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O desejo

Sexta-feira, 19.08.16

Só cada um de nós sabe do esforço que faz, a dedicação e entrega aos sonhos e lutas.

Tudo fazemos para controlar, gerir aquilo que passa pelas nossas mãos e capacidades de açção. Lutamos, erguemo-nos nos dias conscientes do que desejamos e queremos alcançar.

Mas, depois, há o depois, os outros, as circunstâncias, as surpresas, os inesperados – em suma, a vida em toda a sua dimensão. E, esse, é o desafio da vida.

No final, o importante, é termos a consciência que damos tudo, demos tudo e que nunca desistimos, porque, sabemos, desistir é perder todo o esforço, dedicação e os resultados alcançados com os caminhos percorridos.

Parar. Recuperar. Recomeçar. Nunca esquecendo, só cada um de nós sabe o caminho percorrido e o caminho que deseja percorrer.

A vida, vivida, é sempre isso, um desejo, a permanente procura de realização dos desejos.

 

S.P.

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por entretejoesado às 23:05

A Cor

Quinta-feira, 18.08.16

A cor existe nos nossos dias, lindo é descobri-la com o zoom do nosso olhar.

Sentir o ritmo e o pulsar das cores. Navegar no colorido que emerge, em fuga,como notas que se inscrevem no pensamento.

A arte da vida é a arte da descoberta de texturas que dão a dimensão ao espaço e ao tempo.

A vida afinal é como um teatro – a arte no espaço e no tempo.

Sentir as cores é afinal sentir os sentimentos. Só quando sentimos as cores emergir, florindo, por dentro do nosso olhar, é que descobrimos a dimensão estética do tempo que vivemos.

Na dimensão estética descobrimos a natureza e tudo o que nela está inscrito.

É, então, que notamos, como nós, todos nós, somos parte indissociável dessa natureza que brota das cores da vida.

 

S.P.

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por entretejoesado às 01:13

Esse sonho de VOAR

Segunda-feira, 15.08.16

Sinto uma enorme vontade de descansar uns dias. Hibernar. Mergulhar nas ondas. Escutar as gaivotas. Ler. Olhar o sol. Pisar a areia. Percorrer quilómetros.

Sentir o pulsar dos dias. Partilhar os dias, com a ternura do coração.

Há quem diga que isto são as férias. Um tempo de intervalo. Um tempo para pensar e retomar as energias.

Estou aqui, silenciosamente, a pensar nestes dias de intervalo que se aproximam, e, por dentro, fervilham ideias, pensamentos, projectos…como se o amanhã estivesse, já, aqui e agora, a nascer imaginando-o num voo de uma gaivota a rasar as ondas do mar, assim, como se estivesse a lançar «palavras-sonho» no meu célebre «caderninho do Baleal», onde, um dia senti o rosto brilhar, piscando os olhos ao sol.

Olho para trás e, hoje, sinto mesmo…valeu a pena sonhar, e, continuou a acreditar que vale a pena sonhar.

É por isso, só por isso, que penso, enquanto viver, quero manter sempre vivos os sonhos, principalmente esse sonho de VOAR .

E, digo-vos, para mim VOAR é, afinal, ter:

 

 

Valores

Objectivos

Amor

Resiliência.

 

O  meu Valor é a Liberdade.

O  meu Objectivo é Ser.

O Amor é o meu maior principio de vida e é com ele que adoro viver.

Sempre acreditando que vale a pena – Resistir, Renovar e Renascer em cada dia.

É isto VOAR!

O resto…é o resto!

 

S.P.

 

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por entretejoesado às 23:46

Ideias e Ideais

Domingo, 14.08.16

Não tenho medo das ideias, nem dos ideais. Gosto de quem defende ideias e ideais. Admiro.

Viver por ideias e ideais é viver por aquilo que somos e que desejamos.

Acho mesmo que o mundo só avança através do confronto e diálogo entre ideias e ideais diferentes.

A pluralidade de ideias e ideais é o sal da vida.

O problema não está nas ideias, nem nos ideais.

O problema reside quando não se respeita o direito à diferença, quando se procuram impor pensamentos únicos e universais. São esses os momentos mais tenebrosos da história da humanidade - ontem e na actualidade.

