente

Quinta-feira, 15.09.16

A vida é feita de vitórias e derrotas. Também há quem fale em vitórias morais. E, até, quem considere que certas derrotas sabem a vitórias.

A grande vitória é termos orgulho no que fazemos, e viver fazendo.

Sempre que tomei essa opção, decidindo fazer o que tinha a fazer e considerava que devia fazer, senti, que dei passos em frente na descoberta da vida e na conquista de objectivos. Superei as circunstâncias.

Os resultados, foram as obras, a realização de ideias, um sentimento de realização e dever cumprido. Essas foram as vitórias.

Sempre que adiei, deixei para trás, hesitei, marquei passo, as coisas tornaram-se mais difíceis e inalcançáveis.  

Os resultados, digo-vos, foram úteis, pelas  experiências acumuladas, memórias registadas e conhecimento da condição humana. Essas foram as derrotas a saber a vitórias.

Por tudo isso, acho que a vida é apenas a vida.

O importante é mesmo viver. Saber ganhar. Saber perder.

No final, a vida acaba por ser mesmo um espectáculo que, de facto, ninguém sabe o que vai ser, porque, entre o que pensamos e fazemos, entre o que desejamos e alcançamos, entre um dia e outro dia, de repente, tudo pode mudar. Inesperadamente.

É por isso, que, de há muito, descobri que a beleza da vida está no acordar, erguer os olhos e viver – fazendo!

 

S.P.

IMG_20160906_141746.jpg

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por entretejoesado às 01:38


Comentários recentes





Links

COMUNICAÇÃO SOCIAL

AUTARQUIAS

ESCOLAS

EMPRESAS

BLOGUES DO BARREIRO

ASSOCIAÇÔES E CLUBES

BLOGUES DA MOITA

SAPO LOCAL

PELO DISTRITO

CULTURA

POLITICA

TWITTER

FACEBOOK ROSTOS


subscrever feeds