É disso que tenho medo, dos «bêbados de ideias e ideais», porque deixam de pensar, agem agredindo, confrontam sem respeito pelo pensar e sentir do outro, acham-se o centro de toda a verdade e adaptam toda a história e estórias para justificar seus actos, ao mesmo tempo que ignoram tudo o que a história da humanidade ensina e não reflectem sobre os caminhos percorridos. Aprendendo o novo e superando o velho.

Cá por mim, prefiro aprender com os meus erros e limitações e, simultaneamente, procuro aprender, sempre, um pouco, com as verdades – ideias e ideais – de todos com quem partilhei e partilho o tempo que vivo.

Já vivi tanta coisa, que já não tenho mais tempo para debates e confrontos de circunstância – prefiro pensar, sonhar e viver cada dia, cada presente, como futuro!

 

S.P.

 

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por entretejoesado às 22:26

Ser feliz!

Sábado, 13.08.16

De facto assim como a matéria é composta por átomos, e, nos átomos, existem energias em movimento – protões e neutrões – sabe-se que num aprofundamento micro é possível atingir modelos unidimensionais, através dos quais toda a matéria é divisível até ao infinito, como se tudo estivesse ligado a dimensões espácio- temporais.

Hoje, ao ver um vídeo, sobre esta temática – com o título «Teoria das Cordas» - dou comigo a reflectir, como na realidade, tudo isto, também é assim, dentro do nosso corpo, das células aos neurónios.

Assim como na matéria a teoria das cordas sublinha que a gravidade actuando nas dimensões ocultas produz as outras forças não-gravitacionais tais como o electromagnetismo.

No nosso corpo, dentro de cada um de nós, essa dimensão das cordas, pulsa lá dentro, bem dentro, e são essas «cordas» da nossa interioridade que nos fazem escutar a musicalidade da vida.

Reflectia sobre tudo isto e pensava, afinal, ser feliz, não é mais que sentir um equilibro emocional, racional e espiritual, que contribui para nos escutarmos a nós mesmos, recebermos os «sons» dos outros e do mundo – lá dentro, bem dentro, numa plena serenidade e musicalidade.

É, talvez isto, o que sentimos quando amamos. É talvez isto o que sentimos quando a felicidade mergulha no nosso coração.

É, talvez isto, o que sentimos quando abraçamos objectivos e lutamos por concretizar os nossos sonhos.

Descubram essa interioridade, esse equilíbrio e, depois, talvez, então, sintam o que é ser feliz!

 

S. P.

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por entretejoesado às 23:38

Em plenitude.. por aí!

Sexta-feira, 12.08.16

Uma das coisas curiosas, da minha experiência de vida, é registar, por vezes, em diversas circunstâncias, como pessoas expressam, ou dizem que expressam o que eu penso ou escrevi, quando, afinal, estão a referir-se a coisas que eu não disse, nem pensei, nem escrevi ou sequer imaginei.

Esse sentido criativo que me dão a mim mesmo, sem eu saber, por vezes espanta-me, nem me incomodo porque, afinal, o espanto é próprio da criação filosófica.

O que incomoda é que achem que eu tenho que ser o que dizem e não ser o que eu sou, fui, e quero ser.

É por isso que não incomoda, apenas espanta, causa-me admiração, desperta-me para continuar, serenamente, este caminho, que será sempre o meu caminho – as minhas escolhas, as minhas opções.

Façam isso, decidam isso: sejam, não inventem sobre os outros, não se preocupem com os outros, se cada um de nós for, sendo, aquilo que afirma ser, o mundo, de certeza, não será o melhor dos mundos, mas será um mundo um pouco melhor.

Não se incomodem com o que eu sou, nem com o que eu digo, nem com o que eu faço. Façam. Vivam.

Cá por mim, acreditem, vou sendo por aí, vou afirmando por aí, vou escrevendo por aí, aliás foi sempre o que procurei fazer – viver, sendo, em plenitude – por aí – sempre sendo tudo o que fiz ou faz o tempo, que vivi ou vivo.

Experimentem e, de certeza, vão sentir com o tempo, que nada há mais lindo que viver o tempo que vivemos.

Com o tempo, com o tempo, com as memórias do tempo, a vida constrói-se e reconstrói-se.

Acreditem.

É isso mesmo – ahahahah – tudo o resto…é o resto!

 

S.P.

 

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por entretejoesado às 23:50

A tatuagem

Quinta-feira, 11.08.16

A vida é um percurso, um tempo, um instante, que, um dia, de súbito, se desfaz como uma névoa que olhamos na distância ao amanhecer, com os pés molhados na areia de uma qualquer praia junto ao mar.

Cada um de nós, neste percurso, fica na memória ou nas memórias, tal qual, uma tatuagem, esse colorido que espelha o tempo que vivemos.

A nossa vida é essa tatuagem no tempo, aí, onde inscrevemos todos os nossos gestos.

Na vida percorremos dunas, monte e vales, saltitamos as pedras de um rio, sentimos o fogo que tudo arrasta, ou a força do mar que sufoca.

Sorrimos. Choramos.

O nosso corpo é tatuado com todos os poemas, cores, sons, tudo aquilo, que foi a marca no tempo vivido. Ninguém nos substitui. Somos.

É por isso que sinto a vida, na sua plenitude, como uma permanente tatuagem, essa inscrição no tempo e no espaço, onde nos realizamos.

Quando um dia partirmos, de facto, aquilo que fica, é essa tatuagem no tempo – a nossa vida!

 

S.P.

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por entretejoesado às 23:35

Silêncio dos sons

Quarta-feira, 10.08.16

Há dias que não apetece mais nada que sentir o silêncio. Falar em silêncio. Escutar em silêncio.

Deixar todas as verdades rebentar nas ondas do silêncio.

Depois, olhar o luar. Observar a sua luminosidade. Hoje, com meia-lua a espreitar, com a sua forma de D, assim, como quem diz o contrário, lembrando que na vida só temos dois caminhos : crescer ou não crescer?  

Então, serenamente, observo o luar, enquanto estou a navegar pelas ondas de um piano. Melodicamente. Suavemente. Escuto, apenas escuto o timbre dos sons de Chopin. Delicio-me.

Afinal, penso, só quem sente a beleza dos sons no silêncio dos sons, consegue crescer e viver!

 

S.P.

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por entretejoesado às 23:54

Arder é mais que fogo

Terça-feira, 09.08.16

Arde o meu país, na raiz do tempo,

arde, volta a arder, porque arder,

é seu destino, o fogo por si chama,

meu país vai ardendo, carcomido,

nesta senda, ano após ano, igual.

 

Arde o meu país, sem surpresa,

arde o pensamento na luz do sol,

arde o sentimento na imensidão

da terra, no seu abraço com o mar.

 

Arde o meu país, porque no arder,

está a sua tradição, queimar, amar,

neste fogo que arde sem se ver,

um fogo que nasce, descontente,

este fogo do meu país a arder,

o seu fado, de emoção e tristeza.

 

Este é o meu país real, onde a natureza,

é uma beleza que se desfaz, consome,

porque arder é mais que fogo, é o lodo,

um carpir, desta fortuna que faz Portugal!

 

S.P.

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por entretejoesado às 21:11

Pés molhados na areia

Segunda-feira, 08.08.16

Sentir o mar. Escutar as ondas. Palmilhar a areia. Abraçar o vento. Tocar o sol com o olhar.

Estar ali, sentado, olhando o infinito. Imaginar as naus. E, além, numa vela na distância, ver aquele quadro de Fernando Pessoa, onde a «mensagem»  se eterniza.

Sim, cumpriu-se o mar. Falta cumprir Portugal!

Mas ao menos, neste dia de Agosto de Dois Mil e Dezasseis, fico com este sentimento que o mar, o seu cheiro e sabor salgado, dão energia e fazem pensar, que há mais vida para além do sol que queima e aquece os nervos.

Basta-me sentir os pés molhados na areia, e, ali, de súbito, tudo o resto é silêncio!

 

S.P.

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por entretejoesado às 23:24


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